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	<title>Revista Zé Pereira</title>
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	<description>Blog da Revista Zé Pereira</description>
	<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 09:00:05 +0000</pubDate>
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		<title>Fotodiário celular HK XCVII</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 09:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

		<category><![CDATA[Cenas]]></category>

		<category><![CDATA[FOTODIÁRIO CELULAR HK]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Henrique Koifman

Como este Fotodiário não se cansa de atestar, gosto muito de minha, quer dizer, de nossa cidade. Por isso, quando fui convocado no sábado da semana anterior para mostrá-la a duas jovens visitantes estrangeiras – a filha de uma prima e a amiga dela, ambas israelenses, hospedadas na casa dos meus pais –, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/rebimboca/" target="_blank">Henrique Koifman</a></em></p>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fotodiario-celular-xcvii_14310rd1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8325" title="fotodiario-celular-xcvii_14310rd1" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fotodiario-celular-xcvii_14310rd1-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fotodiario-celular-xcvii_14310rd.jpg"></a></p>
<p>Como este Fotodiário não se cansa de atestar, gosto muito de minha, quer dizer, de nossa cidade. Por isso, quando fui convocado no sábado da semana anterior para mostrá-la a duas jovens visitantes estrangeiras – a filha de uma prima e a amiga dela, ambas israelenses, hospedadas na casa dos meus pais –, aceitei feliz da vida. O “tour” começou depois da sobremesa, o pudim da foto que abre esta edição.</p>
<p>Primeiro subimos até o Mirante Dona Marta, de onde olhamos para a Enseada de Botafogo sob um céu de nuvens densas, mas que não davam sinal da tempestade que viria horas mais tarde. De lá, seguimos para uma volta por Santa Teresa, com parada para café e lojinhas de artesanato. Depois de rodar por vários outros bairros, fomos ver o final da tarde da murada (cheia de pescadores) da Urca.</p>
<p>Foi dali que começamos a ouvir os trovões sobre a cidade. A foto com relâmpagos iluminando as montanhas e o Corcovado foi a última que tirei antes que um pé (tamanho 45) d’água caísse sobre nós. A volta para casa foi epopéica, mas chegamos sãos e secos. No domingo, passando pelo pátio da garagem de nosso edifício, encontrei algumas janelas (despencadas pela chuva?) encostadas no muro.<span id="more-8323"></span></p>
<p>Segunda, na hora do almoço, caminhei até a Casa Pedro da Alfândega e, enquanto aguardava na fila (a loja estava lotada), fotografei alguns dos potes de azeitonas. Pena que não possa registrar aromas com o celular, adoro os de lá. No final da tarde, subi ao terraço do edifício em que trabalho (estamos com uma infiltração no escritório&#8230;) e vi o poente entre as antenas. Já na terça, descendo do ônibus na Beira-mar, gostei do jeitão de instalação de um edifício embrulhado por tela azulada, destacado pelo contraluz. Mais adiante, passando pela Evaristo da Veiga, registrei as fachadas de uma série de sobradinhos que, segundo soube pelo jornal, irão abaixo para dar lugar a um espigão. Na reportagem, uma autoridade municipal afirmava que o projeto já estava aprovado, pois as velhas casas não têm nenhum valor histórico ou arquitetônico. Discordo e acho que pelo menos as suas belas fachadas, quase todas em bom estado, deveriam ser preservadas. No mínimo, são mais bonitas que a provável e desinspirada mistura de vidro, alumínio e mais nada que pretendem colocar em seu lugar.</p>
<p>Na quarta, cedo, fui para São Paulo, onde tinha uma série de entrevistas para fazer. Da janela de um escritório, fotografei um trecho da Marginal Pinheiros, com a bela ponte estaiada. Pouco antes, almoçamos em uma espécie de fast-food tailandês, no shopping próximo. A coleção de lápis com os mais variados temas e bonecos eu encontrei na mesa de uma de minhas entrevistadas, uma engenheira muito gente fina.</p>
<p>Na quinta, de volta ao Centro do Rio, a caminho do almoço, passei pela Travessa Mosqueira, uma daquelas transversais da Lapa que sempre me lembram o Pelourinho baiano e o centro velho de São Luís. Na mesma rua, metros adiante, tentava fotografar uma velha barbearia quando a moça passou na frente. No dia seguinte, atravessando o Beco das cancelas (na verdade, uma travessa entre a Buenos Aires e a Rosário), encontrei um anotador do bicho instalado no vão da porta de um velho sobrado.</p>
