12 de outubro de 2009
Para os que têm fôlego
BLOG, FIQ 2009, Quadrinhos
O sexto e penúltimo dia do 6º Festival Internacional de Quadrinhos teve desenhistas como Eddy Barrows e Will Conrad, o roteirista Ivan Brandon, o surpreendente quadrinho chinês de Benjamin, o mercado italiano e Grampá + Vasilis Lolos + Becky Cloonan + Fábio Moon & Gabriel Bá, que entrevistamos
Por Dandara Palankof
Fotos: Rose Lima
Um público ligeiramente diferente lotava o FIQ no início da tarde de ontem: a família mineira apareceu em seu tradicional passeio de domingo ao Parque Municipal e, parecendo nem mesmo saber direito o que estava acontecendo ali, levavam as crianças para correr pelo Palácio das Artes, conferindo as exposições, os estandes e as gibitecas montadas no local.
Mas é claro que, nas atividades programadas para o penúltimo dia do evento, não havia nenhum desavisado. E ainda que o número de mesas de bate-papo tenha sido menor, elas novamente se realizaram uma após a outra, deixando o tempo só de respirar; mas os dispostos puderam conferir declarações e novidades bem interessantes dos convidados do dia.
Para começar os trabalhos, às 14h, para um teatro João Ceschiatti novamente semi-vazio, estava o roteirista Ivan Brandon (foto); por algum motivo, o intérprete de Brandon simplesmente não chegava e coube ao desenhista Rafael Albuquerque dar uma forcinha ao colega. O roteirista então, como de praxe, contou um pouco de sua carreira de trabalhos autorais (como “Viking”) e para as grande editoras americanas (”Crise Final” na DC, “Wolverine” na Marvel, entre outros).
Ressaltou a importância do conjunto técnica, inspiração e originalidade aos candidatos à escritor. “É muito fácil fazer a mesma coisa. É importante surpreender e ser surpreendido”, disse Brandon. “Faço vários gêneros porque gosto do desafio, gosto de criar problemas para eu mesmo resolver.” Mas segundo ele, seu gênero preferido são mesmo as histórias de crime.
Sobre o grau de liberdade que têm ao trabalhar para as grandes editoras, Brandon disse que, por ser mais conhecido por seu trabalho autoral, quando é chamado por uma destas casas significa que elas estão buscando algo diferente para seus personagens, o que lhe confere bastante espaço criativo. E quando perguntado se, já que gosta de histórias de crime, gostaria de trabalhar em uma série como “Gotham Central”, Brandon respondeu apenas que “talvez vocês devessem ficar ligados nas séries do Batman no ano que vem. Talvez!”.
Meia hora depois, o desenhista mineiro Will Conrad subiu à mesa para falar de sua experiência como artista “gringo”, que inclusive começou em um FIQ, na época em que ainda era a Bienal dos Quadrinhos, em 1997; integrante de um grupo de quadrinistas com um estande no evento, Conrad acabou recebendo elogios do convidado de honra do evento: ninguém menos que Will Eisner. A partir daí, começou a investir ainda mais na carreira, sendo representado por uma agência especializada em levar desenhistas brasileiros para o mercado estrangeiro; e os trabalhos foram surgindo.
Conrad disse que para um desenhista hoje o trabalho para companhias estrangeiras é bem mais fácil, já que a evolução dos meios de comunicação quebrou as barreiras. Sobre seus primeiros trabalhos, que foram na verdade para fazer a arte-final, costumava estudar a arte dos outros desenhistas, vendo o que funcionava ou não. E como seu nome artístico não tem nada de brasileiro, poucos leitores sabiam de sua nacionalidade por um certo tempo; e contou o caso de quando dois rapazes discutiam a questão ao seu lado, sem saber que era ele o desenhista da revista que tinham em mãos.
