22 de junho de 2009
Unidos lamentaremos
Por Arnaldo Branco
Só para deixar claro, sou a favor da deposição do Ahmadinejad, embora lembre que o mundo comemorou a derrota do governo opressor do Xá do Irã em 1979 pra depois conhecer a figura nefasta do seu sucessor, o aiatolá Khomeini. Se não posso botar a mão no fogo nem pelo Gabeira, caralhos!
Mas acho esquisita essa convicção de que a solidariedade ao Irã articulada em redes sociais na internet vai derrubar a ditadura lá. A livre circulação de notícias é evidentemente salutar, mas vocês lembram a campanha contra a guerra do Iraque, que até a ONU condenou? Pois, é, a guerra ainda está lá. Internautas FAIL.
Seguindo esse clima de delírio, pessoas no twitter se perguntam o que teria acontecido se essa incrível ferramenta de lamentação em tempo real existisse na época do Massacre da Praça da Paz Celestial - quem sabe não pudesse ajudar a impedir a matança? A-lô-ou, ainda está rolando um massacre da Praça da Paz Celestial, a China executa todo ano os mesmos dois mil (segundo algumas fontes) que morreram no triste episódio. Ainda dá tempo, pessoal!
Aliás, a China é interessante: deve ser a pior ditadura (e, agravante, comunista) em curso, mas todo ano sai um caderno especial n’O Globo com o título “China: a economia emergente”. Em defesa do órgão é preciso dizer que esses cadernos sempre vêm com um parágrafo de ressalva a respeito da escassez de democracia por aquelas bandas.
Pobre Cuba: como tem economia afundante, os jornais tratam o regime de lá como se chinês fosse, apesar dos números de assassinatos comparativamente mais humildes. O que nos faz chegar à conclusão de que ditadura é que nem colesterol, tem as boas e tem as más.
E como no caso do Irã, umas são mais promocionais que outras.
26 comentários para “Unidos lamentaremos”
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22 de junho de 2009 às 13:55
Arnaldo, não acho que o ponto seja esse: uma lamentação coletiva. Nem mesmo uma tentativa de se derrubar um poder pintando avatares de verde.
Até onde tá me ocorrendo, o grande lance é que a internet é, dessa vez, o principal veículo de comunicação dos manifestantes e dos correspondentes da imprensa com o resto do mundo. Não há como negar que isso tem algo de absurdo e fascinante e que, naturalmente, toque as pessoas a se sentirem parte do processo.
De um certo modo fazemos (”nós” porque estamos lá e porque você está escrevendo sobre o assunto, se posicionando). Não parte a ponto de derrubar um regime mas, bem, é porque estamos desse lado esfarrapado da coisa… Para os iranianos aquele é o único modo de trocarem informações e de fazerem um denso sinal de fumaça, porque as pessoas sentem necessidade disso; a denúnica, o estamos aqui.
Nesse sentido, acho que a solidariedade dos avatares verdes (por mais estúpida e inútil) seja um apoio para aquelas pessoas. Além do que, isso gera uma reflexão que vai além do Irã. Revoluções inspiram, fazer o que. Por aqui temos uma bizarra carência disso (obs: não acredito em revoluções, mas que elas tem lá seu papel tem).
É mais ou menos isso.
Hasta (¿la victoria siempre?)
22 de junho de 2009 às 14:45
E os avatares vermelhos pelas vítimas da ditadura imposta pelo comando idem, aqui do lado? Quantas Nedas que são filhas de uma faxineira que você conhece ou ouviu falar? Como dizia o Nelson Rodrigues quando gritavam “Cuba!” na passeata dos 100 mil: “E Paquetá?”
