25 de janeiro de 2010
Trash kosher
Por Arnaldo Branco
Estou acompanhando esse Big Brother 10, a primeira edição que resolvi seguir. Pra quem já tinha perguntado - acho que aqui mesmo nessa coluna - se dão prêmios para quem assiste também, essa é uma bela de uma capitulação. Estou curtindo barbaridade.
Agora faço parte do grupo da plebe ignara que assiste reality show e é discriminada por gente que acredita ser impossível olhar para um televisor ligado na Globo depois da novela sem perda de massa encefálica. Aposto que há quem coloque no seu currículo vitae, junto com a experiência profissional e o cursinho completo de inglês: “não vejo Big Brother”.
É verdade que não existe uma justificativa com estofo intelectual para assistir a essa babaquice. O programa pode até servir como demonstração prática do fenômeno da conformidade e outros processos mentais, mas não há viés psicológico que justifique perder tempo vendo vários marmanjos e gostosas participando de provas que envergonhariam a produção do programa da Xuxa. E além de tudo, com o texto do Pedro Bial.
O que há pra ver ali é só mesmo o deleite com as misérias da vida alheia, a mesquinhez com que aquelas figuras parcelam sua dignidade em troca da possibilidade de ir ficando mais um pouco mais naquele lugar, na esperança de mudar de vida. Não parece um pouco a sua relação com seu trabalho? Não responda agora, Bial.
Mas o que mais espanta em algumas pessoas que rejeitam o programa - aliás, um show do pessoal da edição - é que elas não desgostam do trash per se; muitas são fãs de outros tipos de prazer televisivo culpado, Chaves, Wagner Montes, Tiririca. Não sei se o fator TV Globo, considerada o símbolo antipático de um modelo de TV que passa verniz no lixo, conta.
Mas esse preconceito específico é uma bobagem. Pra mim Big Brother é o kitsch puro, a coisa real. Não sei se há um nível seguro do consumo para esse tipo de matéria prima, mas parece que inventaram o trash kosher.
64 comentários para “Trash kosher”
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25 de janeiro de 2010 às 16:17
[...] O Arnaldo Branco, quem diria?, está vendo o “Big Brother Brasil” - e o pior, está gostando. Ele tenta justificar tamanha sandice em sua coluna desta semana. Leia aqui. [...]
25 de janeiro de 2010 às 17:21
Como diria o Bial, “Prego que se destaca merece martelada”.
Não gosto dessa morbidez biguebrodeana. E mórbido, por mórbido e trash, prefiro Chaves, Family guy, Banzai… em que os absurdos servem, justamente, pra criticar essa miséria real.
Mas como o corpo estendido no chão, é inevitável não olhar pra ela…
25 de janeiro de 2010 às 18:06
ih, o cara, aí, mal entrou pora globo e já está babando o ovo do boninho…
25 de janeiro de 2010 às 19:59
O que não gosto, mesmo, é da apologia ao mau caratismo. Desde o falso “processo seletivo” dos primeiros BBB - desmascarado mais tarde - até a representação dos “papéis” determinados pela direção, uma monte de esquetes rastaqueras que devem parecer expontâneos. Tudo temperado com sacanagem sublimada para a classe média reprimida. E todo mundo fingindo que é real pra ganhar a grana, e/ou virar celebridade sem ter o menor talento. Pelo lado da estética, concordo com o Arnaldo, mas pelo lado ideológico (subliminar ou explícito) acho uma das coisas mais escrotas do universo. A moral do programa é: se adapte a qualquer situação, se submeta a qualquer papel, morda o freio fingindo sorrir e talvez vc ganhe o milhão. E a metáfora do Arnaldo em relação ao ambiente de trabalho é ótima, mas há trabalhos e trabalhos. É possível vender sua forcinha laborial sem abdicar da dignidade, ainda que isso seja mais fácil para alguns…
25 de janeiro de 2010 às 21:03
Eu acho BBB melhor para mostrar o mal que se esconde no coração dos homens do que Brüno ou Borat…
25 de janeiro de 2010 às 21:53
Sem dúvida. E também para nos convencer de que o mal é a unica saída.
25 de janeiro de 2010 às 23:01
Tudo bem, você está assistindo Big Brohter, já deu para entender. Não precisa descer a lenha em quem não curte. Na paz…
26 de janeiro de 2010 às 1:05
“BBB, um programa sobre o cotidiano de pessoas normais fazendo coisas normais e fudendo debaixo do edredon.”
