9 de fevereiro de 2009
Larica total
Por Arnaldo Branco
Se eu fosse o Michael Phelps me naturalizaria jamaicano. Seria conveniente viver em um lugar onde não só medalha olímpica, mas também a maconha, é motivo de orgulho nacional.
Pedir retratação de alguém que consegue ganhar quatorze medalhas de ouro com a cabeça cheia de tetraidrocanabinol é muito moralismo, mas também desinformação: isso é façanha pra valer a décima-quinta. O Phelps sabe disso e deve ter se coçado todo pra não mandar um “faz melhor” pra quem ficou de bronca, ao invés de dar aquela desculpinha mandrake.
Parece que a idéia geral que os leigos fazem da maconha é que ela é uma espécie de droga bipolar que desacelera a fala e o raciocínio mas aumenta o fôlego e a capacidade de girar os braços alternadamente. Bem, talvez, vai saber, matei muita aula de química - mas uma leitura rasteira da reação do público também poderia a levar a crer que o efeito da abstinência é o patriotismo furado.
Por isso, só tem um tipo de pessoa para quem recomendaria o uso não-recreativo de maconha: não, não é para quem sofre de glaucoma, pra quê encher os carinhas com outra coisa que vai ferrar ainda mais com seu senso de direção? Estou falando do pessoal de marketing do governo que faz as campanhas contra as drogas.
Está claro que, como desconhecem as propriedades da canabis, não podem ter argumentos convincentes para levar os usuários a desistir do hábito. Por isso aquelas propagandas na TV que mostram um bando de sujeitos mal-encarados que tentam empurrar um baseado para algum outro cara que eles ficam tirando de otário. Com essa crise e essa seca, vai sonhando.
Phelps já perdeu um dos seus patrocinadores, um fabricante de cereais. Mais um exemplo da falta de conhecimento sobre os efeitos da maconha.
11 comentários para “Larica total”
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9 de fevereiro de 2009 às 16:17
[...] pro Michael Phelps ou leia a coluna na do Arnaldo Branco desta sema aqui. E amanhã, não esqueça: tem Fotodiário celular [...]
9 de fevereiro de 2009 às 18:22
Mais uma bela coluna…
o começo, foi bem de encontro com a tirinha que eu postei hoje…
http://www.tiagonepomuceno.com.br/tirinhas/bob_phelps.jpg
Abraço
9 de fevereiro de 2009 às 18:58
“Se eu fosse o Michael Phelps me naturalizaria jamaicano.”
Seria do caralho. A patrulha anti-droga é chiliquenta demais. Precisa de um tapa de luva.
10 de fevereiro de 2009 às 15:11
[...] Fonte: Revista Zé Pereira [...]
11 de fevereiro de 2009 às 10:25
eu também escrevi um texto sobre o caso. O meu ponto de vista coincide com o do Arnaldo Branco, claro que com menos qualidade:
http://guaciara.wordpress.com/2009/02/06/o-otimo-exemplo/
11 de fevereiro de 2009 às 17:46
o problema desse negócio do phelps é o seguinte: o cara não é só nadador. por causa dos milhões que oferecem pro cara, ele se presta a ser garoto-propaganda também. fica aí, vendendo cereal, ou outra porcaria sobre a qual não tem autoridade nenhuma para recomendar, mas que prescreve porque tem uma montanha de grana por trás. por esse motivo, não tenho pena do cara. foi escolha dele. se escolhesse ser apenas um atleta e, mais importante, um ser humano, poderia puxar um fuminho na tranks. não dá pra ter o melhor dos 02 mundos: grana dos patrocinadores e uma vida normal. sem chance.
12 de fevereiro de 2009 às 8:26
Na verdade ele é ser humano comum, porém o exército americano, por meio de pesquisas avançadas e secretas, introduzio milhões de nanômáquinas nele, que se prendem ao poros e geram locomoção na água; o por isso dele nadar tanto… E tais máquinas são alimentadas pelo que? Advinhem, maconha…
13 de fevereiro de 2009 às 9:50
Opa pessoal, Fala Arnaldo
Sou amigo do Menezes. Por ele conheci o Capitão Presença. Grande post, cara. aliás, grande blog. Só acompanhava o Mau Humor, não conhecia o Zé Pereira.
Seguinte, montei um bloguezinho que tem a ver com esse assunto, Achei que vocês poudessem se interessar. Chama-se It’s OK, Phelps.
O link tá aqui, se interessar. abração.
http://www.itsokphelps.com
13 de fevereiro de 2009 às 11:32
[...] Se eu fosse o Michael Phelps me naturalizaria jamaicano. Seria conveniente viver em um lugar onde n
13 de fevereiro de 2009 às 15:22
Mauro: e você não acha isso uma merda?
14 de fevereiro de 2009 às 17:19
Que bacana, o mais rápido velocista das águas curte fumar um, bom pra causa!