22 de junho de 2009 às 14:45
Cara, é lógico que Twitter não vai derrubar ditaduras. Afirmar isso seria uma atitude tão estúpida quanto tachar alguém de “delirante” baseado unicamente em leituras apressadas e unilaterais de 140 caracteres. Entre os delírios de que acha piamente que deixar seu avatar verde vai aliviar os perrengues iranianos, e o julgamento sumário de gente que desce a lenha, por exemplo, no Saramago baseado em uma afirmação que ele sequer fez (mas que foi propagada pelo Twitter), só tenho duas certezas: a) vamos de mal a pior nessa gangorra do 8 a 80 entre os polianas e os cínicos, sem espaço para o 44; e b) menos mal que as informações circulam mais nestes tempos de mídias sociais; antes, só tínhamos acesso a vídeos de câmeras de TV e notas de agências de notícias, dificultando apurações e comparações entre diferentes fontes de informação.
22 de junho de 2009 às 15:10
Primeira pergunta: Ina, vc está me estranhando? Talvez não esteja seguindo as mesmas pessoas que vc, mas li essa sobre a Praça da Paz Celestial exatamente como descrevi e muito mais do que uma vez. Depois, se vc leu a coluna, sabe que contesto muito mais do que a eficácia do protesto, mas a comoção seletiva, a escolha desta ou daquela tragédia mundial para hipotecar solidariedade. Vc está querendo me cassar a palavra em nome da livre circulação da informação? Acho que nunca tinha visto vc usar “estúpida” assim. Mas tá beleza.
22 de junho de 2009 às 15:29
Já tem gente dizendo que essas ferramentas não passam de artifícios da CIA para mais uma de suas “revoluções coloridas”
22 de junho de 2009 às 15:41
Ah, qualé, tem gente conversando sério aqui.
22 de junho de 2009 às 16:22
acho que o pessoal la do http://surra.org conseguiu resumir bem esse buzz inutil.
22 de junho de 2009 às 17:08
Texto bonzão. Lamentação em tempo real é ótimo.
Acho que o que acaba causando essas coisas é a necessidade do maniqueísmo.
O exemplo do Gabeira é bom.
Na ditadura você acreditava em heróis e vilões. Agora embolou o meio de campo.
Outra coisa divertida é imaginar o que vai virar o Irã se o cara cair. Dá até pra ver aquele pessoalzinho da Eco decepcionado com a aliança Irã-Israel.
22 de junho de 2009 às 17:53
É sério. Tem gente que acredita que essa revolta do Twitter é coisa da CIA:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ira-outra-revolucao-orquestrada-pelos-eua/
22 de junho de 2009 às 19:31
Sobre o twitter e os mares de lágrimas crocodilo-verde repentina de gente que vocalmente lambia cassetetes de PMs dias antes (e seletivamente não se importa com práticas domésticas semelhantes no ocidente ou maiores no Egito, Arábia Saudita, eleiçõs libanesas, outros estados-clientes pró-ocidente, sobre repressão no Iraque e Af-Pak, sobre o Sha etc - ou até lágrimas de gente que até ontem participaria do coro “Clinton-McCain sing Beach Boys’ BombIran” pedindo para explodir as mesmas pessoas - para ajudá-las! - que de repente torcem a favor agora), a aceitação passiva extrema de hype, propaganda e cheiros de “this twitter thingie will change the world forevah!!1!!1!” me lembra disso http://bit.ly/1a8v75
“Iran all night & day” indeed.
(claro, me lembra também do modelo de propaganda de Chomsky e Herman, da esquerda americana seletivamente chorando de forma auto-congratulatória por Darfur, demonizações demagógicas BonoVox-nianas contra estados inimigos do grande irmão - e portanto permite tais choramingadas - enquanto nem menciona seus próprios crimes piores e nem sabendo o que rola no muito pior Congo etc etc)
Mas sim, que aquele povo (mais perceptivo e corajoso que todos que vêem e comentam colocados juntos) se livre de líderes supremos. Devíamos estar verdes de inveja.
22 de junho de 2009 às 20:11
Acho uma grande bobagem pintar o avatar de verde (o único aceitável é o Pedro Doria, porque ele sim está trabalhando de verdade pela causa iraniana). Mas é interessante a circulação de notícias que o Twitter está proporcionando.
Tenho um interesse muito forte pelo assunto, porque sempre discordei da visão de que o Irã era uma “ditadura”. Parecia uma semi-democracia que se modernizava e poderia estar em vias de se libertar do domínio dos aiatolás.