26 de janeiro de 2010 às 6:19
BBB (substantivo unissex) - Equivalente platinado do programa do Ratinho, com seus dramalhões, baixarias, exibicionismo e 15 minutos de fama, só que com uma galera mais sarada.
26 de janeiro de 2010 às 8:42
Estou fazendo o contrário, Roger, refutando quem desce a lenha em quem curte. Se vc está na paz, não é contigo.
26 de janeiro de 2010 às 9:10
Agora, falando seriamente, o BBB é um entretenimento “como qualquer outro”, a despeito de seu formato ainda incipiente em termos de tv. Creio que o segredo de sua popularidade é unir elementos de telenovela com aquela curiosidade sobre o comportamento alheio, numa espécie de laboratório de cobaias humanas (cuja recompensa, além da vultosa quantia é a notariedade).
Assistir um programa como esse é um jeito de participar sem se comprometer. Dá até pra se colocar no lugar dAquele que tudo vê.
O fato é que gente gosta de gente, a não ser que tenha tendências bem antissociais.
E, quem chama de pura diversão inútil, fala mais sobre sua própria incapacidade de observar o mundo de forma inteligente que qualquer outra coisa.
26 de janeiro de 2010 às 9:11
Mas você está assistindo e comentando pela sua mulher trabalhar no blog lá, né? Sem críticas quanto a isso, though.
26 de janeiro de 2010 às 9:29
Sem críticas tb, afinal, o rolo de macarrão em casa é a força que move o mundo…
Sou fã do Big Brother da maneira “putz, queria ter tido essa idéia”, e, na escala do entretenimento pra quem não tá a fim de pensar, eu ainda acho que ele fica acima das novelas, porque ele é de certa forma imprevisível - as novelas são a mesma merda há 40 anos…
26 de janeiro de 2010 às 10:55
Claro que comecei a acompanhar por causa do trabalho da Liv, ora. Ficar boladão de interesse é que não estava nos planos. Eu que assinei o pay per view…
26 de janeiro de 2010 às 10:57
Quem é esse cara que questiona o processo seletivo do BBB? Isso é de menos, o programa não é um concurso público para a fama, é só uma forma de passar nosso tempo aqui fora vendo outros passar o deles lá dentro, com a pequena diferença de R$1,5 milhões.
26 de janeiro de 2010 às 11:00
Esse ano eu so vi uma vez, to achando a mulherada meio fraca e a edição ta privilegiando a bibaiada. Pelos flashs parece que tem 200 viados, 50 cuecas e so 5 mulheres. Ai quebra.
26 de janeiro de 2010 às 12:34
a idéia é muito boa, mas a globo é o pior lugar pra acolher o programa. Os participantes devem necessariamente ser limitados, porque qq pessoa com uma centelha de instrução iria falar coisas impróprias aos interesses dessa maravilhosa empresa.
O que eu acho fantástico é justamente esa capacidade de escolher os idiotas mais perfeitos pra saga.
Mas será que algum deles teve alguma sagacidade maior que a malícia e outros sentimentos mais baixos? Será que algum refinado intelectualmente passou por ali e deu uma de sonso?
quantas dúvidas inúteis, oh
26 de janeiro de 2010 às 12:39
E a VA, Arnaldo? E a vergonha alheia crônica!?!
26 de janeiro de 2010 às 12:43
Isso de vergonha alheia tem muito no Caderno Mais tb…
26 de janeiro de 2010 às 12:51
Vinicius, nada contra “passar nosso tempo aqui fora vendo outros passar o deles lá dentro”. Mas o programa incentiva os espectadores a enviarem suas fitas, na ilusão de que poderão concorrer em pé de igualdade a uma vaga na “casa”. Cascata. As personagens são escolhidas como em uma novela, por critérios bem próprios, e os participantes tem que se enquadrar nessa estratégia. Enquanto isso, o povão fica na ilusão de que participa. Até o currículo dos candidatos escolhidos é fake, escondendo atividades artísticas (ou michês) anteriores para dar a tal ilusão de que todos são estreantes e de que “você poderia estar lá”.
26 de janeiro de 2010 às 13:17
Entendo Bello, mas se todas essas informações estão tão disponíveis fora da emissora e alguém ainda acredita em seleção democrática para o programa é por síndrome de Poliana, não?
