28 de abril de 2009
Perdoai-os, Pai, eles não sabem o que fazem
BLOG, Cine PE 2009, Cinema
Público fraco e gênio esnobado deram ao primeiro dia do Cine PE gosto de comida requentada
Texto: Dandara Palankof
Fotos: Rose Lima
Morno. É o melhor adjetivo para qualificar o primeiro dia da mostra principal do XIII Cine PE. E justamente quando mais prometia: afinal de contas, a menina-dos-olhos dessa edição era justamente sua abertura. O dia em que Costa-Gavras (o da foto aí do lado) viria ao Recife. Que exibiria para nós, pela primeira vez nas Américas, seu novo filme “Eden a l’Ouest”. Mas o público? Acho que a maioria nem sabia quem ele era.
Havia uma excesso de morosidade na chegada. Tudo bem, a tradição é que as sessões do Cine PE atrasem, mas às 18h a equipe elétrica anda dava os últimos retoques na decoração. Os vendedores da praça de alimentação explicaram que a cerveja estava quente porque a energia do local só foi ligada às 17h. E a fila ia se formando, muito tímida. Como o evento estava marcado para as 18:30h, parecia que o enorme Teatro Guararapes ia ficar às moscas. Bem, a hora não é a mais amiga dos companheiros trabalhadores e dos companheiros estudantes, mas… ninguém quer ver o Costa?
Quando faltavam 15 minutos para as 19h, eis que se abrem os portões de acesso para o hall em frente à entrada do teatro. Não consegui me decidir se os hostesses (tra)vestidos de aeromoça e sinalizador de tráfego aéreo eram engraçadinhos ou bregas. A campanha do festival fez um paralelo com viagens aéreas. Se fosse em 1950, seria mais charmoso. Lá dentro, os bons e velhos estandes do jabá: Fundarpe, Fundação Joaquim Nabuco, Petrobras (onde você joga videogame e concorre a memorabílias do Speed Racer, olha que bacana!). Mas o principal: cadê a área VIP?! O barzinho charmoso ali no meio, servindo Doritos, Martini e Bohemia, cadê?! De que vale a credencial pendurada no pescoço se não tem uma área VIP?! (continua aqui)
Não restava mais nada a não ser atender ao primeiro sinal e procurar um bom lugar dentro da sala. Já dava pra perceber que o público era maior do que paraceu num primeiro momento, pois o lugar estava razoavelmente lotado. Ainda assim, era inexpressivo, perto do que vi em outras edições, quando as pessoas se amontoavam nas escadas e lotavam o hall. Mas vamos dar uma chance; afinal, a atração principal ainda demora. Era uma segunda-feira. Esperemos.
Segundo sinal. Apagam-se as luzes. Spot de tv dos patrocinadores. Acendem-se as luzes, para o spot. Apagam-se as luzes. Termina o spot. Alguém gritou alguma coisa errada para o projecionista ou então o cara descobriu uma área VIP secreta pra tomar umas coisinhas. Só torci pra que ele não resolvesse fazer isso no meio dos filmes.
E eis que adentra o palco a grandiosa, a magnífica, a estonteante Graça Araújo, tradicional apresentadora do Cine PE. Num modelito arrasador e totalmente deslocado para uma festa que, apesar de incrível, não tem nada de glamourosa, Graça arrastou a pseudo-cauda de seu vestido (uma coisa meio de-costas-você-acha-que-é-um-longo-mas-me-olhe-de-frente-e-perceba-o-corte-na-altura-do-joelho-viu-te-enganei) e, finalmente, com uma hora de atraso, iniciou os trabalhos chamando à ribalta os realizadores dos seis curtas-metragens que seriam exibidos a seguir. Não sem antes desfiar tooooooooooda a cantilena do bom e velho jabá.
Enquanto isso, o casal Bertini, realizadores da coisa toda, observa tudo do alto, de pé, atrás das últimas fileiras, cercados de assistentes, como dois Don Corleone da cultura nacional.