<p>O prato de sushis variados foi meu almoço na sexta; o sobradinho estreito (meu preferido) é um dos “marcados para morrer” da Evaristo da Veiga; as duas comissárias passam na frente do apertadíssimo avião que me traria de volta ao Rio no final da tarde (depois de mudança no portão de embarque, atrasos na decolagem e na aterrisagem, falta de ponto de acoplamento disponível do Santos Dumont&#8230;) de quarta. Pelo menos me serviram um picolé.</p>
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		<title>Mal necessário dos infernos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 09:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

		<category><![CDATA[Da redação]]></category>

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		<description><![CDATA[
De boas intenções o Inferno está cheio, nos lembra o Arnaldo Branco em sua coluna desta semana. Mas por burrice ou má fé também se erra. Leia aqui.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/young.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8321" title="young" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/young.jpg" alt="" /></a></p>
<p>De boas intenções o Inferno está cheio, nos lembra o <a href="http://www.oesquema.com.br/mauhumor/" target="_blank">Arnaldo Branco</a> em sua coluna desta semana. Mas por burrice ou má fé também se erra. Leia <a href="http://www.revistazepereira.com.br/boas-intencoes/" target="_self">aqui</a>.</p>
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		<title>Boas intenções</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 09:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[MAL NECESSÁRIO]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Arnaldo Branco
Dizem que de boas intenções o inferno está cheio. Então não deve ser um lugar ruim para morar (como diz a canção do AC/DC), porque aqui em cima o que mais dá é idéia de jerico mesmo. Façamos um tour.
1) Nossa imprensa consegue ser simultaneamente apaixonada pela liberdade de expressão e pelo potencial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Arnaldo Branco</em></p>
<p>Dizem que de boas intenções o inferno está cheio. Então não deve ser um lugar ruim para morar (como diz a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3fWw3El7VHc" target="_blank">canção do AC/DC</a>), porque aqui em cima o que mais dá é idéia de jerico mesmo. Façamos um tour.</p>
<p>1) Nossa imprensa consegue ser simultaneamente apaixonada pela liberdade de expressão e pelo potencial mercadológico da China - e é por isso que livram a cara da ditadura comunista mais sanguinária do mundo em detrimento de Cuba, possuidora dos únicos presos políticos que interessam à Folha de S. Paulo. A estupidez do Lula em dizer que são apenas presos comuns ajudou a mostrar que governo e jornais andam se merecendo.</p>
<p>2) O pós-Oscar mostrou que o (alerta de clichê-tendência para as próximas eleições) clima de Fla x Flu impregnou até uma das bobagens mais fúteis e longevas da indústria do entretenimento - aquele prêmio de que nunca lembramos os ganhadores, só as injustiças históricas. Não sei se o que me espanta mais nesse <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100309/not_imp521408,0.php" target="_blank">artigo do Luiz Bolognesi</a>, roteirista de Bicho de Sete cabeças, é o estilo mosca-na-parede para descrever os bastidores da indicação de Guerra ao Terror ou a transformação de Avatar no Johnny Vai à Guerra desta geração.</p>
<p>3) Está em curso a campanha de demonização de um participante do Big Brother por causa de sua homofobia, que não é tão acentuada quanto grupos do movimento gay querem fazer parecer. Mas digamos que fosse mesmo um caso terminal: como a causa do combate ao preconceito poderia lucrar com um linchamento moral - e de um BBB, como se esse estigma não fosse desmoralização suficiente? Um sujeito só arcar com a responsabilidade da homofobia pátria? Imagino que queiram que ele apanhe na rua para vingar toda biba que já teve o pescoço pisado por um skinhead.</p>
<p>4) O <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/03/09/apos-temporal-paes-renova-convenio-com-medium-da-fundacao-cacique-cobra-coral-916021225.asp" target="_blank">Eduardo Paes renovou o convênio com a Fundação Cobra Coral</a> para livrar o Rio de Janeiro das chuvas, quando claramente devia abrir licitação para contratar outra, depois do fracasso do penúltimo sábado. É isso aí, depois de tentar tirar na marra o povo que vive em área de risco e fracassar, decidiram pedir encarecidamente ao céu para que não mande mais água. Esse tipo de gente sabe com quem pode falar grosso.</p>
