1 de outubro de 2008
Véus cobrem/descobrem uma diva: Maria Gladys
BLOG, Cinema, Festival do Rio 2008, PHD EM CINEMA BRASILEIRO
Por Paulo Henrique Souto
Neville D’Almeida falou com seu jeitão: “Gostei muito, Paula Gaitán mostrou o anti-mito, chega de mito falso, o filme mostra um mito real, Maria Gladys”. Luiz Rosemberg sintetizou: “A procura do humano na imagem do artista”. São opiniões de dois antigos amigos da atriz Maria Gladys, a grande ausência na sessão lotada de “Vida”, exibido no Odeon, aplaudido no final. Emocionante a maneira como Paula nos mostra a atriz: atrás de efêmeros véus uma diva tupiniquim relata sua vida intensa, desde a paralisia infantil - quem imaginava que Gladys foi paralítica um dia? E bailarina na Rádio Nacional? Subiu tanto a saia, prendendo dentro da calcinha, que quando sua mãe ligou para perguntar como tinha sido a perfomance da filha, a mulher da rádio respondeu: “Ela ficou quase nua, um escândalo…”. Assim é a Maria Gladys. Depois de dançarina de rock, a menina do Meier é acolhida na companhia de teatro de Fernanda Montenegro. De lá para mundo, foi a Berlim com “Os fuzis” - alguns filmes, para nosso deleite, estão no documentário. Ela viveu na Europa nos tempos bicudos do golpe. Dormiu com vários cineastas, revela. Relembra os filmes que viu nos três grandes cinemas do Méier. O trabalho de ler e reler textos, orientada pela diretora nos revela a grande atriz. Gladys filmou em casa, cercada pelos filhos de Glauber, produção de Erick, musica de Ava, e Glauber com certeza escondido atrás dos véus. E a maior de todas as surpresas: o uso da agenda como diário, de onde brotam textos singelos desta guerreira tresloucada, palavras de mulher madura que almeja viver a vida com “calma e paciência”. E assim as coisas acontecem, o telefone toca e o amigo Papinha a chama para mais um trabalho na TV. Muita luz e cinema em sua vida, é o que desejo, eu e o seu fã clube, neste país de curta memória. Parabéns Paula Gaitán. Aguardem o próximo episódio.
3 comentários para “Véus cobrem/descobrem uma diva: Maria Gladys”
Deixe um comentário
- Cinema é droga sadia, rejuvenesce, acreditem
- O barato que o set proporciona
- Alô, Brasília: rebobine, por favor, a lei de distribuição do cinema brasileiro
- Feliz Natal e, de quebra, parabéns a Selton Mello, um senhor diretor
- Obama é fruto de Orfeu do Carnaval
- Cinema de memória
- Véus cobrem/descobrem uma diva: Maria Gladys











1 de outubro de 2008 às 17:31
emocionante mesmo!
viva maria gladys.
3 de outubro de 2008 às 12:32
emocionante em todos os aspectos!
viva Maria Gladys!!!!!!!!!!!
13 de abril de 2009 às 19:51
Produção de Pedro Tavares. Não de Eryk Rocha.