26 de janeiro de 2010 às 13:26
Quem conhece o Mal que se esconde nos corações dos homens?
O Som— espectador sabe.
Post genial mesmo. Me arrependo por não assistir, mas não é uma decisão arbitrária; esqueço todo ano e à noite costumo escrever no PC, longe da tela.
26 de janeiro de 2010 às 14:17
Compara BBB com Chave cara? Isso é um absurdo.
Um programa de humor, capaz de permanecer no ar gerações a fio, com atores talentosos, bom texto, piadas engraçadas comparado com um reality show que cultiva o mais miseravel do espirito humano?
Não condeno quem assista o BBB, tb tenho consciencia de sua sordidez e ainda assim o assisto.
No entanto, não tem cabimento compara-lo com Chaves. Um é o oposto do outro…
Nunca ouvi ninguem dizendo que chaves é um prazer televisivo culpado, e olha que eu nao sou fan do programa, dessas aficcinadas, que vão em convenções…
Só achei surreal a comparação
26 de janeiro de 2010 às 14:25
É fácil escolher idiotas, porque é a maioria da população, de qualquer maneira - e não estou falando de classe social.
Mas eles não são tão perfeitos assim, senão todos seriam memoráveis até hoje - 70% dos participantes entram e saem sem fazer porra nenhuma de interessante.
26 de janeiro de 2010 às 17:00
Nada contra quem acompanha, só não engulo comentários intelectuais sobre Big Bundas. Nada a ver tomar cachaça no buteco da esquina filosofando sobre a safra da cana. Simplesmente não combina. Lembra a série ‘INTERCÂMBIO’, do Laerte? Que nem!
26 de janeiro de 2010 às 20:12
[...] Revista Zé Pereira» Arquivo do Blog » Trash kosher http://www.revistazepereira.com.br/trash-kosher – view page – cached Estou acompanhando esse Big Brother 10, a primeira edição que resolvi seguir. Pra quem já tinha perguntado - acho que aqui mesmo nessa coluna - se dão prêmios para quem assiste também, essa é uma bela de uma capitulação. See all Top 5K for revistazepereira.com.br [...]
27 de janeiro de 2010 às 8:19
eu só acho uma tremenda porcaria. raso e pateta… aquele monte de gente desinteressante falando pouco e mal. falta sarcasmos, cinismo, jogo e inteligência. e não falo de intelectualismo literário ou cinéfilos desfiando rosários sobre bergman. acho uma bosta que não se justifica. não tem nada ali, como em boa parte da tv.
e tem mais, acho o abba, chaves, chapolim, tiririca… tudo lixo desnecessário.
27 de janeiro de 2010 às 8:55
o toinho disse tudo. o problema não é o formato (a ideia em si é boa), mas a forma como é feito. todo mundo fala que aquilo é um jogo, mas alguém realmente joga? há algum tipo de estratégia por parte dos participantes? pra mim só tem o bial forçando a barra e mundo cão light. e pra ver putaria eu prefiro assistir a um filme pornô.
o diretor, pra quem não sabe, começou na globo ainda moleque - porque o pai dele era o mandachuva de emissora - com a função de escolher os desenhos animados da programação. é por isso que a globo passava “os ursinhos carinhosos” em vez dos “simpsons”. é um medíocre, então a coisa já começa mal.
o arnaldo fala da edição e é verdade que a galera às vezes tira leite de pedra. são bons profissionais, em geral formados no cinema. e que, por isso, sabem que o que fazem lá é uma bosta.
27 de janeiro de 2010 às 10:10
Eu sempre curti “Os ursinhos carinhosos” (que passava no SBT) e a Globo começou a passar os Simpsons em 1991, se não me engano. Não se atrasou tanto para os padrões daquela época.
Sobre o jogo… Zé, você assiste? Sabe o que acontece DE FATO? Acompanha uma edição e bora bater um papo depois.
27 de janeiro de 2010 às 10:36
[...] Minha coluna da semana na Zé Pereira: Trash kosher. [...]