<p>Febeapá reloaded.</p>
<a href="http://www.revistazepereira.com.br/boas-intencoes/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a>
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		<title>&#8220;Hoje não!&#8221; é maravilhoso e todo mundo devia comprar e ouvir</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 09:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

		<category><![CDATA[Mural]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
O produtor João Moraes me suplica para que eu escreva que &#8220;Hoje não!&#8221; (Patuléia Produções) é maravilhoso e que todo mundo devia comprar e ouvir e ainda me mandou o CD a título de jabá. Pois bem: &#8220;Hoje não!&#8221; é maravilhoso e todo mundo devia comprar e ouvir - eu juro que não estou escrevendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/509557314_3bd54c46ab1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8310" title="509557314_3bd54c46ab1" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/509557314_3bd54c46ab1.jpg" alt="" width="397" height="298" /></a><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/509557314_3bd54c46ab.jpg"></a></p>
<p>O produtor João Moraes me suplica para que eu escreva que <strong>&#8220;Hoje não!&#8221;</strong> (<a href="http://www.patuleia.com/hojenao/index.php" target="_blank">Patuléia Produções</a>) é maravilhoso e que todo mundo devia comprar e ouvir e ainda me mandou o CD a título de jabá. Pois bem: &#8220;Hoje não!&#8221; é maravilhoso e todo mundo devia comprar e ouvir - eu juro que não estou escrevendo isso porque o cara é meu chapa e <a href="http://www.revistazepereira.com.br/category/blog/grossericatessen/" target="_blank">escreve de graça pra <strong>Zé Pereira</strong></a> ou porque não resisto a um agradinho e ao choro de um marmanjo, ouve essas duas faixas aí:</p>
<p><br />
<em>Real beleza</em></p>
<p><br />
<em>Brasília</em></p>
<p>Juliano Gauche canta e o duo Zebedeu toca canções selecionadas do genial <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-H57xrGE60k&amp;feature=related" target="_blank">Sérgio Sampaio</a>. <a href="ttp://www.myspace.com/tangoseoutrasdelciasdesergiosampaio" target="_blank">Aqui</a> você pode ouvir mais faixas do disco, que está sendo vendido em seu <a href="http://www.hojenao.com.br" target="_blank">site oficial</a>, com frete grátis para todo o Brasil. No <a href="http://www.myspace.com/cdhojenao" target="_blank">MySpace</a> tem promoções e concursos e os vídeos estão no <a href="http://www.youtube.com/cdhojenao?gl=BR&amp;hl=pt" target="_blank">YouTube</a>. Taí o reclame.</p>
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		<title>Platéia</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 09:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

		<category><![CDATA[Desaforismos]]></category>

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		<description><![CDATA[

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/desaforismos1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8234" title="desaforismos1" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/desaforismos1.jpg" alt="" width="354" height="107" /></a></p>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/desaforismo017.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8235" title="desaforismo017" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/desaforismo017.jpg" alt="" width="340" height="565" /></a></p>
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		<title>Pinguela aérea</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 13:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

		<category><![CDATA[Chamando na chincha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Henrique Koifman

Depois de um ano, por aí, sem ir a SP, passei o dia lá ontem, trabalhando. Sol, trânsito relativamente tranquilo (algo incomum, comentado até pelos motoristas dos táxis que peguei). Mas a tal da ponte aérea&#8230; Não sei se é só a TAM – pela qual fui e voltei. Os avião estavam com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Henrique Koifman</em></p>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/foto_hk2987.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8294" title="foto_hk2987" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/foto_hk2987.jpg" alt="" width="397" height="335" /></a></p>
