24 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

Às 7:45h da matina do sábado da semana anterior, levei o caçula para seu treino de vôlei e, para espantar o sono, peguei um café na cantina do clube. É a bebida, já pela metade, que abre esta edição do Fotodiário. Também da arquibancada, fotografei uma mesinha num dos cantos da quadra, com boné, chinelo e bola sobre o tampo. Já no meio da tarde, levei o mais velho, dois amigos dele, guitarras e amplificadores para o primeiro ensaio de sua banda, em Santa Teresa. Em frente à casa do baterista, encontrei flores de buganvília entre os paralelepípedos.
No domingo cedo, no pátio atrás de nosso edifício, fotografei uma flor (de gerânio?) sobre o cimento. Pouco depois, meu assunto foi um carrinho (Simca) de plástico, guardado dos tempos de guri. No fim do dia, depois de tentarmos em vão assistir um filme no cinema (estava lotado…) com as crianças, acabamos batendo perna num shopping na Praia de Botafogo. Em uma das vitrines, fotografei um belo besouro de metal. leia mais…
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23 de agosto de 2010

Ok, outro “bonde” do tráfico varreu um bairro da zona sul carioca. Mas por que todo mundo age como se fosse a primeira vez? É o tema da coluna de nosso Arnaldo Branco. Leia aqui.
E como tudo leva a crer que o PT vai se eternizar no poder, a gente precisou contratar um novo colunista que não tivesse pruridos de falar mal do governo, que fosse uma voz a se juntar às pessoas de bem deste país na luta contra a ditadura do proletariado que ora se avizinha e que topasse destruir a Zé Pereira por dentro. Ele assim se apresenta: “Sou Dias de Carvalho, um ser pleno de dúvidas, mas orgulhoso o bastante para não dar o braço a torcer. Já pretendi ser ator e escritor. Hoje sou servidor público e palpiteiro profissional”.
Então, na quinta-feira, não percam a estréia de nossa coluna nova, a Quinta Coluna - sacaram, hein, hein? A luta continua!
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21 de agosto de 2010


As fotos acima foram retiradas de uma materinha do Globo Online. São frames de trechos da propagandas eleitorais dos candidatos. Reparem só no que está escrito embaixo de de cada um deles. Vão alegar que foi coincidência, como no caso da propaganda dos 45 anos da Globo. Ô gente distraída…
Grupos jornalísticos têm todo o direito de escolher este ou aquele candidato para apoiar - a não ser em emissoras de rádio e TV, que são concessões públicas, é bom lembrar. O que não deveriam fazer é tentar ludibriar o eleitor se fingindo de imparciais. O leitor não é idiota e credibilidade não cai de céu.
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18 de agosto de 2010

Por Dandara Palankof
O comércio informal cresceu tanto que a pergunta não é mais se você compra em camelô, mas o que você compra em camelô. Que serviços, inclusive.
Esses dias, por exemplo, precisei de alguém que consertasse meu celular (comprado também num camelô, mas virtual). Me lembro de uma época em que só haviam duas marcas de aparelhos e suas autorizadas careiras. Ou lojinhas com ar de submundo cuja garantia era nenhuma. Agora, existem marcas aos quilos, uma invasão chinesa e um monte de gente que faz isso no meio da rua, no maior clima de feira. leia mais…
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17 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

No sábado da semana anterior demos um pulinho na feira da General Glicério em busca de verduras, peixe e flores. São as últimas, carregadas por minha namorada, que abrem esta edição do Fotodiário.
No fim da manhã, dei um pulo ao Catete para comprar um presente para meu pai e, na volta, passando pela Bento Lisboa, achei o céu na fachada de um hotel. No fim do dia, a convite de uma amiga querida, fomos assistir a um concerto (OSB+Nelson Freire!) no Municipal. No domingo pela manhã, fui curtir o Dia dos Pais pedalando com meus filhos no Aterro – é o mais velho que aparece aí em sua bicicleta. Depois, fomos almoçar na casa de meus pais (a torta de sorvete da foto é obra de minha mãe e, acreditem, estava ainda melhor de comer que de ver). Fim de tarde, caminhando para casa novamente pela GG, registrei um pedacinho do anoitecer entre os edifícios. leia mais…
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16 de agosto de 2010