27 de janeiro de 2010 às 10:36
xiii… outra baba-ovo do boninho!
liv, não leve tudo ao pé da letra, ok? “ursinhos carinhosos” foram só um exemplo de desenho animado ruim dos anos 80/90. entendo o seu carinho específico, devido à sua idade. eu já rompi com a minha infância. em todo caso, na verdade eu queria citar um, cujo nome não me lembro, só que eram uns anõezinhos ecológicos que usavam cabelo armado.
seja como for, “os simpsons” só foram pra globo depois de anos passando no sbt - e em horário nobre, não de criança, e depois o silvio santos é quem subestima a inteligência do espectador.
só vi a primeira edição, por dever profissional. achei uma boa ideia desperdiçada. sinceramente, muita gente desinteressante junta. depois, vi um ou outro episódio de outras edições, por curiosidade - eu trabalhava no segundo caderno, de cara pro xexéo, ao lado das meninas da revista da tv, era impossível escapar. das duas últimas, escapei ileso, não tenho e menor sequer idéia de quem participou - quer dizer, vez por outra vejo uma das participantes pelada em alguma revista. pelo que leio por aí - e tem até gente boa que escreve a sério sobre o tema, como o ricardo calil e o eduardo valente, não leio site de fofoca - tenho certeza de que não perdi nada. a tv brasileira já foi boa; hoje se nivelou por baixo. e, não, eu não sou saudosista.
27 de janeiro de 2010 às 10:59
Rompeu porra nenhuma, isso aqui é cheio de posts sobre o National Kid.
E vc está maluco, Zé, Simpsons começou na Globo.
27 de janeiro de 2010 às 11:09
national kid? cadê?
a propósito: eu gostava mesmo era do oitavo homem.
não senhor, meu chapa, começou no sbt.
27 de janeiro de 2010 às 11:54
Não tenho nada contra quem assiste (como Arnaldo mesmo pontuou, seria hipocrisia — assisto coisa bem pior), mas vejo que muita gente que assiste tem um certo sentimento de culpa e fica na defensiva quando eu declaro não gostar de BBB. Já vem com as justificativas e tal, como se eu estivesse dizendo que sou mais inteligente pelo simples fato de não gostar. Eu, hein.
27 de janeiro de 2010 às 13:56
Na boa, discussões à parte, Big Brother é muito, muito chato.
Mas esta frase foi genial: “…a mesquinhez com que aquelas figuras parcelam sua dignidade em troca da possibilidade de ir ficando mais um pouco mais naquele lugar, na esperança de mudar de vida. Não parece um pouco a sua relação com seu trabalho?”.
Mandou muito bem.
27 de janeiro de 2010 às 13:59
aah, vá! “resolvi seguir a essa edição do big brother” não, né… foi obrigado por causa do casseta e planeta
pelo menos vc tá gostando, menos mal
agora deixa a gente criticar a vontade… haha
27 de janeiro de 2010 às 14:00
e concordo com o felipe: Felipe disse:
27 de janeiro de 2010 às 13:56
Na boa, discussões à parte, Big Brother é muito, muito chato.
Mas esta frase foi genial: “…a mesquinhez com que aquelas figuras parcelam sua dignidade em troca da possibilidade de ir ficando mais um pouco mais naquele lugar, na esperança de mudar de vida. Não parece um pouco a sua relação com seu trabalho?”.
Mandou muito bem.
27 de janeiro de 2010 às 21:40
Arnaldo, você que agora é “assim com us hômi” poderia sugerir que eles colocassem o bom e velho “Concertos para a Juventude” em pleno horário (dito) nobre, no lugar desse já desgastado BBB.
28 de janeiro de 2010 às 4:09
Ou seja, por que rejeitar tanto o big brother se vocês se dariam tão bem juntos?
28 de janeiro de 2010 às 6:58
Sobre “Os Simpsons” (que também já foi boa) a série estreou na Globo, aos domingos de manhã. Lembro que na chamada eles dublaram Homer e Bart, com aquele dizendo que se Bart não se comportasse, não iria ver o Domingão do Faustão (!!!)
28 de janeiro de 2010 às 11:03
Eu me lembro de ver o Simpsons, antes ou após do ratinho no Jaleco. Um dia um professor ficou puto, querendo ver um esporte qualquer e reclamou dizendo que desenho era coisa de criança.
28 de janeiro de 2010 às 11:12
pro arnaldo, pro skidoo e outros que tenham nascido ontem:
http://resumododia.wordpress.com/2007/09/08/os-simpsons-vai-voltar-a-ser-exibido-no-sbt/
e eu sou preguiçoso, foi o primeiro da lista do google simpsons + sbt.