Foi uma grande surpresa, um choque, essa fraude eleitoral gigantesca contra um candidato (Mousavi) que também é ligado ao regime. E ainda mais essa repressão monstruosa que se seguiu.
Acho natural que as pessoas se interessarem com isso, até porque há ainda a possibilidade de o golpe ser revertido. Na China, por exemplo, isso vai ser trabalho de décadas.
22 de junho de 2009 às 21:52
Daqui a pouco vira algo semanal, “freeirandayontwitter”, alternando-se com followfridays e fakeday.
Concordo sobre a questão da manifestação seletiva, um termo muito apropriado ao caso. Acredito que tudo se trate de uma carência de integração comunitária.
Não há associações confiáveis (sindicatos, partidos, associação de bairro), o sentido de grupo, esfacelado. Quando aparece alguém chamando uma galera pra briga, todos compram pra só se ver em uma. Essa sede de guerra é ao mesmo tempo juvenil e necessária, mas sua confusão é conjuntural.
Agora, a pergunta? Como fazemos isso virar matéria viva? Tenho minhas teorias…
Iraniana pronta pra briga:
http://www.youtube.com/watch?v=rlIAmCfHzbg
22 de junho de 2009 às 22:12
Bem, só exemplifiquei com os vermelhos mas, claramente, estendo o engajamento também àqueles que resolveram colocar uma layer vermelha encima da foto. Sinto se pareceu que não.
Acho que a sua análise é limitada, mas mais supreendente é a resposta que me veio. É uma resposta, não é?
“Quantas Nedas que são filhas de uma faxineira que você conhece ou ouviu falar? ”
De repente o debate virou para alguma coisa pessoal… É a hora em que devo me defender e dizer que tenho amigos pretos? Bem, você está percebendo as reações do twitter sobre o Irã como sendo hipócritas, maniqueítas e alienadas. Respeito isso. É uma imensa bobagem, mas respeito.
O que não respeito é que entre alguma coisa clichê.
“Quantas Nedas que são filhas de uma faxineira que você conhece ou ouviu falar? “. Suponho que eu deva me sentir tocada ou provocada depois dessa pergunta… mas isso não contribui em nada para o debate.
Sublinho o Inagaki.
Hasta again
22 de junho de 2009 às 22:32
Não teve essa agressividade que vc viu. Só repeti o que já disse no texto: existem vítimas mais à mão, ali na comunidade vizinha, e continuo sem entender o maior apelo emocional que têm vítimas de uma determinada ditadura em relação à vítimas de outras. “Nós” só estamos lá de vez em quando.
22 de junho de 2009 às 22:33
Ah, e eu sublinho o Alberto.
22 de junho de 2009 às 23:03
[...] E minha coluna pra Zé Pereira da semana: Unidos lamentaremos. [...]
22 de junho de 2009 às 23:44
Me imagino alguns: “Vou fazer a minha parte pelo Irã, assim que terminar de baixar este video da Amber Rayn”…
23 de junho de 2009 às 1:03
A ONU é tipo essas “revoltas” pela internet: fala-se com a melhor das intenções, sem levar em conta a realidade e ninguém leva a sério ou presta atenção.
23 de junho de 2009 às 9:56
Fora que reproduzir o vídeo da mulher baleada por aí é só exercício de sadismo, sem relação com apoio à revolta nenhuma.
Fosse uma mulher baleada em qqr outra situação também iria bombar na internet.
23 de junho de 2009 às 10:35
Bem, twitter só tem como trending topics material alinhado a setores corporativos (filmes, eventos como jogos, notícias que ficam na frente de centros corporativos etc), ou seja… super alinhado a interesses super-batidos (sem nada de teoria de conspiração - é tão patético o cenário que não é nem necessário). Não é de surpreender que tanta gente acha que é só a velha jogada de gente tendo seus botões apertados (e explorando um dos vídeos mais terríveis — sério, eu tive vergonha de não ter vergonha em estar no meu conforto com meus moralismos-relativistas-alinhados-aos-EUA assistindo snuff films quando a moça aterrorizada olha “no meu olho”, senti como se alguém percebesse que seu último momento seria milked para fins terríveis). É meio triste que ninguém fala como “Twitter como plataforma de notícia” é o mais perto que chegamos do aspecto “emotionally potent oversimplifications” do Newspeak (o aspecto tablóide-de-Murdoch semi-Daily-Brute IQ-lowering txt msg do lance todo).
