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Crônicas do Rio

AS CRÔNICAS DO BRASIL

Rudyard Kipling
Editora Landmark, 2006

O escritor inglês Rudyard Kipling (1865-1936), Prêmio Nobel de Literatura em 1907, esteve no Brasil em 1927 e escreveu uma série de sete artigos sobre suas impressões acerca do país, que foram publicados jornal “Morning Post” entre 29 de novembro e 20 de dezembro daquele ano. Reunidos sob o título de “As crônicas Brasil”, elas foram publicadas aqui no ano passado, pela Editora Landmark (www.editoralandmark.com.br) em edição bilíngüe, com tradução de Luciana Salgado. Abaixo, “A montanha que guarda os jardins do Rio”. A crônica tem como introdução o poema “Uma canção de bananas”.

A Montanha que Guarda os Jardins do Rio
1927

CANÇÃO DAS BANANAS

Vocês não têm Bananas, meus conterrâneos?
“Não, mas podemos obtê-las, com certeza.
São compradas, clandestinas, nas carroças, como as abóboras,
E os repolhos de nosso próprio país,
(Dos verdureiros de nosso próprio país)”.

Aquelas não são Bananas, meus conterrâneos,
(São bananas-da-terra1, das Canárias talvez!)
As legítimas são vermelhas e douradas, e verdureiro algum as possui,
Pois prosperam em um país de linhagem,
(Que os homens viajam longe para visitar).

Onde as rijas encostas apontam para o alto, meus conterrâneos,
Ou elevam-se contra as brisas do mar;
Ou esquivam-se e ressurgem, em meio às cortinas de chuva
Que as colinas carregadas liberam –
(Levadas entre as terras altas e o mar).

Lá habitam passarinhos, meus conterrâneos –
Coisinhas preciosas menores que abelhas;
E borboletas opalinas planam e pousam, cintilam e se elevam,
(Estas representam a malaquita e a jade do mar).

Lá, a terra vermelha produz e murmura, meus conterrâneos,
Dia e noite, em exuberante fecundidade,
E a Flor e a Serpente estão livres e despertas,
Como se estivessem na Árvore do Paraíso
(Quando a Primeira Lua prateou por entre a Árvore)...

Mas deve-se seguir para o trabalho, meus conterrâneos,
De ônibus, de trem, de bonde e de metrô deve-se fugir!
Pois seus Farfar e Abana2 não incluem Bananas,
(E o Jordão é uma fonte distante para se beber, meus conterrâneos),
O que dispõe os demais para mim!

A Montanha que Guarda os Jardins do Rio

Em países sensatos não há afobação, nem mesmo para ir a hospitais ou delegacias. Assim, ainda que tivéssemos entrado na enseada do Rio no início da tarde, não foi antes do começo do anoitecer que ladeamos o embarcadouro, e toda a cidade e as enseadas ao seu redor reservaram aquele momento para acenderem-se em constelações de estrelas opacas de eletricidade sem controle.