28 de janeiro de 2010 às 19:13
O problema é q o pessoal espera q o BBB dê algo q ele não tem. BBB não é telecurso, não é documentário, não é partida de xadrez, nem tem nada de arte. Ele é pra ser aquilo mesmo: vazio, mesquinho, cheio de merchandising e de pretensas capas da playboy. É um comercial grande, com picuinhas no meio pra servir de chamariz. Não adianta esperar o pessoal ali debatendo sobre Dostoiévski ou sobre Coltrane pq não vai rolar nunca.
28 de janeiro de 2010 às 21:37
é isso aí mesmo, Carlos… e com belas alegorias ao ultracapitalismo. Os participantes invariavelmente estão escalando potes de margarina, chinelos gigantes, celulares…. ilustra bem o tamanho do homem perante o produto nos tempos atuais. Chega a ser lírico
28 de janeiro de 2010 às 21:46
Coincidência foi logo depois de ler a sua coluna semanal, conhecer o programa “Solitários” que passa no SBT, e na minha opinião, teoricamente é claro, esse sim cumpre a experiência do Big Brother, é claro que o SBT cumpre seu papel e como sempre apela descaradamente.
28 de janeiro de 2010 às 22:22
Eu desdenho por ser fofoca em nível nacional. Sou adepta da fofoca-moleque, de falar mal do vizinho, do colega de trabalho. Não respeito fofoca via satélite. Além do mais, já encontro gente burra/irritante o suficiente na vida real pra falar mal, por que procurar mais na TV?
Implico também porque o BBB é sacrossanto pras pessoas por ser real. E quem pode dizer com 100% de certeza que não é armado pelo menos em parte? Só na escolha dos participantes… Se quero assistir besteira, prefiro que mintam na minha cara - também conhecido como “ficção”.
29 de janeiro de 2010 às 10:22
BBB é bosta. não vejo mermo. mas tem umas coberturas dele q são ótimas. tanto o Bigblog quanto Tedouumdado.com.br são hilários. acho até que o Bigblog, sutilmente, critica várias coisas do programa.
concordo com Lionel e Simone. eu ñ vejo, mas ñ me sinto mais inteligente por isso. todo mundo assiste a alguma porquice. se pegar Perla ou Sidney Magal passando em algum canal paro na ho-ra.
o ideal seria um reality show com gente interessante. colocar numa casa pessoas como nós…risos. o problema do BBB ñ é o formato, é que NINGUÉM ali fala ou faz nada de interessante.
imagina a gente ali discutindo Glauber, Tarantino, Faukner, Cartola…:) fica a sugestão!
29 de janeiro de 2010 às 11:28
eugenia, não precisa tanto - até porque botar gente discutindo tarkovski na tv parece programa de debate francês e pode ser chato pra burro. bastava os participantes serem mais espirituosos, perspicazes e engraçados. mas o diretor do programa prefere perpetuar preconceitos - a mulher bonita necessariamente burra, o marombado brucutu débil mental. deve ser limitação intelectual dele mesmo. basta ver os desafios que propõe no programa: nada que privilegie o raciocínio, a esperteza - e aqui também é possível explorar baixos instintos -, é só esforço físico e exercício de baixa estima, tipo quem fica mais tempo ciscando que nem uma galinha. isso é patético. nada contra quem gosta, só não me venham com esse papo de que é bom.
29 de janeiro de 2010 às 15:40
Eu tava olhando um jornal da alemanha, e vi que supervalorizamos a putaria do Big Brother daqui - lá tem muuuuuuuito mais putaria, se entendi bem, uma das participantes é atriz pornô e não se importa em tomar banho pelada junto com os homens (3 ao mesmo tempo) da casa.
29 de janeiro de 2010 às 18:40
Assistir uma edição não dá nada. Quero ver você assistir uns três ou quatro BBB. Enche muito o saco. O programa é muito repetitivo, só mudam as pessoas.
A dica da Eugênia é boa. A cobertura do “Te dou um dado” é mais engraçada do que a bagaça.
30 de janeiro de 2010 às 5:37
Só para os desmemoriados, Os Simpsons estreou na Globo em um sábado no final de tarde, só depois passou para o horário da manhã e, muito tempo depois é que foi para o SBT. Tiveram várias matérias comentando da estratégia de Sílvio Santos
para derrubar a audiência da Globo que podem confirmar isso.
1 de fevereiro de 2010 às 10:44
Caralho, Zé, googla essa porra e deixa de ser teimoso.
