O empate é um bom resultado
Por Arnaldo Branco
(O Acompanhante, Paul Schrader, Reino Unido/EUA, 2007)
Me identifico com o Lula. Ele é um presidente diletante, sou um crítico de cinema idem. Além do mais fazemos nosso trabalho ao mesmo tempo em que mandamos metáforas futebolísticas ridículas.
Em quase todas as - cof - resenhas que postei aqui usei alguma comparação com o esporte ou alguma expressão associada a ele para comentar os filmes. Esta não é uma exceção.
Sendo Paul Schrader um dos meus heróis, passei o tempo todo de projeção torcendo para que seu filme fosse bom, e terminei a sessão espiritualmente rouco de tanto emanar incentivos. Porque é um jogador consistente, não fez feio mas também não brilhou.
"O Acompanhante" do título é Woody Harrelson, um prognata natural que nesse filme parace ter feito como o Brando de "O Poderoso Chefão" e enchido de papel higiênico o maxilar inferior para realçar. Ele é o fofoqueiro oficial de um grupo de senhoras (entre elas Lauren Bacall, obrigada a ouvir em uma cena que testemunhou o crack da Bolsa de 29) casadas com o Poder na forma de vários tipos de maridos ausentes.
Um deles, um político liberal (Willem Dafoe, uma ceninha e meia de participação) é chifrado pela mulher (Kristin Scott Thomas) com um lobista que aparece morto. Woody, fiel camareiro, tenta protegê-la de uma investigação de fachada sem outro objetivo que não cobrir de lama o personagem de Dafoe. Para isso conta com a ajuda do namorado papparazzi - e só com ele, porque cai em desgraça com a roda de bridge de coroas que o ajudam a sustentar a fachada de sua eminência parda.
A despeito da inverossimilhança (o casal gay sozinho no mundo põe de joelhos caras superpoderosos que lidam com petrodólares), é sempre bom ouvir o diálogo inteligente de Schrader e sua direção do tipo "cut the crap". A câmera pode até passear, mas as coisas continuam acontecendo nem que seja em off, alívio nesses dias em que a síndrome de déficit de atenção de certos diretores ganha status de arte.
Não compromete.
(O Acompanhante, Paul Schrader, Reino Unido/EUA, 2007)
Me identifico com o Lula. Ele é um presidente diletante, sou um crítico de cinema idem. Além do mais fazemos nosso trabalho ao mesmo tempo em que mandamos metáforas futebolísticas ridículas.
Em quase todas as - cof - resenhas que postei aqui usei alguma comparação com o esporte ou alguma expressão associada a ele para comentar os filmes. Esta não é uma exceção.
Sendo Paul Schrader um dos meus heróis, passei o tempo todo de projeção torcendo para que seu filme fosse bom, e terminei a sessão espiritualmente rouco de tanto emanar incentivos. Porque é um jogador consistente, não fez feio mas também não brilhou.
"O Acompanhante" do título é Woody Harrelson, um prognata natural que nesse filme parace ter feito como o Brando de "O Poderoso Chefão" e enchido de papel higiênico o maxilar inferior para realçar. Ele é o fofoqueiro oficial de um grupo de senhoras (entre elas Lauren Bacall, obrigada a ouvir em uma cena que testemunhou o crack da Bolsa de 29) casadas com o Poder na forma de vários tipos de maridos ausentes.
Um deles, um político liberal (Willem Dafoe, uma ceninha e meia de participação) é chifrado pela mulher (Kristin Scott Thomas) com um lobista que aparece morto. Woody, fiel camareiro, tenta protegê-la de uma investigação de fachada sem outro objetivo que não cobrir de lama o personagem de Dafoe. Para isso conta com a ajuda do namorado papparazzi - e só com ele, porque cai em desgraça com a roda de bridge de coroas que o ajudam a sustentar a fachada de sua eminência parda.
A despeito da inverossimilhança (o casal gay sozinho no mundo põe de joelhos caras superpoderosos que lidam com petrodólares), é sempre bom ouvir o diálogo inteligente de Schrader e sua direção do tipo "cut the crap". A câmera pode até passear, mas as coisas continuam acontecendo nem que seja em off, alívio nesses dias em que a síndrome de déficit de atenção de certos diretores ganha status de arte.
Não compromete.











0 Comentários:
Postar um comentário
<< Início