Agora, olhem só que incrível: foram todos extremamente sucintos! Nada de discursos de meia hora para filmes que só duram 15 minutos! Todos se ativeram ao relevante: disseram o motivo pra fazer o filme e ponto! No máximo um “espero que se divirtam assistindo como nos divertimos fazendo”… Uns três disseram isso. Mas foi só! Ponto pros cineastas.
(Agora, um dos montadores do segundo curta, “Manual para se defender de alienígenas, zumbis e ninjas”, tinha um moicano que me fez pensar: “ah não, num acredito que agora o Júnior quer fazer cinema, também!”. Sem brincadeira.)
As críticas dos curtas vocês conferem logo mais, com a intrépida Eva Jofilsan. Vou dizer apenas uma coisa: detesto o público do Cine PE. A maioria das pessoas que comparece é tão público médio que irrita. As manifestações são raras, no máximo um aplausinho ali no meio do filme. Aliás, os aplausos sempre duram pouco, parece que tá todo mundo louco de vontade de ir logo ver-e-ser-visto na praça de alimentação ou no hall do jabá. Vaias, jamais. Ninguém grita comentários debochados e, muito menos, relevantes. Esse nível de apatia é coisa de multiplex, não de festival!
Pois bem, tudo isso pra dizer que “Blackout” é um dos curtas mais fodas que vi nos últimos tempos. Tem um ritmo crescente, um final surpreendente… e as palminhas chochas no final. Tive que gritar um “ducaralho!” pra ficar menos frustrada com esse públicozinho de “E se eu fosse você 1 e 2”, que consagrou outro curta (“O troco”) que sim, é bem sagaz, totalmente competente no seu flerte com a caricatura, tem momentos hilários mas… e novidade, tem? Tem, mas acabou. Enfim. É a vida.
Durante o intervalo (há sempre, entre curtas e longas) no hall do jabá, eis que passa por mim a estrela da noite, ciceroneada pelos Bertini: Costa-Gavras caminha lentamente, porém sem andador (aliás, ele tá é muito bem, deve ser o vinho), acompanhado da mulher Michelle e de diversos fotógrafos. E ninguém se vira NEM PRA OLHAR! Afinal de contas esse povo tá fazendo O QUÊ, aqui?!
Ah, sim. Dando pinta.
De volta para a sala, lá está Graça Araújo. Mas antes de tudo e qualquer coisa, uma bacana, porém totalmente dispensável (mais atraso, cara, deixava pra cerimônia de encerramento!) apresentação da Orquestra Criança Cidadã. Já dá pra tirar pelo nome do que se trata, não? Pois é. E aí, roda um VT institucional dos pirralhos: imagens no Faustão, como é mais barato pro governo ajudar uma criança da orquestra do que um presidiário (hã?!). Ótimo projeto. Mas o velhinho que o criou, prefiro nem citar o nome, porque o vovô que rege na cadeira de rodas é um escroto ou já perdeu a sanidade. Mandou um belo discurso de representante oligárquico ajudando essa gentinha, dizendo que Deus lhes deu essa miséria toda mas deu a ele a oportunidade de tirá-las do “grande buraco escuro” em que viviam. Como se todo pobre fosse automaticamente virar ladrão.
As crianças mandam muito bem. O solista, de 13 anos, arrancou até um “olha, tô arrepiada!” da antipática senhora que sentou atrás do nosso sagaz Victor Cyreno (e implicou com a cabeça do rapaz na frente dela), quando o moleque andou pela platéia tocando o clássico “My way” em seu violino.