<p>Depois de um ano, por aí, sem ir a SP, passei o dia lá ontem, trabalhando. Sol, trânsito relativamente tranquilo (algo incomum, comentado até pelos motoristas dos táxis que peguei). Mas a tal da ponte aérea&#8230; Não sei se é só a TAM – pela qual fui e voltei. Os avião estavam com aquela configuração &#8220;capacidade máxima&#8221;, aparentemente baseada na ergonomia dos amputados de pernas. Rendeu até piada com o passageiro da poltrona adiante da minha, que inutilmente tentava descer o seu encosto. &#8220;Amigo, infelizmente, os ossos de minhas pernas não são dobráveis&#8221;, avisei depois de três ou quatro marteladas nos joelhos.</p>
<p>Isso e a bregaiada jeca da TAM, metida a simpática e amiga dos passageiros. Passageiros? Foram extintos. Influenciada, na certa, pela Gol, agora ela nos trata a todos de clientes. E tome lá um picolé para apaziguar os ânimos e um documentário sobre o SENSACIONAL carnaval da Bahia tendo a SENSACIONAL Ivette como protagonista. E tome promoção para ver o SENSACIONAL show da Ivette no Carnige Hall (como seriam os tipos que iriam à NY só para ver o SENSACIONAL show da Ivette?). E o surreal voto do comandante para que desfrutemos do vôo.</p>
<p>E tome mensagens quase robotizadas da comissaria seguidas por traduções ditas em rotação 78 e com pronúncia incompreensível. Se é pra falar assim, pra que falar?</p>
<p>Pra variar – coisa que acontece em 8 em cada 7 embarques meus em Congonhas e mesmo em Guarulhos –, o portão de embarque foi mudado depois do checkin, obrigando a todos a zanzarem pelo aeroporto feito turistas gregos em Tóquio. Pra variar o avião saiu com 30 minutos de atraso de SP e chegou com 50 minutos de atraso no Rio. Pra variar não tinha ponte de saída (acho esse negócio de fínger meio proctológico) disponível e o avião parou lá no meio da pista. Pra variar não havia ônibus suficientes para levar os passageiros e ficamos mais 15 minutos dentro do avião&#8230;</p>
<p>A ponte aérea tá parecida com o (nosso) metrô. Que venha o trem-bala (desde que não seja perdida).</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Autópsia</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/autopsia/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 13:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

		<category><![CDATA[ilícito]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Fernando Barreiros
Fui ao estacionamento para fumar. Ainda fazia calor mesmo à noite, fazia você querer andar pelado. Uma música brega anos 90 tocava no bar ao lado, podendo estragar qualquer vontade de ter ouvidos. Resolvi voltar para dentro do prédio, com ar condicionado e um sentimento de distância infinita com o resto do mundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ilicito000111.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8291" title="ilicito000111" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ilicito000111.jpg" alt="" width="354" height="69" /></a></em></p>
<p><em>Por Fernando Barreiros</em></p>
<p>Fui ao estacionamento para fumar. Ainda fazia calor mesmo à noite, fazia você querer andar pelado. Uma música brega anos 90 tocava no bar ao lado, podendo estragar qualquer vontade de ter ouvidos. Resolvi voltar para dentro do prédio, com ar condicionado e um sentimento de distância infinita com o resto do mundo. Andando para minha sala, meus conhecidos me comprimentavam e grande parte deles só fingia que me achava um sujeito legal.<span id="more-8290"></span></p>
<p>Abri a porta e lá estava ela com um olhar que poderia atravessar almas. A única coisa que me separava daqueles lindos peitos era um fino lençol branco. Me aproximei daquela figura pálida e um tanto imponente. O ar calmo que dela se exalava contradizia o vermelho-fogo de seu cabelo. Interroguei aquela fina camada de algodão e ela revelou dois peitos cheios e redondos, adaptados perfeitamente às leis de Newton. Seu quadril era um pouco mais largo, o que talvez a tornasse mais amável, uma bela &#8220;falha&#8221; em seu belo corpo. Desci minha mão pelas suas costas, apertando aquela bunda da qual nunca me esquecerei. Botei meus dedos entre suas pernas e senti aquele cu, pude sentir também uma certa secura na sua buceta. Subi em cima dela e cuspi na minha mão. Seu cabelo cobria sua cara, mas podia ver que ela me olhava com um desejo disfarçado de prazer. Tive de me esforçar um pouco para fazer tudo entrar. A cada vez que metia, sua cabeça quicava, machucando-a, talvez. Meti o dedão naquele cu rosa e apertado. Não sabia se ela iria deixar, então abri suas nádegas com as mãos e cuspi dentro daquele cu. Achei que fosse ser mais difícil, mas entrou tudo de uma vez. Fui fazendo devagar para durar mais.</p>