A gente continua a achar que o Dunga é um cretino de marca maior, mas se é pra crucificar o cara é bom lembrar que Jesus tinha um ladrão de cada lado. Não bastasse o patético “Central da Copa” (aquele abominável programa “esportivo-humorístico” comandado por uma espécie de parceirinho do Flipper paulista) fora de época (para quem não viu, foi exibido depois do amistoso contra os Estados Unidos que a emissora sequer exibiu e, por isso, deixou-nos com a seguinte pulga atrás da orelha: teria ido pro ar caso o Brasil não tivesse ganhado ou “jogado bonito”), a Globo voltou a acusar o golpe ontem, ao publicar esta lamentável entrevista com o Galvão Bueno. Dela, extraímos esta pérola de cinismo:
“Galvão Bueno fez questão de elogiar a reformulação que a Confederação Brasileira de Futebol está realizando com a equipe principal. Para ele, a apresentação na vitória por 2 a 0, contra os Estados Unidos, mostrou que o Brasil resgatou sua tradição.
- Um espetáculo. Esse primeiro jogo resgatou o nosso jeito de ser, a irreverência, a molecagem sadia. Você vê o Ganso, o Neymar, o Pato, que tinham que estar lá na Copa da África. Fiquei extremamente feliz. Tive mais prazer em transmitir esse amistoso que os seis jogos que fiz na Copa – revelou.”
É isso mesmo, os caras realmente acham que a gente é idiota de acreditar que o Ricardo Teixeira é uma donzela indefesa e ingênua que foi traída pelo maligno anão!
Deste episódio, fica a dúvida: o motivo de a Globo estar puta da vida com o Dunga nos parece óbvio; mas por que o Dunga ficou tão puto da vida com a Globo?
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15 de agosto de 2010

A Cavídeo comemora os seus 13 anos de atividades com música, poesia, dança e cinema hoje, a partir das 19h, no Espaço Telezoom/Drink Café, no Humaitá. Vai rolar o projeto Cinema Tocado, no qual o trio Mada vai compor ao vivo trilhas para filmes dos Irmãos Lumière e de Georges Méliès; shows com os grupos Linda Flor (foto) e Dughetto e do cantor Vinícius Terra; exibição dos trailers dos quatro novos longas da produtora, “Riscado”, “Enchente”, “Copa Vidigal” e “Vamos fazer um brinde”; lançamento dos livros da Cia Membros de Dança e do poeta Joilson Pinheiro; e festa com os DJs Ceará e Juca, com a participação especial de Marcelo Yuka. A entrada é franca.
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13 de agosto de 2010
Por Luiz Henriques
Depois do fenomenal sucesso do Cinerama (”cinema” + “panorama”), os grandes estúdios começaram imediatamente a pensar em como entrar na onda da tela larga, com imagem preenchendo o campo de visão periférico e aumentando a imersão do espectador, tentando atrair de volta a metade de público que tinha deixado de ir aos cinemas desde que a televisão finalmente se tornara popular, no final dos anos 40.

A ideia por trás dessas telas panorâmicas (widescreen) era criar um efeito quase tridimensional. O Cinerama não só se estendia por todo o arco da visão humana como também tinha uma nitidez fenomenal por usar três negativos, cada um já usando 50% a mais de área por usar seis perfurações (1). No entanto, cheios de dívidas não só com a perda de público para a tevê como por terem que vender suas cadeias de cinemas devido a leis antitruste, os grandes estúdios não estavam a fim de modificar todo seu departamento técnico - e pagar royalties - para o Cinerama (mais tarde, a produção de “A Conquista do Oeste” mostraria a inviabilidade de se produzir fitas dramáticas para o sistema). Então começaram a olhar para o passado, quando foram feitas diversas experiências com formatos maiores, na época da transição para o cinema sonoro, abandonadas devido aos custos que trariam numa época de profunda depressão econômica. leia mais…
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11 de agosto de 2010