E finalmente… Costa-Gavras! E você acha que o público se abalou à primeira menção do nome dele? Era pra ter chovido aplausos, gritinhos de “uhu!” e “gênio! GÊNIO!”. Mas a platéia mal se abalou. Gracinha continuou falando e entra o VT com Cacá Diegues, Silvio Tendler e outros medalhões explicando pra galerinha do shopping quem era o senhor de cabelos brancos que logo depois subiu ao palco. Dessa vez, um pouco mais de aplausos. Mas ninguém de pé. E todo mundo levantou pela orquestra, hein…
Pois bem. Costa chegou. E nem foi esse furor todo. Uma pena, de verdade. O cara merecia uma recepção de rockstar. Mas claro, agradeceu ao público presente, recebeu um prêmio especial do festival, foi muito gentil ao dizer que ele teria um lugar especial em seu escritório. Disse ainda que era um privilégio conhecer a cidade (provavelmente ele não sentiu ainda o cheiro dos canais.; acho que vou perguntar isso na coletiva, logo mais) e explicou sua motivação pra filmar “Éden a L’Ouest”:
— Imigrantes são pessoas fortes, guerreiras. E mesmo sendo explorados, ainda assim são muito solidários. Quis fazer um filme com drama, mas não excessivamente dramático, para não afugentar as pessoas.
Isso aí, Costa. Como disse o Victor, chega no fim da vida tem mais é que deixar as coisas mais leves, mesmo. Olha a pressão.
Já Michelle quase bota o intérprete numa sinuca, porque o sotaque dela é tão pesado, mas TÃO pesado, que o cara quase não conseguiu traduzir o que ela falava. E falou só pra lamber a cria e dizer que a “A culpa é do Fidel” é de Julie Gravas. Corujisse é uma coisa linda, mesmo.
E foi isso: Costa veio, foi friamente recepcionado, disse meia dúzia de palavras educadas e foi-se embora. Muito justo para um tratamento totalmente injusto por parte de uma platéia que não fazia idéia da oportunidade que estava tendo. Quase melancólico.
Pois então começa o filme. Que é, sim, interessante, faz rir em alguns momentos e é muito mais leve que a maioria das coisas que Costa já fez. Veja a crítica de Victor para mais detalhes. De minha parte, digo apenas que as legendas em português, feitas na hora, com um datashow, ficaram muito pequenas. Mas tudo bem. Pérolas aos porcos-pseudo-cult, não precisa de tanto cuidado assim. Ao final, os aplausos de protocolo. E saímos todos para a quente noite do Recife.
- Futebol arte
- No É Tudo Verdade 2013
- Liberdade nas telas
- Cinemão na Providência
- No balanço do Festival de Roterdã
- O cinema livre de Castelar
- À escolha do público
- Hoje é Dia de Santo Reis
- Intercontinental brasileiro
- Remember Nictheroy
- Cinema nas carrapetas
- Lições de Nollywood
- Curtas em fase de crescimento
- Semana de invenção
- O Ed Wood LGBT
- A era dos autores
- O futuro do cinema brasileiro
- São Luiz do Recife sessentão
- Fashion Girls em Ipanema
- Porcão de Jesus vem aí, papá-para-papá!
- O último voo do morcego
- Mito adolescente
- BD Rrrrrrrrrrrrock!
- Arte taciturna
- Olhares femininos
- Chinelo no pé e filme debaixo do braço
- A Taça CINEfoot é deles
- Luz nas telas
- Jogada de cinema
- Reciprocidade
- Mais que uma liga
- Forman antes da primavera
- Ferrara na veia
- João Danado
- Mulher de ação
- Cinema argentino em curso
- Então… o filme dos Muppets
- Passando o chapéu
- Jaws
- Acorda, humanidade!
- John Waters na Caixa Cultural
- Roterdã: os Tigres e a crise
- Dois brasis no IFFR
- Onirismo, estrada e magia
- Memórias reconstruídas
- Febre de vida e poesia
- A Boca do Luxo beija a Boca do Lixo
- Roubando sua atenção
- Flaaaaaaaaaash, a-ah!
- Abaixo a gravidade!
- Desmascarando o vilão
- De olho nos Vigilantes
- O Capitão América não lança o seu escuuuuudo!
- Para as telas e avante!