<p>A temperatura da sala começou a esquentar perceptivelmente. “O ar condicionado deve ter quebrado de novo”, pensei. Estava certo. Achei que fosse voltar ao normal, como sempre, mas não. Sabia o que me esperava em alguns minutos. Sentei na cadeira e acendi um cigarro enquanto ela me encarava. Uma névoa cancerígena se formou dentro da sala, mas como já disse, o que me esperava era muito pior. Voltei para perto do corpo, para perto de sua aura de serenidade e ao mesmo tempo de poder. Puxei sua sabeça para cima pelo cabelo e beijei seus lábios vermelhos e desbotados. Eles tinham o gosto da própria morte. Deixei sua cabeça cair na cama novamente e fui para cima dela de novo. Porra ainda escorria do seu cu quando meti novamente. O calor aumentou ainda mais e o cheiro de putrefação derrotou o cheiro de cigarro. Ainda dentro dela, vomitei em cima de suas costas. Fechei a calça e botei minhas luvas. Limpei o vômito e a porra com o jato d’água e virei-a. Como fiz em suas costas, desci minha mão por entre seus peitos, desenhando por cima de sua longa cicatriz. Cobri a imponente deusa ruiva com sua única posse, o lençol. Empurrei-a para dentro de seu cubículo escuro e morto e lembrei de como isso me fazia sentir bem.</p>
<p>Gostava de estar rodeado de gente, especialmente assim.</p>
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		</item>
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		<title>Penharol II</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/penharol-ii/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

		<category><![CDATA[grossericatessen]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por João Moraes
A janela do meu quarto no terceiro andar do velho prédio em Bonsucesso, onde morei por dez anos, dava para os fundos dos galpões de uma antiga fábrica. Os telhados escuros e empoeirados abrigavam gatos dos mais variados tipos. Magros esguios de orelha fina e pelagem escura com manchas amarelas; parrudos meio cambotas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/grossericatessen21.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8288" title="grossericatessen21" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/grossericatessen21.jpg" alt="" width="354" height="162" /></a></em></p>
<p><em>Por João Moraes</em></p>
<p>A janela do meu quarto no terceiro andar do velho prédio em Bonsucesso, onde morei por dez anos, dava para os fundos dos galpões de uma antiga fábrica. Os telhados escuros e empoeirados abrigavam gatos dos mais variados tipos. Magros esguios de orelha fina e pelagem escura com manchas amarelas; parrudos meio cambotas de rosto redondo de olhos grandes e amarelos; rajados de rabo quebrado e cicatrizes reveladoras de grande volúpia sexual – porque, humanamente, o amor entre os gatos é quase uma guerra -; gatos negros de olhos verdes, altos e majestosos; brancos sorrateiros de olhos bicolores, siameses heterodoxos; e alguns angorazados especialistas em lambedura de pelos. Não faltava gato e nem comida para eles.<span id="more-8287"></span></p>
<p>Um desses telhados encostava na altura da janela do andar debaixo, uns dois metros e meio de meu peitoril. Havia lá uma senhora que alimentava os felinos com toda sorte de acepipes. Restos de almoço, ração, sardinhas e, uma vez, um rato vivo que causou o maior rebu pelos telhados. Gostava de vê-la alimentando os bichanos e chamando a cambada pelos nomes de cada um. Tinha um que ela chamava de Marido. Chamava, o gato vinha. Ela ria um pouco para logo depois esbravejar: &#8220;Marido, marido&#8230; aquele desgraçado&#8230; mas você não, né, você é meu amigo&#8221;. Ela sempre preferia conversar com Marido, mas havia outros. Manda-Chuva, Chamim, Preta e o maior de todos, que ela chamava de Figueiredo, lembrança dos tempos da construção da Vila do João em um mangue aterrado às margens da Avenida Brasil. A favela do mangue virou Vila do João; João Batista Figueiredo.</p>
<p>Eu ficava imaginando que ela já tinha morado lá, afinal era bem perto de Bonsucesso e sua intimidade com ratos vivos denunciava uma convivência tranquila com os roedores. Os gatos não se apinhavam à beira de sua janela quando era a hora da bóia. Imperativa, suas palavras totalitárias davam rumo e prumo aos gatos. Nunca vi ninguém comandar com tanta serenidade e firmeza; nem tampouco vira tropa tão espetacular. À frente de todos perfilava Figueiredo, mas o único que subia na janela dela era Marido.</p>