O Cachaça Cinema Clube chega à sua sua 81ª sessão e completa oito anos de atividade hoje. Para comemorar a data, o pessoal preparou uma sessão especial com filmes em Super-8, às 21h, no Odeon. Pra começar, serão exibidos quatro filmes emblemáticos dos anos 70: “O ataque das araras”, do mestre do cinema de invenção Jairo Ferreira; “Funeral para uma década de brancas nuvens”, filme premiado do jornalista Geneton Moraes Neto; “Fome”, instalação visual do artista Carlos Vergara; e “O palhaço degolado” (foto), clássico de Jomard Muniz e Carlos Cordeiro. Completam o programa “Fragmentos #6″, de Paula Gaitán; curtas de Charles Chaplin; “Carnaval samba sound”, reportagem de data e autor desconhecidos; e “Ele vai falar das coisas que eu gosto”, de Gustavo Janh e do coletivo gaúcho Sendero. Ingressos a R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Depois do cinema rola festa na nova sede do Bola Preta (Rua da Relação, 3), com o DJ Hum e show de Serguei e a banda Pandemonium, a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (com ingresso da sessão).
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11 de agosto de 2010

Por Dandara Palankof
(esta coluna é pra Mari, a pessoa mais rock n’ roll que eu conheço)
Algum tempo atrás, comentei brevemente sobre a efervescência que vez ou outra toma conta da Rua do Lima; cheguei a dizer que o lugar seria um forte candidato a “novo Recife Antigo”, no sentido de tomar o posto do bairro histórico enquanto agregador de multidões. Bom, talvez a coisa ainda esteja meio longe de acontecer nestas proporções, mas o movimento está firme e forte.
Mas, admito, a “modinha” (já que o termo da moda é esse) passou relativamente rápido entre os meus e passamos a freqüentar a tal rua com menos assiduidade — o que quer dizer que Flávio e Bebel, donos do Espaço N.AV.E. tinham como bordão “vocês sumiram” quando nos encontrávamos casualmente em outros lugares, já que era ali o nosso quartel-general.
(Pode ser que tenha havido um estranhamento inicial e puramente inconsciente da crescente lotação do lugar; quando conhecemos o N.A.V.E, ele havia sido recém-inaugurado e, por muitas noites, foi totalmente nosso. Havia o quê, uma sensação de acolhimento/recolhimento, talvez? O fato é que há tempos ele deixou de ser uma constante. Talvez seja hora de voltar, uma vez que já passamos a reclamar da rotina dos lugares que freqüentamos atualmente?) leia mais…
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10 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

Na manhã do sábado da semana anterior, pegamos o carro partimos para um curto passeio a Petrópolis. Depois de alguns quilômetros engarrafados na Linha Vermelha (em eternas obras), de uma subida de a serra arrastada (havia muitos caminhões) e de um modorrento engarrafamento na entrada da cidade, chegamos! São daquela terra com ar-condicionado permanente as imagens do cachorro preguiçoso na ponte, do café com leite com torradas Petrópolis do D’ângelo, da Maria-fumaça com cremalheira do Museu Imperial, do balde-chuveiro do banheiro de Santos Dumont e da avenida que pegamos em direção à estrada na hora de voltar para casa. São também de lá as três imagens do cantinho inferior esquerdo: o belo chalé cor-de-rosa, o edifício normando com ipê amarelo à frente e uma das janelas da residência de verão de Pedro II e família, atual Museu Imperial. leia mais…
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9 de agosto de 2010

Na terra onde os sobreviventes do genocídio bandeirante se misturaram com escravos e migrantes dos quatro cantos do planeta, tem uns mano achando que existe uma tal de “cultura paulistana”. Devem pensar que a tia Rita é parente do general Lee e que Macunaíma era nissei. Arnaldo Branco nos conta essa estória, rapidinho, antes que a turma entre numa kombi e vá direto pro ostracismo. Leia aqui.
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