“Fosse uma mulher baleada em qqr outra situação também iria bombar na internet.”
Acho que não, bicho. Massacre de índio e preto passa reto e ainda dão benefício da dúvida pra polícia e autoridades (vide Peru recentemente, ou Colômbia nos últimos anos - imagina a reação com esses horrores com algum horror de um estado que o Grande Irmão encoraja a vilanifição - “Praça celestial? Bem, eles eram vândalos, a polícia não estava inteiramente errada”, apesar de que China é cada vez menos vilanificada por ir se tornando mega-capitalista de mão de ferro, mas se vilanifica por enquanto que se possa enfiar as palavras “ditadura comunista” no meio enquanto nunca se fala “ditadura capitalista” no restante. É um tanto absurdo. Não fizeram sequer um centésimo do alarde que fizeram nos primeiros dias iranianos, onde nada tinha acontecido, com relação a repressão orwelliana inglesa, norte-americana, com Jean Charles e quando o homem morreu nos protestos britânicos recentes. Enquanto isso, o desfile militar que é o ocidente peida a palavra “ditador” contra alguém como Chavez como se fosse co2).
Ainda comprarei um gamepad imperial pros putos fazerem haduken quando eu bem quiser! Fireball, bitches! Baixo, diagonal-inferior, lado-da-diagonal: irak-HADUKEN!!!
23 de junho de 2009 às 10:42
Ah, e claro, não veremos muito vídeos na galera twitter de palestinos e protestantes israelenses e estrangeiros sendo baleados por snipers e por aí vai (e nem 1/100 da indignação em coisas que não dá para fingir que não viu, como a recente invasão).
23 de junho de 2009 às 14:42
Também sou mais Paquetá, Arnaldo. E quero ver o Pedro Doria trabalhando de verdade pelos pirralhos que vendem bala na esquina da casa dele.
23 de junho de 2009 às 16:21
“Massacre de índio e preto passa reto e ainda dão benefício da dúvida pra polícia e autoridades”
Arruma um vídeo do índio/preto agonizando com direito a rombo no peito e golfada de sangue que eu aposto a grana que você quiser no sucesso do citado.
Não é de bobeira que a maioria dos vírus circulam na internet com coisas do tipo: “fotos dos corpos do acidente 774″ ou “vídeo da menina isabela morta” e por aí vai… Exercício de sadismo.
23 de junho de 2009 às 17:28
Bem, seria foda mesmo. E concedo o ponto que se achasse vídeos é provavelmente porque não passou tão reto assim (e é um tanto que a questão… o motivo pelo qual são invisíveis e raramente são capturados).
Tem esses em Gaza (um, protestante americano, morto pelos seus impostos, surpreenderia que não causou mais comoção - mas é justamente por ser americano que não causou), mas são uns que teve leve repercussão (não em mídia mainstream, creio. Me lembro da repercussão em lugares como Al Jazeera English e Democracy Now).
http://www.youtube.com/watch?v=bZMHhuWACME&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=UiAWRKgZIj8
http://www.youtube.com/watch?v=vZysDAxun_8&feature=related
E esses são só os que achei passando por cima no youtube (porque nesse tema tem demais, demais, infelizmente). Não quero nem ir pros sites mais pauleras que youtube (ou caçar os mais alternas no youtube). Menos relacionado, mas há o vídeo que mercenários do Blackwater filmaram atirando nas rodovias e carros enquanto eles dirigem pelo Iraque (esse só se vê mais em documentários — já que imagens assim, incluindo até caixões militares americanos, não se mostram, como “lição do Vietnã”).