Então, homens subiram a bordo, de pronto – como fazem no mundo todo – para mostrar a estranhos o lugar que amam. Em dois minutos as linhas espectrais do embarcadouro lotado se dissolveram, e o carro deslizou por uma paisagem ardente, demarcada com rigor por duas fileiras de árvores exuberantes e ladeada por lojas, cafés e clubes, iluminados e abarrotados. Esse mundo de luzes oferecido de repente, entre vultos de construções gigantescas, no espaço ainda mais vasto de avenidas de mão única, entre árvores, com o cais em um dos lados, cercado por luzes elétricas que corriam à frente e, ao que parecia, eternamente, e renovava-se em fileiras de pérolas despejadas ao redor de esquinas invisíveis; enquanto isso, acima de tudo, podia-se ver e sentir o contorno das montanhas arborizadas. O mundo inteiro seguia conosco em carros, todos repletos com pessoas sem chapéus, correndo na máxima velocidade, mas nenhum mais rápido do que aqueles demoníacos ônibus motorizados, cujos estrondos cotidianos eu mais tarde confundi com o barulho de um aeroplano, vindo do lado de fora de minha janela do oitavo andar. Em algum lugar à nossa direita elevava-se uma colina, escalada por generosas luzes que se espalhavam revelando em parte uma estrada em espiral. Sabia-se o suficiente, pelos antigos romances, que era preciso ter cuidado com aquilo que deveria ser Santa Teresa, o bairro onde o virtuoso escriturário, e a amante exilada pelo Destino costumavam viver enquanto construíam suas fortunas. Aquilo é hoje, como sempre foi, um local de residências aprazíveis. Parece-se muito com as mandíbulas da entrada do porto – dois macios dentes de crocodilo, feitos de rochas desnudas, que muitos devem ter visto obstruir o caminho de casa nos dias em que homens morreram entre a tarde e o anoitecer. Havia lampejos de casas rosas e brancas aqui, com penachos de palmeiras saltando acima, ou, adentrando ainda mais, frisos de bananeiras silenciosas atrás de paredes de marfim. Mas nós seguimos para a água, adiante com a multidão que tomava um ar.

A noite estava razoavelmente cálida para um clima tropical. Chapéus, casacos, urgência, horários e outras ninharias foram abandonadas do outro lado do hemisfério. A única preocupação remanescente foi a de que esta cidade dos sonhos, com palácios de madrepérola, folhagens verdes de um brilho intenso, esculturas altivas, águas prateadas e montanhas sobranceiras se desvanecesse se alguém ousasse olhar para o lado. Mas ela manteve-se ali, como uma enorme malha viária que desembocava na estrada seguinte; ainda contornando a água, ainda iluminada pela luz insolente e toda poderosa, mas – é preciso agradecer aos deuses – inteira aromatizada por carros velozes. (Note que o brasileiro como motorista pode ultrapassar qualquer táxi da Place de la Concorde3. Mas sulistas invejosos dizem que um argentino “a toda velocidade” leva vantagem. Para mim, esta velocidade é mais que suficiente).

Neste momento, o fluxo do tráfico desviou a partir da baía, abrindo espaço em meio um túnel circular, onde todo mundo buzinava o tempo todo, e desaguava em um trecho de praia igual à Muizenberg4 – as ondas de todo Atlântico Sul alinhavam-se sob a estrelas e dissolviam-se junto às areias de marfim, até alcançar as fileiras de luzes elétricas nas calçadas. Aqui, os que não estavam sobre rodas passeavam, ao lado de miríades de outros, por toda a extensão de uma calçada de mosaicos ao nível do mar. De frente para o mar havia casas que se destacavam, cujos donos exageraram muito em todos os aspectos: detalhes, ornamentação, brejeirice, atrativos e curiosidades, a que chamavam de “arquitetura”, que suas mentes ou bolsos pudessem atingir. E, apesar das construções não se parecerem com nada neste mundo, compunham com precisão o cenário inexplicável sob os céus que as protegiam. “Aqui se chama Copacabana”, disseram meus companheiros. “Esta região vem se desenvolvendo há pouco tempo. Não, isso não é a cidade. É apenas um dos subúrbios. A cidade fica a muitos quilômetros de distância. Há mais disto um pouco à frente, mas...”.

Eles se viraram calmamente, e pode-se ver os vestígios das ondas leitosas chegando, o movimento da multidão alegre ao longo da areia, o pulsar dos carros compactos – do radiador até o tanque – as montanhas elevadas, que não podiam ser vistas, apenas sentidas; e as casas iguais as de duendes, que se expunham na claridade. As casas combinavam com a irrealidade de tudo aquilo, onde alguns carros estavam repletos de pessoas fantasiadas, alegres e cantantes. “Isso é porque o Carnaval é daqui a uma semana. Eles estão se preparando para isso. Mas, veja! Se você olhar para aquela montanha iluminada no topo, verá que, antes, ela estava atrás de nós.” A montanha permaneceu imóvel, seguíamos a 35 nós. “Agora ela irá correr ao nosso lado”. Obediente, a elevação fez isso mesmo, de imediato. “Agora ela seguirá à frente. Depois, esperará por nós no fim da próxima baía”. A montanha nos ultrapassou e então se deteve naquele ponto exato, sem demonstrar sinal de fadiga. Antigamente, uma pessoa seria queimada na fogueira se fizesse esse tipo de bruxaria.