Comentou também a crise das editoras nos anos 1990, e como os desenhistas brasileiros passaram a ditar as tendências na indústria, depois disso. E que adora seu currículo de desenhista de heróis como Mulher-Hulk e Renegados, além de ser o atual desenhista da série do Pantera Negra, mas que adora quando tem a oportunidade de fazer coisas diferentes, como seus trabalhos na Dark Horse. “Gosto muito de ação e super- heróis, mas fazer só isso acaba se tornando castrador”, concluiu.
Mais meia hora e Conrad é substituído à mesa por outro desenhista: Eduardo Barros, ou Eddy Barrows, que começou falando da surpresa que foi sua participação na nova saga da DC, “Blackest Night” (que também teve no dia anterior uma mesa de discussão relatada aqui na ZP). “Eu ia fazer a revista do Flash, mas o Dan [DiDio, editor executivo da DC] comentou o projeto e me mandou escolher entre o Batman e o Superman. Escolhi o Super, claro; era um sonho de infância trabalhar com o personagem”, contou Barros, quero dizer, Barrows.
O desenhista também contou que, diferente de alguns colegas, o início da carreira internacional foi frustrante: após um teste, foi escalado para um título da Chaos Comics; mas não estava acostumado à pressão excessiva, acabou percebendo que sua narrativa visual ainda não era ideal, entre outros problemas; seu desenho foi perdendo qualidade e ele acabou deixando as HQs de lado por volta de 2000 para se aprimorar. Dois anos depois, em forma, foi fazer GI Joe na Image Comics.
Como dica aos aspirantes a profissional, Barrows recomenda que estudem justamente aquilo que ele considerou seu ponto fraco no início. “Há o bom desenhista e o bom contador de histórias; a indústria quer aqueles que sejam os dois. Estudar narrativa e composição é essencial. Para guiar as histórias, pensem como leitores que também são”, concluiu.
Em seguida, volta Rafael Albuquerque, agora como o “dono da mesa”. A conversa começou com Mondo Urbano, série independente que o desenhista publica no Brasil com mais dois artistas. “É importante ter algo no Brasil, também.” Para ele, o mercado brasileiro finalmente está começando a tomar forma, e a melhora na comunicação é um fator essencial para isto. “Só conheci o FIQ na edição passada! Esse tipo de evento é vital para isso, tinha que acontecer todo ano.”
O artista contou ainda de seu estúdio, o Pop Art, em sociedade com a esposa Cris Peters (que é colorista e também esteve em um painel no dia anterior) e dos primeiros trabalhos para uma editora do Oriente Médio. “Os heróis eram basicamente cópias dos da DC. E tinha aquelas coisas, mostrar barriga, nem pensar… ah, é, batom vermelho também não!”, disse, lembrado por Peters, que estava na platéia.
Albuquerque é um dos desenhistas brasileiros que trabalham para editoras do exterior sem serem representados por nenhuma agência: os primeiros trabalhos que tanto ele como Peters conseguiram lá fora aconteceram por iniciativa própria, fazendo seus trabalhos e levando às convenções de quadrinhos nos Estados Unidos. Acabou conseguindo ilustrar diversos gibis para a Boom! Studios e, artista em franca ascenção, tem trabalhos engatilhados na Vertigo e na Marvel. Mas nada de pistas, por enquanto.
Um pequeno intervalo e então, às 16:30h, o teatro novamente se vê lotado. Os responsáveis? Fábio Moon e Gabriel Bá, Vasilis Lolos, Rafael Grampá e Becky Cloonan, os premiados criadores da antologia “5”, para discutir o mercado indie. Todos contaram seu passado “independente”: Moon e Bá, todos sabem, vieram dos fanzines; assim como Cloonan, que fez vários mini-comics por conta própria, que distribuía em convenções; e Lolos e Grampá, que resolveram se auto-publicar: o primeiro no quase inexiste mercado grego; o segundo, bancando do próprio bolso as primeiras duas mil cópias americanas de Mesmo Delivery.
Segundo Grampá, o principal motivo para tal decisão foi o medo de ser rejeitado pelas editoras. Ele chegou a ter uma editora interessada na publicação, a AdHouse Books; mas o projeto teria que ser feito em preto e branco. Grampá resolveu insistir na concepção original em cores de sua história e acabou acertando com a AdHouse apenas a distribuição de seu gibi. Agora, Mesmo Delivery sairá pela Dark Horse.