- Cinema nas alturas
- Memórias do cárcere privado
- Mainha
- Flutuações
- Filmes de agorinha
- Vampiro brasileiro
- Skolimãovski
- Prêmios para todos
- Cinema Paraty
- Raízes italianas
- Kevin Smith em vermelho
- O calor da discussão
- Cartas na mesa
- Cinema de ponta
- Cidadão uruguaio, cineasta brasileiro
- Cilada
- E deu “VIPs” de novo
- Estar no mundo
- Raspa do tacho
- Os curtas entre os curtas
- Avental todo sujo de sangue
- Não foi dessa vez
- A felicidade de filmar
- Fantasmagorias para principiantes
- Cadê a sujeira?
- Fecha os olhos e imagina isso
- Um avant regarde
- O mundo mítico e onírico de “Sudoeste”
- A mulher e a natureza
- Diretora nova-iorquina encontrada
- Quem é Ray não perde a majestade
- Inspirado em fatos não reais
- Mulheres são de Marte e Mulheres são de Vênus
- Novela e cinema
- As alegrias que o mundo material pode proporcionar
- Parece filme americano
- Ela é jovem de espírito
- Pequenas crueldades
- Um filme experimental 100% nordestino
- Mundo oral
- Palhaço trágico
- Dança da vida
- Radioatividade
- Rock Brasília
- Terror israelense
- Carirys no Odeon
- Bicho ferozz
- Reconfigurando o realismo mágico
- Luz na tela
- Filho da puta adorável
- Mestre, maestro e capitães!
- Preguiça contagiante
- História para ser lembrada
- O estilo é tudo
- Uma imperdível jornada ao fim do mundo
- Vocação artística
- Cinema de verdade em Realengo
- A incrível cobertura que encolheu
- Nosferatu bebe traçado
- De reis
- A volta à Europa em 45 curtas
- Enquanto isso, no Festival de Brasília…
- Cinema novo em folha
- Curtas da Première
- Na fila do Odeon
- Wenders e o propósito das imagens
- Vagabundo ralador
- Antes só do que mal acompanhado
- Cinema na rede
- Fala, peixe
- Zumbi censura filme de terror
- Tocando o terror
- Chute no traseiro dos gringos
- Para realizadores de cinema
- Curta-se o riscado
- Dirty Harry era uma moça perto de Mad Max
- Festival de sucessos
- Aprenda a atuar
- Os anos 1980 se passaram em 2019
- Psicoses
- O rei do chachachá
- Fica na mesma?
- Os vencedores do XIII Fica
- Adolescência é…
- A primeira noite no Monte Calvo
- Alexeieff e sua pinscreen apresentam “O nariz”, baseado no conto de Gogol
- Bola na tela
- “Thor” é barra limpa
- Vamos fazer um brinde no Recife
- A descoberta do mundo
- Bailão latino
- Muito mais do que um cafajeste
- Luz de graça
- Cinema mudo
- Lembre-se
- Processo criativo
- Passeio sem corda no ciberespaço
- Ilhas de falso afeto
- Atores de si mesmos
- Liberdade para filmar
- Sangue novo
- Desassossegos e maravilhas
- Epifanias do cotidiano israelense
- Dez anos de liberdade nas telas
- Jano em 35mm
- Conversas com Luc Mollet
- Você decide
- A jovialidade de Moullet
- Tem festival na rede e brasileiro não paga
- Herói de sua própria vida
- Profundidade de campo
- Coppola na Boca
- Cem anos o caralho!
- Tempo não é problema (mesmo) para Tsai Ming-Liang
- Correspondência
- Punks do Mao
- Cabelos… E aí?
- “Here’s the love!”
- A mostra que matou a pau
- Para o infinito e além!
- Dobradinha argentina
- Tropa de elite 2
- E por falar de filmes
- Um tête com Cote
- O herói possível
- Ele está entre nós!