<p>Peguei nosso gatinho defecador, não sem antes tomar umas duas arranhadas daquele conjunto mortal de unhas inspiradas em alfinetes. Penharol era arisco e devido ao tamanho ínfimo se enfiava em qualquer buraco. Bom estrategista, formado na tradicional escola de guerrilhas felinas, ele atacava furtivo, rápido: arranhava o mais que podia para logo escapar em disparada e se acoitar num covil inalcançável por mão humanas. Penharol era um Sun Tzu do bote certeiro e foi minando nossa paciência, minha e do Zé José, com quem eu dividia o apartamento. Foi minando a paciência e construindo a certeza de que seu lugar não era ali, onde passava os dias inteiros sozinho para sair apenas à noite em caçada aos nossos dedos desavisados.</p>
<p>Peguei a bolinha amarela pelo cangote de modo a me defender de suas retráteis garras de Wolverine e fui até meu quarto sabendo exatamente o que devia fazer. Iniciava a noitinha e a gataiada estava lá estirada no telhado. Havia muitos outros gatos novinhos como o nosso. Sem hesitar, me debrucei um pouco na janela e soltei Penharol rumo ao seu destino de felino pelo mundo dos telhados. A comunidade aceitou sua chegada até com certo tom blasé, mas logo os outros pequeninos estavam rolando com ele na poeira velha encravada nas telhas. Ele era de lá, estava em casa. Logo a janela do apartamento debaixo abriria e de lá a velha senhora batizaria Penharol com um novo nome mais digno e apropriado; lhe ensinaria boas maneiras e respeito à mão que o alimenta.</p>
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		<title>Computador sentimental</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 09:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Star Trek]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Antônio Rogério da Silva
A capacidade de inovação e tratamento dos temas relacionados à inteligência artificial da equipe de roteiristas e produtores de &#8220;Jornada nas estrelas&#8221; pôde ser demonstrada já em &#8220;E as meninas, de que são feitas?&#8221;, que foi ao ar em 20 de outubro de 1966, na primeira temporada da série original. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/tosr053_extra_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8280" title="tosr053_extra_01" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/tosr053_extra_01.jpg" alt="" width="397" height="300" /></a></em></p>
<p><em>Por Antônio Rogério da Silva</em></p>
<p>A capacidade de inovação e tratamento dos temas relacionados à inteligência artificial da equipe de roteiristas e produtores de &#8220;Jornada nas estrelas&#8221; pôde ser demonstrada já em <a href="http://www.revistazepereira.com.br/medo-de-robo/" target="_blank">&#8220;E as meninas, de que são feitas?&#8221;</a>, que foi ao ar em 20 de outubro de 1966, na primeira temporada da série original. Em contrapartida, também se pôde observar o ponto de vista conservador de toda série original quanto à possibilidade das máquinas virem a substituir o trabalho humano e sobretudo suas deliberações nas atividades mais rotineiras. &#8220;Jornada nas estrelas&#8221; acompanha o temor generalizado que as pessoas têm de perderem seus postos de trabalho e serem rebaixados socialmente por um mecanismo avançado de realização de tarefas. Na segunda temporada, o episódio &#8220;O computador supremo&#8221; – com o roteiro de Dorothy C. Fontana (ex-secretária de Gene Roddenberry) e dirigido por John Meredyth Lucas – reforçou o receio da Humanidade ficar obsoleta diante de uma inteligência superior.<span id="more-8279"></span></p>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/station.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8281" title="station" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/station.jpg" alt="" width="397" height="229" /></a></p>