Bá, centrado e realista em seus posicionamentos, contou como foi receber o convite em 1999 da editora Via Lettera para transformar o fanzine “10 Pãezinhos” em livro. “O medo que dá antes de publicar é porque você não está pronto. Quando você está, os convites das editoras aparecem. É viável publicar um gibi independente, mas você tem que garantir que as pessoas vejam seu trabalho. O FIQ é um exemplo: produza com calma, junte dinheiro para fazer uma boa edição e lance perto de algum evento.”
“Ser independente é só um passo para você se tornar ‘comercial’”, continuou. “Mas você tem que fazer quadrinhos independente da vida. Porque existem as contas pra pagar, e não dá pra viver de quadrinhos no Brasil assim. Não larguem tudo pra fazer quadrinhos”, disse Bá apontando para Rafael Grampá (que se demitiu de uma agência de design para trabalhar em seu gibi); ao que o colega respondeu simplesmente “Foda-se, eu larguei!”.
Depois, Lolos comentou a situação do mercado de seu país. “Só agora apareceram editoras maiores, publicando material estrangeiro para fazer dinheiro e publicar artistas gregos”, disse. “Mas, ainda assim, não é bem um mercado. Mas a vantagem é começar fazendo do seu jeito e, se você falhar, não terá em quem colocar a culpa além de si mesmo. E nós aprendemos mesmo é com os erros.” Mesmo Cloonan, oriunda de um dos mais desenvolvidos mercados do mundo, contou que não se firmou instantaneamente após seu primeiro trabalho. “Fiz vários outros trabalhos, como soryboards de propagandas. Demorou uns 5 anos até eu poder me sustentar fazendo só quadrinhos”, disse a artista de Demo.
Às 18h, uma das mesas mais curiosas do evento. Haviam dois nomes na lista de convidados no painel sobre quadrinhos chineses: Benjamin (foto) e Xiao Pan. Já havia visto o trabalho de Benjamin na exposição de mesmo tema. Xiao Pan só poderia ser, então, o senhor chinês ao lado dele. Mas então quem era aquele cara de cabelo branco falando em francês? O editor Patrick Abry, ou melhor: Xiao Pan. Este é seu nome na China. E também o nome de sua editora na França que publica material de artistas chineses. “Modesto, não?”, brincou Pan. E o senhor do lado de Benjamin? Um intérprete de chinês, é claro.
Pan deu um panorama geral dos quadrinhos chineses, ou manhua. Segundo ele, antes da morte de Mao Tsé Tung, os gibis existiam basicamente para fazer propaganda do Partido Comunista; entre os anos 1980 e 1990 houve uma espécie de buraco na produção, e então apareceu a primeira geração de verdadeiros quadrinistas no país. Na China, todas as editoras são nacionalizadas, e 70% da distribuição é de responsabilidade do governo; os outros 30% pertencem a desorganizados distribuidores independentes.
“É um mercado dificílimo; não existe um editor especializado; o mesmo cara que publica quadrinhos também publica livros de receitas”, contou Pan. “Além disso, ainda há a censura: nada passa sem o crivo do governo.” Enquanto isso, Benjamin, com o laptop ligado a um projetor, ia demonstrando sua impressionante técnica de desenho; com extrema rapidez e segurança, Benjamin foi criando uma improvável obra de arte diante dos olhos de todos os presentes. Em sua apresentação, parou seu trabalho tempo o suficiente apenas para elogiar a alegria dos brasileiros.
Além de Benjamin parecer o tipo que fala pouco, seu intérprete também não ajudava, sem lhe transmitir o que era dito, à exceção das perguntas direcionadas especificamente a ele. Coube a Pan, então, a maior parte das explicações. Disse que além dos clássicos sexo e violência, também é vedada aos manhuas qualquer tipo de contestação política. Que o lucro não existe, já que as editoras pertencem ao Estado; “No comunismo, se produz por produzir”. Que Benjamin e outros artistas de forma alguma conseguem viver só de gibis (o que não é muita novidade na maior parte do mundo).
