Revista Zé Pereira
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Folhetins

A brincadeira começou em 1870 com os amigos Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, que escreveram a quatro mãos, para o jornal português “Diário de Notícias”, o folhetim “O mistério da Estrada de Cintra”. Em 1920, ela chegou deste lado do Atlântico, na forma de “O mistério”, romance policial escrito por Viriato Corrêa, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Coelho Neto. João Condé reuniu uma turma de primeira em 1949 para escrever para o “Letras e Artes”, suplemento do jornal “A Manhã”, “O homem das três cicatrizes”: Fernando Sabino, Herberto Sales, Adonias Filho, Josué Montello, Dinah Silveira de Queiroz, Marques Rebelo, Ledo Ivo, Rosário Fusco, Newton de Freitas e José Condé. Quinze anos depois, ele juntaria Viriato Corrêa, Dinah Silveira de Queiroz, Herberto Sales, Lucio Cardoso, Jorge Amado, José Conde, Guimarães Rosa, Antônio Callado, Orígenes Lessa e Rachel de Queiroz para escreverem “O mistério dos MMM”, romance originalmente editado pela gráfica O Cruzeiro e hoje pela Ediouro.

MMM

Com “As aventuras de um Zé Pereira”, a Zé Pereira retoma a tradição, e em boa hora. Afinal, há uma nova geração de bons escritores pedindo passagem — e espaço para exercerem sua arte e ofício. Marcelo Moutinho, autor de “Somos todos iguais nesta noite”, escreveu o primeiro capítulo e vai coordenar o folhetim. O segundo capítulo é de Henrique Rodrigues. Cada autor deve deixar um gancho para que o seguinte retome a história. Para onde ela vai a seguir, só a sua imaginação dirá.


As Aventuras de um Zé Pereira: Capítulo 2
As Aventuras de um Zé Pereira: Capítulo 1