<p>O roteiro segue de perto e antecipa a inspiração terrificante gerada pelo computador HAL 9000 de &#8220;2001: Uma odisseia no espaço&#8221; (1968), de Stanley Kubrick . &#8220;2001&#8243; levou três anos sendo filmado na surdina e sua estreia mundial ocorreu em 2 de abril de 1968, enquanto o episódio do seriado foi rodado em poucos dias e estreou em 8 de março, dizendo em poucos minutos algo que com muita pompa Kubrick pretendia expressar em horas. Mas, além disso, a série traz como ingrediente adicional um tema da ética da compaixão e afins: os sentimentos morais. M5 é o computador de última geração acoplado à Enterprise por intervenção do gênio de informática Dr. Richard Daystrom (William Marshall), criador de todo sistema computacional da Frota Estelar. Em sua versão final, o computador, cujos modelos anteriores fracassaram, recebeu atualizações importantes que o tornaram capaz de pensar e reagir como um ser humano, graças a instruções que simulavam os sentimentos e ideias de seu programador.</p>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cbs_star_trek_053_image_cian.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8282" title="cbs_star_trek_053_image_cian" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cbs_star_trek_053_image_cian.jpg" alt="" width="397" height="206" /></a></p>
<p>Desse modo, M5 passou a cuidar de si e temer por sua sobrevivência, tal como qualquer outro ser vivo. Agora, no controle total da Enterprise, em sua fase de testes finais, o computador deve enfrentar desde uma série de situações rotineiras até o combate com outras naves. Assim, do mesmo modo que HAL, quando se sente ameaçado, M5 não hesita em sacrificar humanos que se ponham em seu caminho. Somente quando se apela para os sentimentos morais partilhados com seu criador é que se consegue deter o comportamento destrutivo do mecanismo. Devido a esse aspecto típico da ética da compaixão, o computador arrependido de seus atos cruéis entrega os pontos e se deixa levar ao “suicídio”, ou castigo mais apropriado. Daystrom esgotado moralmente, já não entendia o que dera de errado com seus planos, pois é um humano ambicioso. Porém o poder de persuasão do discurso ético do Capitão Kirk (William Shatner) põe tudo de volta aos seus lugares.</p>
<p>Quando &#8220;O computador supremo&#8221; foi ao ar, &#8220;Jornada nas estrelas&#8221; já não representava mais a vanguarda da ficção científica. &#8220;2001&#8243; viria criar novos parâmetros para o gênero. Não obstante, a equipe de Roddenberry &amp; Cia. caía de pé, sem deixar de contribuir com o debate sobre os avanços tecnológicos e científicos, ao sugerir a vinculação de conceitos morais – culpa e vergonha, nesse caso – aos da inteligência artificial. HAL e M5 falharam por não seguirem as Leis da Robótica sugeridas por Isaac Asimov, sobretudo a primeira que diz: “um robô não pode fazer mal a um ser humano ou, por omissão permitir que um ser humano sofra algum tipo de mal” [ASIMOV, I. “As Leis da Robótica”, p. 409].</p>
<p>Algum “rigorista” poderia dizer que isso impediria a perfeita simulação da inteligência humana em máquinas. Mas porque diabos alguém construiria um computador que imitasse os mesmo equívocos humanos só para provar que são iguais a nós em tudo? Se a concepção otimista da Asimov tivesse sido considerada, capitão Kirk e grande parte da tripulação teriam de procurar outro emprego para garantir o pão de cada dia. Uma perda para muitos ou férias merecidas para outros.</p>
<p>http://www.youtube.com/watch?v=8a5SMFsAVDc</p>
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		<title>Rádio Zé Pereira: &#8220;Iá!&#8221;, Zémaria</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 15:06:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
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E já que falamos de &#8220;Pimentípoli&#8221;&#8230;
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<p>E já que falamos de &#8220;Pimentípoli&#8221;&#8230;</p>
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		<title>Cachaça do futuro</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
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O Cachaça Cinema Clube de hoje dá um pulinho no porvir e exibe três curtas-metragens de ficção científica brasileiros da recente safra: &#8220;Éternau&#8221; (RS), de Gustavo Jahn e Melissa Dullius, &#8220;Flash Happy Society&#8221; (CE), de Guto Parente, &#8220;Pimentípoli&#8221; (RJ), de Eduardo Souza Lima, e &#8220;Recife frio&#8221; (PE), de Kleber Mendonça Filho. Completando a sessão, fragmentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/eternau2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8204" title="eternau2" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/eternau2.jpg" alt="" width="397" height="317" /></a></p>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/flash-happy-society-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8207" title="flash-happy-society-01" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/flash-happy-society-01.jpg" alt="" width="397" height="221" /></a><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/pimentipolitrailer.flv"></a></p>