Com todas essas dificuldades, perguntei a ele o porque de permanecer na China. Benjamin contou que até há quatro anos, era virtualmente impossível deixar o país; e que, no fim das contas, ainda sente que sua inspiração está em seu país. Pan complementou dizendo que muitos quadrinistas conversam com ele a respeito e ele sempre desencoraja as mudanças. “A vida também não é fácil para quadrinistas chineses no exterior. Ficando em seu país, ao menos há uma vantagem: quando publicamos na Europa, os royalties são em euros, que são muito mais rentáveis na China do que em qualquer outro lugar.”
Mais um pequeno intervalo e, pouco depois das 19:30h, a quadrinista Gabriella Giandelli e Claudio Curcio, diretor geral do festival Napoli Comicon, apareceram para falar (adivinhem?) sobre quadrinhos italianos. Curcio, como de praxe entre os convidados internacionais, iniciou sua fala traçando um panorama geral do mercado de seu país.
Segundo Curcio, o mercado de fumettis sempre teve as crianças como foco, e suas maiores editoras são, desde sempre, a Bonelli e a Disney. Nos anos 1970, experimentou um crescimento, puxado pela criação do Salão de Lucca, que durante muito tempo foi o festival de quadrinhos mais importante de Europa. Na década seguinte houve um retrocesso, e apenas as duas grandes editoras permaneceram nas bancas; mas os anos 1990 e a invasão de mangás e super-heróis alavancaram as vendas no país, resultando na criação de lojas especializadas. O surgimento de um público de 30 a 40 anos que não abandonou a leitura de gibis e passou a buscar publicações adultas foi fundamental para a publicação de graphic novels na Itália. E agora há também a toda-poderosa Panini.
Esta instabilidade de mercado é que faz com que autores italianos, ainda que reconhecidos, acabem sendo publicados primeiro em outros países para depois serem levados de volta para a Itália. É o caso de Milo Manara, absorvido pelo gigantesco mercado francês. Além da disparidade do que se paga a um artista de álbuns e um de séries: Giandelli, que começou a carreira na década de 1980 em revistas como Alter Alter e Frigidaire (com nome como Matoti), afirmou que ganha €1 mil, independente do número de páginas; já um artista da Bonelli recebe €150 por página, em um trabalho que é seriado. Para as histórias longas que a artista costuma desenvolver, não existem mais revistas.
Giandelli falou um pouco também sobre ser uma mulher trabalhando em um universo tipicamente masculino, ao menos no início de sua carreira. Disse que sofreu, sim, um pouco de preconceito, mas que também nunca gostou de participar de trabalhos ou exposições unicamente pelo fato de ser mulher. “Não gosto de guetos”, disse a artista.
Curcio comentou ainda que o fato de artistas italianos trabalharem em editoras americanas é positivo para o país, pois eles acabam tendo estrutura para publicar também seu material autoral dentro da Itália (assim como Rafa Albuquerque tem feito por aqui). E que há um mercado independente latente, com vários fanzines circulando pelo país, mas os artistas se voltam logo para o mercado francês. E que é inexistente um movimento de super-heróis nacionais. “O que existe muito são cópias do material da Bonelli; ela ainda é a referência”, disse Curcio. “Mas apesar de ser uma grande editora, não há como compará-la com a Marvel, por exemplo; ela ainda é essencialmente familiar, com o Sr. [Sergio] Bonelli tomando todas as decisões.”
Entrevista – Fábio Moon e Gabriel Bá
O estande da 10 Pãezinhos foi, com certeza, o mais hypado deste FIQ. Além dos convidados Becky Cloonan e Vasilis Lolos, gente como Grampá, Rafa Albuquerque, Ivan Brandon, Ben Templesmith e vários outros circulavam pelo local, enquanto os Gêmeos se revezavam entre dar autógrafos e conversar com os fãs que apareciam para comprar algum gibi (lá havia praticamente tudo já lançado por eles, além de material dos artistas convidados). Foi no meio dessa (divertida) balbúrdia que eles nos concederam esta entrevista.
