1 de outubro de 2008
Um filme é um filme é um filme é um filme
BLOG, Cinema, Festival do Rio 2008
Por Gustavo Acioli
E mais uma vez, cá estou, com a programação do Festival do Rio nas mãos, tentando entender o que é possível assistir, o que vale a pena; tentando conciliar horários e estabelecer prioridades; e olho para aquele mar de títulos, sinopses e horários e me vem uma angústia avassaladora: o vazio do excesso.
Este festival é uma sandice total. Esta quantidade de filmes é uma maldade, não com o espectador interessado e indeciso, mas com os filmes. A maioria deles conta apenas com o título e a sinopse para tentar atrair o público. Os coitados dos Taviani, tão importantes, tão fundamentais, que mereciam um evento especial na cidade, têm que considerar uma homenagem ver seus filmes espalhados no meio da boiada. E os novatos, o que fazem? Que aprendam a escrever boas sinopses, que achem títulos chamativos.
Não adianta, eu não posso concordar com este modelo de festival, que tira a importância dos filmes, que deixa evidente que todo filme é apenas mais um na multidão.
Não é uma celebração do cinema como arte. É a celebração do cinema como negócio. A celebração do varejão atacadista, do marketing e da megalomania.
Um comentário para “Um filme é um filme é um filme é um filme”
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2 de outubro de 2008 às 16:42
é isso aí, gustavo accioli, essas mostras deveriam estar espalhadas ao longo do ano. este, por exemplo,d everia ter sido o perfil do cinema paissandu, por exemplo, um cinema de repertório,d e mostars especiais. é uma total alucinação essa quantidade toda de filmes e mostras. aí você chega na sala de cinema (com exceção dos filmes óbvios) e…vazias! é umd esperdício de bons filmes. a palestra do paolo taviani aconteceu de uma hora pra outra, apertadinha antes de ele viajar e…vazia! a premiere brasil, por exemplo, cresceu tanto que, ou vc acompanha os filmes da premiere brasil, ou os estrangeiros. para um ser humano normal (os maratonistas de festival não são normais), simplesmente não dá. uma pena! o pecado aí é o excesso!