- Première Brasil e os prêmios
- Quadro psicológico
- Buñuel sobre rodas
- Terra dos ursões
- Para bom entendedor
- Impresso à bala
- Não é pra qualquer um
- Descrição da loucura
- Uma boa cópia é melhor que o original
- Força que não se mantém
- O outro Trapero
- Chamando o pequimpá
- Os Tocáveis
- Como não esquecer
- Uma crítica sobre Sam Peckimpah
- Filme de uma piada só
- Na ponta da faca
- Um giro pelo cinema
- Malu e o humor
- Luz reverente
- Complexo do Português
- Eu sou você amanhã e sempre, e assim sucessivamente
- O Maraca no Maraca
- Crônica contra conflito frágil
- Mergulho em águas profundas
- Na terça, eu vou ao Maracanã!
- Universitariamente autocongratulatória
- Outro mamute siberiano
- Ela é o que é
- Sem redenção
- Identidade falsa
- Além do mundo
- “É duro ser durão”
- Uma volta não muito feliz
- “A suprema felicidade é quando o filme acaba”
- A suprema infelicidade
- Laura em NY, via Botafogo
- Alvoradas
- Goró movie
- Iluminação
- Um festival de cinema
- A Queda
- Apontando direções
- Debatendo “5 x favela” no Ponto Cine
- Batendo um bolão em Teerã
- Cavídeo no Festival do Rio
- A história do widescreen II
- A história do widescreen
- Amor dos infernos
- O cão tem três cabeças
- Mulher, não mulherzinha
- Bola na lata
- O dadaísmo no cinema brasileiro
- Conversas sobre o futuro
- Cine PE: impressões de convidado
- Obviedades e afobação
- Curtas: premiação desastrosa
- Lenine no seu quadrado
- Fim de papo
- Uma comédia de erros cheia de acertos
- Ingressos esgotados, desce o pano
- Para todos os gostos
- Incêndio controlado
- Ninguém vive só de amor
- Um dia de glória loser
- Murphy e o caos
- Do morro ao asfalto
- As sutilezas da adolescência
- Casa cheia e barulhenta
- Tudo “Azul”, todo mundo satisfeito
- Ele de novo e ninguém depois
- Ao controverso trovador
- Heterogeneidade da monotonia
- Longas “de quinta” na quarta do Cine PE
- Descontração x guerrilha
- A rotina entremeada pela estranheza
- Dos globais aos guerrilheiros
- Pieguice e apatia
- Com a palavra, os cineastas
- O atípico previsível
- Fórmula eficaz
- Recife quente
- Pães e circos
- Pernambuco se mostra
- A carta de Gagarin
- Três cabeças
- Geraldinos no Canadá
- O melhor efeito especial de todos os tempos
- Festival de inscrições
- Samba no pé e em DVD
- Loucuras na sala escura
- Lua nova
- O olho do dono
- Clint Eastwood - O homem e o mito
- O bem dotado Super-8
- Sobre Sintra
- O filme do Serra
- Georgia on your eyes
- Então, o tal filme do Luís Inácio
- Heróis e anti-heróis do Araribóia
- Meus amigos da Oban
- Bola pra frente
- Foguete para a borda do Velho Mundo
- Vencedor
- Está chegando o Cine PE 2010
- História viva do cinema brasileiro
- No olho do furacão
- Os premiados do Festival do Rio
- Era uma vez no Centro-Oeste
- Sangue e inocência
- Boat-movie revela Amazônia negra
- Mulher fodona!
- Polanski
- Comédia romântica bonitinha, mas honesta
- Strike a pose
- Livres caminhos do audiovisual
- Vai que é tua, Paulo Halm!
- O mundo visceral de Mutarelli
- Perdeu, Plim-Plim!
- Sérgio Bianchi para síndico?
- “Big Brother” para intelectuais
- Manifesto retrógrado
- Proezas da Belair
- O nascimento de uma nação
- Cine Rexona
- Top 5 nomes típicos de festival
- Câmera objetiva
- Troféu Bispo Macedo
- Se eu fosse você 3.796
- Vivinho da silva
- Cinefilia
- Cinema adolescente, mas sem espinhas
- O tenente é mau, pega um pega geral
- Prêmio Zé Pereira: primeiros indicados
- A um passo de comer cocô
- Perguntinha da Zé Pereira:
- Sob o domínio do medo
- A fórmula do sucesso
- Coisa de maluco
- Nós vamos estar nos vingando de vocês
- Desobedeça!