Gabriel, já está programada uma terceira série de Umbrella Academy? E com o filme, você tem algum envolvimento?
Sim, a terceira mini vai se chamar Hotel Oblivion; mas por enquanto é só, não temos data nem nada. E não, não tenho nenhuma participação no filme, pelo menos ainda não; o processo está muito no início, por enquanto só há o roteiro, que eu também ainda não li.
Fábio, como aconteceu de trabalhar com o Joss Whedon na webcomic “Sugarshock”?
O editor do Whedon na Dark Horse é o mesmo de Umbrella Academy, e desde que o Gabriel começou esse trabalho, ele vinha procurando algo pra mim também. Daí, quando o Whedon apresentou a idéia da história, fiz um desenho conceitual e ele adorou. Daí começamos a trabalhar, mas nosso contato tem sido apenas por e-mail.
Para quem ainda não sabe, sobre o que é “Daytripper”, novo gibi de vocês pela Vertigo?
Fábio: É sobre um cara que quer se tornar escritor, e a gente toma isso como ponto de partida para analisar estes momentos em que se descobre o que você quer ser da vida.
Já há algum outro projeto engatilhado na editora?
Gabriel: Não, a gente tá no meio de “Daytripper”. Temos que terminar antes.
Fábio: É, a gente sabe esperar.
Há algum tempo, vocês se declararam a favor dos scans. Ainda pensam assim?
Fábio: Bom, a gente é da opinião de que, se nosso trabalho tem um scan, é porque ele faz sucesso. Quem gosta, no fim das contas, compra.
Gabriel: O importante é que as pessoas leiam, que a gente continue a estimular a leitura das pessoas.
A gente percebe o nível de reconhecimento de vocês por artistas estrangeiros, que sempre os citam logo que se pergunta sobre a HQ brasileira. E a relação de vocês com o leitor estrangeiro?
Gabriel: Bom, é basicamente a mesma que com o leitor nacional, através de internet ou então quando a gente vai a algum evento; todo ano a gente tá na San Diego Comic Con, por exemplo. E agora com o material em inglês, dá pra dizer que a gente tem leitor no mundo todo. É uma coisa natural. Surpreendente mesmo foi quando a gente ainda publicava fanzine numa faculdade de São Paulo e de repente recebemos uma carta do Acre, lá por 1997.
Existem autores que abriram suas próprias editoras para se publicarem. Vocês nunca pensaram nisso?
Gabriel: Não, a gente era só uns moleques querendo contar umas histórias. Você tem é que ficar bom em contar essas histórias e aí fazer um esforço pra se divulgar, e isso não tem nada a ver com o trabalho de quadrinista; se você abre um negócio assim, deixa de ser quadrinista pra acabar virando editor.
Vocês começaram com histórias mais cotidianas e agora passeiam por outros tipos de história; existe algum gênero no qual vocês se sintam mais confortáveis?
Gabriel: Tudo depende da história que a gente vai contar. A história em quadrinhos é uma linguagem muito rica, em qualquer gênero que você for trabalhar, você pode encontrar elementos interessantes. A gente sempre leu de tudo, então víamos o que havia de legal ou não em cada tipo de história. E no fim das contas, ter uma boa trama é o que definitivamente faz a diferença.
Vocês agora fazem parcerias com outros autores. Existe algum autor com quem vocês queiram trabalhar no futuro?
Gabriel: Não, a gente não pensa nisso.
Fábio: Quando a gente era moleque, sim, tipo “Ah, queria fazer uma história com o Frank Miller!”, mas era mais uma coisa de leitor do que de profissional. A gente quer mesmo agora é contar as nossas histórias. Se surgir um trabalho com algum bom autor, legal. Mas não ficamos pensando em nomes específicos, não.
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