O passeio terminou diante de uma folhagem iluminada, em um hotel de mármore de frente para as águas serenas, onde um cargueiro lento e iluminado empurrava a si mesmo para fora do mar. Mas o tráfego abaixo das janelas prosseguiu até àquela hora improdutiva logo após o amanhecer, quando não sopram nem a brisa da terra nem a do mar, e as árvores aproveitam o sossego. Nessa suspensão de pulso e movimento, a cidade se enaltece com o divino calor do amanhecer – enorme, opulenta, imaculada e, a despeito disso tudo, com sua recém-adquirida modernidade, junto à antiga e estabelecida. As luzes do passadiço de um navio de guerra fundeado foram desligadas; uma balsa-padrão norte-americana seguia em direção ao subúrbio cruzando a água, formando tênues sulcos no piso uniforme e azul; atarantadas lanchas oficiais surgiram de uma ilha fortificada próxima, e desapareceram ao redor de um ponto de terra plana, que já fora um morro vermelho, mas agora se tornava uma esplanada; um veleiro acionou as engrenagens, e o último rastro de nevoeiro se desvaneceu, revelando a enseada do Rio. Há, talvez, águas mais adoráveis em algum outro lugar, mas nem Sidney nem a Cidade do Cabo, que sempre julguei magníficas, cada uma a seu modo, comparam-se a esta em tamanho – o que no fim não importa muito – ou pela indescritível diversidade, coloração, amplitude e esplendor do cenário. Uma série de montanhas verticais cobertas por nuvens no topo limitava a praia por um lado, a cinqüenta ou sessenta quilômetros de distância. Era evidente que se preparavam para as monções. Montanhas não se cobrem de nuvens daquela amplitude e espessura esperando por poucas horas de chuva. Os picos se impunham acima da asfixia, enquanto trovões ribombavam distantes, e voltavam a silenciar. As faces de penhascos gigantescos projetavam-se como um rebanho por entre a névoa, estáticas e atentas, e então recuavam, ocultando-se na neblina. Em algum lugar distante dali deveria ser Petrópolis, uma cidade agradável onde habitavam embaixadores e administradores e para onde, no passado, aqueles que podiam escapavam da febre a cada noite, por trem. Os passageiros no navio disseram que a passagem para lá custava agora quase cinco shillings – barato demais para um lugar evidentemente em contato com os Deuses, e que, como também é evidente, resguardava suas próprias terras aprazíveis.

Quase imediatamente abaixo das janelas do hotel, um pequeno esquadrão de compenetrados e silenciosos pescadores em canoas de troncos deslizaram e assumiram posição no local que se pressupõe ter sido reservado às suas inúmeras famílias quando o papa ofertou o Brasil a Portugal. Já reparou que, nas cidades litorâneas típicas, a mesma assembléia sempre se reúne ao amanhecer, e se dispersa quando a vida cotidiana inicia, como as duas Formas espectrais da bola de cristal se dissolvem quando se iniciam as Visões? Ao longo do aterro imaculado, os ônibus procuravam por suas presas entre famílias a passeio – papai, mamãe e algumas crianças em alegres roupões. Uma família caminhava por um pequeno parque. Eles reuniram forças e avançaram próximo a uma máquina para asfaltar e um guindaste, a poucos passos da água. Nunca tendo ouvido que famílias inglesas banhavam-se próximo ao aterro, aquilo me chamou a atenção. Como também um cavalheiro em trajes de banho em uma motocicleta; e duas garotas, tão molhadas pelo mergulho em algum lugar mais adiante, que foram postas com razão nos estribos do carro da família, que elas seguravam como se fosse o brasão da família, enquanto conversavam em seus roupões úmidos, em lados opostos. Então alguém lembrou que nesse clima ameno as pessoas se banham com freqüência, e em todo lugar onde a água é segura; o que conta para a limpeza das massas das multidões locais. Foi agradável notar uma vez mais como a chuva é detestável para pessoas nascidas e educadas de maneira apropriada. Um único borrifo as obriga a cobrirem-se o máximo que puderem; e eu assisti, divertido, a uma família inteira de banhistas ser vencida por uma chuvinha leve e fugir apressada para refugiar-se sob as árvores.

