Corneano
(Na estrada com o amante da minha mulher; Dir. Kim Tai-Sik; Coréia do Sul; 2006)
Por Alexandre Sivolella Barreiro
Muito se fala do cinema indiano, que ocupa 95% das milhares de salas na Índia, mas quase nunca se menciona que existem outros exemplos menos radicais, mas não menos importantes. Em lugares como Japão, China e Coréia do Sul os filmes nacionais ocupam algo em torno de 60% das salas de cinema.
A produção recente desse país dividido que chega até nossas salas de cinema geralmente se resume a alguns nomes de grande impacto: Park Chan-Wook, Kim-Ki-Duk e por aí vai. Este Kim Tai-Sik é um cineasta ainda desconhecido e “Na estrada com o amante da minha mulher” é justamente seu filme de estréia em longas-metragens.
A idéia é razoavelmente simples: um sujeito descobre que sua mulher o trai com um motorista de táxi meio malandrão e decide viajar com o Don Juan das quatro rodas de uma cidade a outra para testar a sua reação diante do sujeito. Acabam por viver algumas aventuras, chegam a viver cenas surreais como as das melancias que rolam pela rodovia e ainda dividem algumas cenas numa cachoeira que beiram o homoerotismo.
É num porre que o corneano (corno+coreano) decide revelar sua verdade e desata o nó que apertava a garganta. Pega a mulher em flagrante e faz a sua vingança meio torta. “Na estrada...” chega a ser interessante em alguns momentos e até cativa pelo estilo, mas tangencia o fetichismo pela estranheza e não chega a lugar algum. Justamente como muitos cornos, que não têm a coragem de explodir e buscam subterfúgios para dar uma de avestruz e fingir que nada acontece.
Por Alexandre Sivolella Barreiro
Muito se fala do cinema indiano, que ocupa 95% das milhares de salas na Índia, mas quase nunca se menciona que existem outros exemplos menos radicais, mas não menos importantes. Em lugares como Japão, China e Coréia do Sul os filmes nacionais ocupam algo em torno de 60% das salas de cinema.
A produção recente desse país dividido que chega até nossas salas de cinema geralmente se resume a alguns nomes de grande impacto: Park Chan-Wook, Kim-Ki-Duk e por aí vai. Este Kim Tai-Sik é um cineasta ainda desconhecido e “Na estrada com o amante da minha mulher” é justamente seu filme de estréia em longas-metragens.
A idéia é razoavelmente simples: um sujeito descobre que sua mulher o trai com um motorista de táxi meio malandrão e decide viajar com o Don Juan das quatro rodas de uma cidade a outra para testar a sua reação diante do sujeito. Acabam por viver algumas aventuras, chegam a viver cenas surreais como as das melancias que rolam pela rodovia e ainda dividem algumas cenas numa cachoeira que beiram o homoerotismo.
É num porre que o corneano (corno+coreano) decide revelar sua verdade e desata o nó que apertava a garganta. Pega a mulher em flagrante e faz a sua vingança meio torta. “Na estrada...” chega a ser interessante em alguns momentos e até cativa pelo estilo, mas tangencia o fetichismo pela estranheza e não chega a lugar algum. Justamente como muitos cornos, que não têm a coragem de explodir e buscam subterfúgios para dar uma de avestruz e fingir que nada acontece.











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