- O fim vem para todos
- E o sertão virou Acapulco
- Jeanne, moreau?
- Vivendo na praia
- Sessão de gala
- Mais do mesmo no Festival do Rio 2009
- Primeiros olhares do mundo e independentes brasileiros
- Recine em semana de cinema
- Eleição direta
- Utopias e realizações
- Cachaça premiada
- Cineclube novo na Gávea
- Subúrbio em cena
- Viagem siderada
- Deu Uruguai de lavada no V Ibero Brasil Cine Festival
- Briga de cachorro grande no Festival do Rio
- Iguacine Zona Sul
- No crepúsculo de Winnipeg
- Habitante de Pimentípoli 9
- Coutinho no ar
- Ibero Brasil Cine Festival divulga os filmes de sua quinta edição
- Geração espontânea
- Habitante de Pimentípoli 8
- Cinema novo de verdade
- Na parede
- A carta da Gagarin
- Governo financia sacanagem
- Habitante de Pimentípoli 7
- Aventuras na Sapucaí
- Habitante de Pimentípoli 6
- Michel Gondry rebobina
- Muita ação e pouco cerebral
- A hora do Festival do Rio
- Habitante de Pimentípoli 5
- Festivais em ação
- Habitante de Pimentípoli 4
- 再見蚱蜢
- Cinema é droga sadia, rejuvenesce, acreditem
- Cachaça portuguesa
- Blogue Sem Lei XII
- Habitante de Pimentípoli 3
- A propósito da estreia do filme do Simonal
- Se o meu fusca falasse
- Por mares nunca dantes perscrutados
- Ca-pi-tão-quir-que! Ca-pi-tão-quir-que! Olê, olê, olê, olá, a Frota Estelar tá botando pra quebrar!
- Oficina do Domingos
- Vitrine da Glória
- Pelo voto da platéia
- O eu profundo e os outros eus – Sobre “Sinédoque, Nova York”
- Rápido e indolor
- Epílogo
- Agora é a vez do baião
- Troféu abacaxi
- Fim de jogo
- O tédio das manhãs de domingo
- Descem as cortinas
- Estranha é a vida
- Filmes para toda a família!
- Fique de olho
- Pra temperar, um pouquinho de polêmica
- Finalmente!
- No embalo do fusca
- Buzinas, bacalhaus e maiôs asa-delta
- Pra você rememorar
- Conversando é que a gente se entende
- O que acontece com o Cine PE?
- A grande família tijucana
- Na beira do rio e arredores
- Cena de bairrismo explícito
- Curta conformismo
- Não tenha medo do novo
- Ode à poesia
- “Como e por que você fez isso?”
- CAZÁ, CAZÁ, CAZÁ!
- A turma é mesmo tosca
- Mais do mesmo
- Carta pela vida… pelo tempo
- “O que manda na música é a rima”
- E então, crianças, o que acharam?
- Cine PE: rola ou não rola?
- Mistéryos no passeio curitibano
- Engatando a segunda
- Cinema a corda e a manivela
- A política da pergunta
- Curta tagarelices passionais
- Perdoai-os, Pai, eles não sabem o que fazem
- A busca pelo próprio paraíso
- Costa-Gavras taí, Costa-Gavras chegou, pra alegrar a senhora e também o senhor
- Os mais livres
- Ei, você ai!, me dá um ingresso aí!
- Quem não gosta de preliminares?
- Enquanto Costa-Gavras não vem
- Fazendo “Poeta Urbano”
- Tela livre
- Primeira exibição
- Cine PE quer itinerar pelo interior
- Cachaça da UFF
- O cinema nos livre
- Que filme brasileiro, eu quero é ver o Costa-Gavras!