A cidade acorda em uma hora adequada. Os homens corriam para o trabalho em carros particulares por volta das oito da manhã, depois dos ônibus e bondes terem seguido à frente com os funcionários; e o hotel estava alerta e a postos quando empregadas domésticas inglesas meio despertas teriam preenchido os corredores escuros com correntes de ar gelado e panos cheirando a fuligem. Tudo o que comprovava a superioridade da vida real, e enviava a pessoa às pressas ao Jardim Botânico antes que surgissem ondas de ameaçadora hospitalidade, desestimulando compromissos particulares.

A maioria de nós tem um ideal! O meu, acariciado desde a tenra infância, era ver a flor de vitória-régia em seu habitat, e, se fosse possível, também àquele pássaro de dedos muito longos (Jacara, deve ser esse o nome), representado no mesmo livro ilustrado, caminhar por acaso em suas folhas. O motorista do táxi, apesar de possuir maneiras que servem de exemplo ao príncipe, não foi de muita ajuda. Ele conhecia o Jardim, mas as flores – não muito, senhor. Ele dirigiu e dirigiu sem parar pelo frescor do princípio da manhã. Depois de ter passado as casas e vilas meramente ricas ou bonitas, rodopiou por quilômetros de bairros humildes, onde as pessoas saíam e paravam à porta, e pude ver como elas viviam e se portavam ao natural. Pude ver o que acontecia às pequenas casas, naquela luz, ao desbotarem-se seus azuis, amarelos, rosas e magentas; flores vermelho-sangue ou douradas, em árvores e arbustos, conferiam a tudo beleza e efeito. Então se começa a entender o bom senso das casas de duendes da noite anterior, na praia de Copacabana, e que (isso deve ser o segredo dos latinos) diante autêntica luz do sol, deve-se exagerar. Mas sempre, de um lado ou de outro, algumas grandes montanhas, cobertas de árvores dos pés a cabeça, paravam diante de nós; e depois de corrermos sob o flanco da mais alta, que me tirou o fôlego, encontramos o Jardim – de todo vazio, de todo silencioso, e amavelmente além da força do discurso. Tudo estava no lugar em que deveria estar, e tudo crescia com naturalidade em uma atmosfera apropriada; árvores e aromas que despertaram lembranças, pesar ou deleite, em todos os cantos da terra, provenientes das mangueiras copadas e cintilantes, que eu acreditara serem habitadas por “Criaturas” após anoitecer, devido aos frutos – o durião5 que, apesar de ter o cheiro forte como o de um cadáver, torna aqueles que o provaram ávidos como ghouls6 para experimentá-lo de novo. Em meio às copas escuras das árvores, e surgindo das cornijas de moitas suspensas, flutuavam adiante, de forma rara, borboletas tão grandes quanto morcegos, mas feitas do matiz do luar. Elas conferiram brilho ao esplendor do dia, e então, como almas visitantes, sinalizaram e flutuaram para o alto. Há pessoas que as caçam, cortam-lhes as asas com tesouras, como retalhos, e as fincam sob cinzeiros de vidro para vendê-las aos turistas, aos quais – Que Alá me perdoe! – eu me incluo como infrator.