1 de fevereiro de 2010 às 12:27
tô desconfiado que o boninho lê a zé pereira…
1 de fevereiro de 2010 às 13:03
“A série animada Os Simpsons estreou num canal aberto de TV no Brasil em 1991, na Rede Globo, aos sábados à tarde, antes da novela das seis” > http://migre.me/iosY
Mas se vc está mesmo a fim de martelar a realidade pra caber na sua teoria…
1 de fevereiro de 2010 às 19:41
Pois é, Arnaldo. Cada blog tem o Homer Simpson que merece. Se bem que é possível encontrar mais Burns e Smithers à solta por aqui…
1 de fevereiro de 2010 às 23:07
paulo, você é tão burro que não sacou que o homer simpson é o dono do site - blog é o caralho.
beleza, arnaldo, estreou na globo, foi pro sbt e voltou pra globo. isso, então, quer dizer necessariamente que o big brother é genial e o boninho é um gênio. que raciocínio.
2 de fevereiro de 2010 às 20:26
Zé José, você é tão mané que é duas vezes Zé.
E sobre “explorar baixos instintos” você parece expert nisso, pois não pestaneja em mostrar que tem o car@lho na ponta da língua (ou dos dedos).
Aliás, alguém que escreve tudo com letra minúscula (como você) deve ser mesmo complexado com o tamanho do falo…
2 de fevereiro de 2010 às 22:03
de nada, paulo. volte sempre!
grande abraço!
3 de fevereiro de 2010 às 8:03
E volto mesmo, zé josé. Só não sei porque você, que toma o Arnaldo como vendido se dá ao trabalho de roer o osso. Talvez por ciúmes dele ter preferido o Louro José (com J maiúsculo) em detrimento de V.Sª…
3 de fevereiro de 2010 às 12:58
eu acho o arnaldo tão ruim, mas tão ruim, que o contratei para escrever no meu site. sabe o que é, paulo, é que a zé pereira tem onbudsman. o exercício da autocrítica é saudável.
abs!
3 de fevereiro de 2010 às 17:15
Concordo com o Zé em partes, o programa podia ser melhor, o jogo podia ser realmente jogado. Podia ter intrigas de verdade, estratégias inteligentes, dialógos menos vazios, a seleção dos participantes é uma grande merda. É cafona e estúpido, só que eu assisto e acho divertido.
O grande problema do programa, na minha opinião, é o público. Eu sei, eu sei, culpar o público é golpe baixo, mas este tem uma participação importante no programa e acaba estragando tudo. Quem em sã consciência vota para dar um milhão de reais para o Alemão?
A edição é competente e tendenciosa, o que torna tudo mais interessante. O problema é que público sempre concorda com ela, com o que é mastigado pela edição, acha que está assistindo uma novela (nossa, nem sei quantas vezes já ouvi e li alguém falando isso, maior clichezão sobre o Big Brother) e, normalmente, recompensa aqueles que eles acham que são os mocinhos, geralmente, os mais idiotas e insossos.
Tá, eu me rendo, esse programa é uma bosta…mas vou continuar assistindo.
3 de fevereiro de 2010 às 19:09
Ok, para provar que também faço minha autocrítica
irei me policiar mais caso venha a tecer outros comentários. Confesso que não tinha nada de responder às ofensas gratuitas.
Parabéns, Felipão pelo exercício de franqueza e pelo equilíbrio.
4 de fevereiro de 2010 às 7:39
Não tem jeito, quem nasceu nos anos 70 e tinha a tv como uma das poucas opções de entretenimento, cresceu assistindo Sílvio Santos, Carlos Imperial, Flávio Cavalcanti, Barros de Alencar, Raul Gil, Chacrinha, Bozo, O Povo na TV, João Roberto Kelly, Hebe Camargo, Jota Silvestre, Fantástico, Os Trapalhões e, com certeza, acompanhou pelo menos uma novela na vida.
Nada que o discernimento não tenha feito a distinção com o tempo - do que era informativo e do que era mero entretenimento (como se isso não bastasse).
15 de fevereiro de 2010 às 9:23
AHuHAuHAuhAUHAUHAU
Rachei aqui velho, adoro isso de discussao pela internet. Arnaldo e Zé trocando uma idéia de boa, uma discussaozinha amigável e um manézao chega sem saber de nada e fala merda. A internet sempre surpeende.
“Se eu fosse o Arnaldo eu dava um block nesse tal zé”
so faltou isso.
I.