- Os ganhadores de Guadalajara
- Policial que ladra não morde
- Show de bola
- Cadê o Brasil?
- A cachaça do Cavi
- Um mês para se lembrar
- A realidade da animação
- Será que não se pode ousar no cinema mexicano?
- Kusturica em Guadalajara
- Da arte e da práxis de apresentar cartões
- Um desencontro com Buñuel
- Habitante de Pimentípoli 2
- É hora de cinema em Guadalajara
- É tempo de Glauber
- Curtas do Cine PE 2009
- Programa de inclusão
- Habitante de Pimentípoli 1
- Quis custodiet ipsos custodes?*
- Cinema que dá samba
- Se fosse qualquer um…
- Uma estrela que não existe
- A$suntina do Utopya
- Produzir no Sul
- Uma canção ao cair da tarde: “Manhã de Carnaval”
- Bate-bola
- Gatos no projetor
- À sua escolha
- Cineclubes em ação
- Arroz, feijão e cinema – 2º manifesto
- O barato que o set proporciona
- Cinema de invenção no Espaço Utopya
- Estréia
- Blogue Sem Lei XI
- Abortaram o jornalismo
- Blogue Sem Lei X
- Alô, Brasília: rebobine, por favor, a lei de distribuição do cinema brasileiro
- Adeus, Mulher-Gato
- Falemos de aborto
- Blogue Sem Lei IX
- Vladimir em livro e DVD
- Você é que bebeu pouco
- “L.A.P.A.” em festa
- “Dindi” faz bonito em Santa Maria da Feira
- Blogue Sem Lei VIII
- Subúrbio em movimento
- Cachaça alemã
- Feliz Natal e, de quebra, parabéns a Selton Mello, um senhor diretor
- Os premiados do Vitória Cine Vídeo
- O inconformista Bertolucci
- Saiu o Angu de Ouro
- Blogue Sem Lei VII
- Fim de festa
- Brasília, um breve balanço
- Abreu e Lima sou eu
- Olhos da floresta
- Mudança de hábito
- Nelson, 80 anos
- Ladrões de alma
- Candango de melhor não ator
- Blogue Sem Lei VI
- Poesia épica
- Eu vou, eu vou, pro circo agora eu vou!
- Medo de não ter medo
- Julgue por si mesmo
- Amigos de fé
- “L.A.P.A.” no Odeon
- Seleção brasileira
- Antídoto antiviolência
- Se faz fazendo
- O cinema brasileiro do Brasil
- Às vezes é melhor não ouvir
- Desenhando pelo mundo
- Blogue Sem Lei V
- Brasília começa bem
- Pan-cinema em cartaz
- Brasil no Sundance/NHK
- Notícias do Recife
- Obama é fruto de Orfeu do Carnaval
- Blogue Sem Lei IV
- Curta Cinema 2008: sucesso de público e de crítica
- Sessão extraordinária
- Tempo Presente e Futuro
- Curta Cinema hoje e amanhã
- Curta Reichenbach
- Quinta, no Curta Cinema
- Asas cortadas
- Cachaça musical
- De olho no Murnau
- A culpa é do Sérgio Santeiro
- Quarta-feira, no Curta Cinema
- As armas mais idiotas da ficção científica
- Curta Globo e outros debates
- Sessão da Tarde: “Lucifer rising”
- Blogue Sem Lei III
- Mutarelli dá as caras
- Raspando o prato
- Muro em Brasília
- As boas do Curta Cinema 2008
- Puta filme
- Grandes idéias de curta duração
- UFF 40, Nelson 80
- Senta a pua, Obama!