Ali também estavam todas as palmeiras altivas e os bambus sufocantes de toda parte; e, crescendo como ervas daninhas, as bananas, sobre as quais a aia de alguém costumava dizer que, se você levantar bem cedo e encontrar uma única copa nova que não estivesse partida pelo vento nem ressecada pelo sol, poderia fazer um desejo e os Deuses o atenderiam. Mas tal variedade não estava incluída nesta coleção. Contudo, a Providência resolveu meu problema com bastante generosidade. A grande flor vivia em um pequeno lago artificial, e era tudo o que os livros diziam. Media cerca de cinco a seis metros de ponta a ponta, e as bordas curvavam-se para cima em cerca de oito centímetros. O botão – alguém poderia desejar qualquer coisa nesta terra que lhe seria dado – o botão era do tamanho exato de uma chapeleira, e reduzia à metade um quarto de hotel. Quanto ao pássaro Jacara, na manhã seguinte encontrei dois deles em gaiolas, para venda, do lado oposto do Mercado de Peixes, onde eles vendem prodígios. E os dedos eram exatamente tão longos quanto foram desenhados em meu livro de gravuras. Havia mais sentido em minha visita à Vitória Régia do que aparentava; pois o Jardim clamava alto – igual aos políticos – que podia produzir qualquer coisa que se pudesse desejar naquela latitude. Plante uma muda ou semente, e ela irá florescer sem parar. Diante disso, o verde denso da parede montanhosa, onde preguiças se penduram a dois quilômetros da capital do Brasil, propõe a pergunta: “No entanto, se você parar, nem que seja por um mês, de lutar contra as minhas trepadeiras e a vegetação rasteira, elas irão dissipar todo o seu trabalho refinado, e em seis meses você desaparecerá sob mim!” Esquece-se quão facilmente o homem convive com a antiga Terra nos Cinqüenta do Norte; e deve-se lembrar que, em florestas tropicais, não há lugar, a menos que se corte com um machado, onde é possível desviar-se do caminho ou de seu campo para atirar-se no colo dela para descansar. Voltando para casa naquela manhã tranqüila, e vendo os navios a vapor chegar e partir, teve-se a impressão de que era mais fácil lidar com o oceano do que com as florestas. Mais tarde, muitos brasileiros confirmaram essa opinião. Então se descobriu que a Terra, como o Sol e as casas alegremente pintadas, exageradas e exuberantes faziam parte do imenso e florido teatro desse Mundo Autônomo.

Mas, antes de tratar de bagatelas, devemos considerar uma cidadezinha, a trezentos quilômetros da costa, com novecentas mil pessoas, chamada São Paulo, onde, entre outras coisas, existe uma fábrica poderosa e eficiente relatada como “vale muito a pena ver”. As cidades do Brasil, como muitas cidades inglesas, pularam direto do óleo e das velas para a eletricidade, mas eletricidade, em um clima sobrecarregado com todo tipo de energia, difere um pouco do humilde das coisas movidas a vapor que fazem funcionar aspiradores de pó e torradeiras algures. Vamos conferir.

  1. Plantain: (bot.) banana-de-são-tomé; banana-da-terra; planta herbácea semelhante à bananeira. (Webster’s). N.T.
  2. “Pois não são Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores que todas as águas de Israel?”, 2 Reis, 5:12; referência a uma citação bíblica, Antigo Testamento. N.T.
  3. Construída entre 1755 e 1775 em Paris, França, marca o final da famosa avenida Champs Élysées. N.T.
  4. Muizenberg, trecho litorâneo situado na África do Sul, onde a princípio havia uma base militar, de onde, em 1795, os britânicos expulsaram os holandeses na Batalha de Muizenberg. No início do século XX, Muizenberg era um resort litorâneo de prestígio. A topografia dessa praia se assemelha muito às de Copacabana, no Rio de Janeiro. N.T.
  5. Durião: fruto da árvore durio, originária da Ásia, de forma ovalada, polpa carnuda e odor característico. Suas sementes são torradas e consumidas como castanhas. N.T.
  6. Do árabe: gul: demônio do deserto, que se supõe roubar túmulos para se alimentar de cadáveres. (The New Oxford American Dictionary). N.T.


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