Aqui algumas fotos dos indígenas do Peru de semanas atrás.
http://upsidedownworld.org/main/content/view/1896/1/
Havia um vídeo de snipers atirando, mas era de longe (nada da “qualidade” do vídeo em comparação).
Havia muitas imagens em vídeo de índios com a cabeça estourada e semelhante na Bolívia durante as revoltas antes de Morales entrar (um específico que me lembro várias imagems era pela polícia do neoliberal pró-EUA Goni, durante as revoltas logo após virar presidente - é possível ver no excelentíssimo documentário “Crise é o Nosso Negócio” - que, de passagem, é bem relevante ao assunto das “revoluções coloridas” sem cair em teoria de conspiração já que são gente do partido democrata americano sem nenhuma firula e nenhuma intenção de esconder nada, são bastante orgulhosos de seu trabalho e é a primeira vez que se vê o slogan de Obama, “Yes We Can”/ “Sí se puede”). Há também as imagens do massacre que os militares venezuelanos criaram para terem pretexto pro golpe contra Chavez (E que as mídias corporativas-estatais ocidente afora inacreditavelmente retratou como obra do Chavez. Além de uma mulher levando tiro de sniper, se vê também gente sendo carregada enquanto vaza o cérebro no asfalto etc e protestantes mortos a bala durante o período que Chavez estava sequestrado - possível ver em “Revolução não será televisionada” e no documentário de John Pilger “War on Democracy”).
Ok, me sinto sujo depois de postar tudo isso (e que numericamente, não foi nada. A lista é longa - e deve ser mais longa para os que sabem mais que eu. Só Ahmedinejad sozinho já deve ter passado desse número atualmente). É impossível cutucar nessa área sem se sentir um tanto quanto desumano e banalizando violência (sério, se me sinto um escroque agora é porque fiz um post de escroque).
Concordo que é sadismo (não apenas, mas faz parte. Incluindo naqueles em fúria indignada banalizando o ocorrido ao vê-lo no youtube ou apropriando-o para certos fins). Mas o vídeo só chegou a essa gente para tais impulsos por certas razões, razões que complementam os motivos pelo qual não chegam tantos outros a eles. Não chegou apenas por questões de sadismo e espetáculo sensacionalista. Senão eles teriam um estoque interminável.
23 de junho de 2009 às 17:53
Cristo, que eu estou falando?
Há até mais perto de casa! O tipo que gentalha feito Marcelo Tas e outros ícones verdes “contra a repressão” e a favor do tipo especial de democracia que o ocidente ama jamais se mostrariam contra: massacres nas favelas do Haiti para reprimir democracia e sindicatos, com nossa ajuda! O tipo de imagem descartada em preferência a photo-ops fabricados de militares jogando bola com a criançada (youtube tá fechado agora, mas procure brazil haiti massacre ou o similar - que tem, tem).
Esse é o que realmente me pega forte como o cúmulo da hipocrisia, demagogia e covardia. Em breve farão passeata contra Genghis Khan ou qualquer figura tão abstrata de suas existências que nada podem fazer algo concreto a respeito a não ser se auto-congratularem por serem tão jóia enquanto espremem a bota nos outros. Parecem a classe soviética de defensores do estado reprimindo dissidentes (como por exemplo na época da guerra contra o Afeganistão) falando “ei, por que você está falando dos nossos crimes? Por que não fala o quão os afegãos são terríveis?”.
Agora, vídeo assim de favela brasileira já é mais foda de achar, inacreditavelmente (é incrível que exista de favelas no Haiti).
24 de junho de 2009 às 11:31
““Massacre de índio e preto passa reto e ainda dão benefício da dúvida pra polícia e autoridades”
Arruma um vídeo do índio/preto agonizando com direito a rombo no peito e golfada de sangue que eu aposto a grana que você quiser no sucesso do citado.”
Claro q vai dar grana, mas não pelo mesmo motivo da mulher, muito pelo contrário, vai sair isso sim nos sites tipo rotten.org, com os comentários tipo “aquilo é o pancreas?” e ainda vai tema de “Keyboard cat”.