- O Murnau que poucos viram
- Blogue Sem Lei II
- Revisão histórica
- A ciência do documentário
- Duas pérolas…
- R.I.P. 16mm
- Hoje, na Cinemateca Zé Pereira
- Blogue Sem Lei I
- Cinema de memória
- Histórias que nossas babás não contavam
- Oficinas e Júri Jovem Curta Cinema
- Brasília fora de circuito
- Zé do Caixão barbariza em Sitges
- Bola dentro
- Esses esboços, pobres esboços
- A morte careca
- Noite de premiação
- Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa
- Idéias em movimento
- O pódio da Première Brasil
- Repescagem e maratona
- Escrevendo um 4
- Doidão de amor
- O estouro da bolha
- A crueldade da arte
- Todos os nossos fracassos cinematográficos
- Rostos por trás dos números
- Com Monty Python e outras coisas nas idéias
- Um cara gente boa
- Sem pé nem cabeça
- Family cop
- Descobrimento da América
- Somente as aparências enganam
- Ripstein premiado
- Poesia marginal
- Atuação mecânica
- Cimentando o caminho das nuvens
- Página virada
- Ripstein chegou!
- Placar moral
- Digestão demorada
- Woody Allen é um velho pedófilo incestuoso
- Um filme domesticado pra falar do instinto
- Ponyo não saiu do fundo do mar
- Pare e pense
- Um cineasta da América Latina
- Musa atrás das câmeras
- Um (bom) herói dos anos 80
- Ausência paterna, ausência do Estado, falta de mulher
- Trilha pra quê?
- Sessão da Tarde: “O paradoxo da espera do ônibus”
- Um filme que se desfaz
- Rio, Zona Norte
- Cabeça a prêmio
- Um olhar em off
- Pancadão
- Banzai!
- A Tijuca baixa na Cinelândia e em Guadalupe
- Como se dança o baião
- Nothing but a good time*
- É grupo!
- Uma conversa com Paolo Taviani
- Idéias curtas
- Filme cabeça
- BOMBA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Boato do dia, quer dizer, da Zé Pereira
- Top 5 nomes típicos de festival
- Mulher esfinge
- De volta para o futuro
- Uma rádio pras cantoras
- Dois morcegos na porta principal
- Cavalo selvagem
- Alô, Walt!, continuamos amigos!
- Ele & Ela
- Depois do vendaval
- Curtas e o festival online
- A culpa é do Lula
- Irmã Dorothy e a “mãe dos problemas do Brasil”
- É só RocknRolla, mas quem se importa?
- Natividade
- Viagem perdida
- Outra verdade muito inconveniente
- Sacanagem
- Hope I die before I get old! (Talking ’bout my generation)
- Um filme é um filme é um filme é um filme
- Véus cobrem/descobrem uma diva: Maria Gladys
- Um filme de geração
- Tempo de lágrimas
- O fio da meada
- Abaixo da crítica
- O WTC e o crime perfeito
- Vermelho-vida
- Eles não queimaram o filme
- Quem é normal?
- O sonho acabou
- Filho do seu Natal
- Da China non, do Zapon
- Os filmes que não verei
- O spleen de Strasbourg: cinema de Guerin é melhor que seu filme
- Duas vidas
- Bressane para todos
- Rock já foi rock mesmo
- Marginal é rua que engarrafa em São Paulo
- O cinema neonovo de Matheus [AUTOTEXTO]
- Dinheiro é uma coisa suja
- Revolucione-se
- O Iraque pelos iraquianos
- A festa do menino Matheus Nachtergaele
- Vale-tudo na tela
- Cinema de breque não é pra qualquer otário
- Bom dia, Rio Babilônia
- Merecida aposentadoria
- A filósofa dos curtas ou Uma mulher com cabeça
- Aqui me tens de regresso
- Chanchada cabeça
- Onde está Waly?: Retrato do poeta enquanto vídeo
- O silêncio das imagens
- Drežnica é um lugar perto daqui
- Cineclubismo em debate
- Por água abaixo
- Mentes vazias
- Mais brasileiros no Odeon
- Sentido aguçado
- Homem-Elástico
- Será que não vi isso antes?
- Azul da cor do mar
- A Zé Pereira no Festival do Rio 2008