<a href="http://www.revistazepereira.com.br/cachaca-do-futuro/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/recife.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8203" title="recife" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/recife.jpg" alt="" width="397" height="223" /></a></p>
<p>O <strong><a href="http://cachacacinemaclube.blogspot.com/" target="_blank">Cachaça Cinema Clube</a></strong> de hoje dá um pulinho no porvir e exibe três curtas-metragens de ficção científica brasileiros da recente safra: &#8220;Éternau&#8221; (RS), de Gustavo Jahn e Melissa Dullius, &#8220;Flash Happy Society&#8221; (CE), de Guto Parente, &#8220;Pimentípoli&#8221; (RJ), de Eduardo Souza Lima, e &#8220;Recife frio&#8221; (PE), de Kleber Mendonça Filho. Completando a sessão, fragmentos de filmes do pioneiro do gênero Georges Méliès, selecionados por Hernani Heffner na Cinemateca do MAM. Depois rola show com <a href="http://www.myspace.com/osvulcanicos" target="_blank">Os Vulcânicos</a> e festa com o DJ H. Ingressos a R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).</p>
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		<title>“É que Recife é um ovo!” ou Lugares queridos – Parte II</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 09:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[bolo de rolo]]></category>

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Por Dandara Palankof
(Provavelmente esta introdução se faz desnecessária, mas minha prolixidade quase que patológica me obriga a dizer que sim, tenho consciência de que o fenômeno a ser descrito logo a seguir acontece em qualquer lugar, afinal de contas somos bichos; mas bichos plurais e, logo, de nichos plurais.)
Sempre mudam, mas sempre há aquelas localidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/boloderolo31.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8273" title="boloderolo31" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/boloderolo31.jpg" alt="" width="354" height="79" /></a></em></p>
<p><em>Por Dandara Palankof</em></p>
<p>(Provavelmente esta introdução se faz desnecessária, mas minha prolixidade quase que patológica me obriga a dizer que sim, tenho consciência de que o fenômeno a ser descrito logo a seguir acontece em qualquer lugar, afinal de contas somos bichos; mas bichos plurais e, logo, de nichos plurais.)</p>
<p>Sempre mudam, mas sempre há aquelas localidades que fazem sua cidade parecer ridiculamente pequena. Um determinado espaço em que, seja lá que dia da semana for, sempre terá quorum e no qual sempre haverá reconhecimento, ainda que vago. Pode ser só um bar, mas geralmente é um coletivo deles que acolhe esta qualidade de agregação pseudo-universal com mais facilidade.</p>
<p>Pense na paulistana R. Augusta se a idéia ainda não ficou bem clara. Como brasiliense de criação, tive não uma rua, mas uma quadra. A 408 Norte, com a inegável vantagem de estar a meio caminho da UnB e do Iesb (uma dessas faculdades que dão certo), foi este meu local-ovo durante boa parte de minha juventude.<span id="more-8272"></span></p>
<p>Os bares foram se alastrando, quase que viralmente, de um prédio ao outro ao longo de um punhado de anos no alinhamento impecavelmente simétrico daquela CLN ou, como diz aquela canção do Little Quail and The Mad Birds, aquela “comercial” (procure CLN e Little Quail no Google, caro gafanhoto, pra descobrir um pouco mais do cartesianismo e do rock n’ roll da capital federal). De botecos sujos a barzinhos da moda, aquele era o último lugar da Terra se o seu desejo era estar incógnito.</p>
<p>Aqui, o lugar que desta maneira se mostrou a mim, cerveja (agora também pra amenizar o calor) e pessoas conhecidas (para, ébria e no espanto de minha aridez, acusá-los de serem excessivamente tropicais), foi o Bairro do Recife Antigo; ele todo, pois ainda que pequenas, são várias as ruas pelas quais se estende a concentração.</p>
<p>A R. Tomazina é hoje dita meio que decadente — apesar disso (ou seria justamente por isso?) é o novo endereço do Garagem, boteco do qual falei há um tempo; a R. da Moeda teve sua emblemática (ainda que não tão bela) estátua de Chico Science destruída e reconstruída. São símbolos de um lugar-ovo que, como a maioria, se pretende eterno, sempre renascendo das próprias cinzas (de cigarro, acompanhada das garrafas de cerveja vazias). O jazz de domingo na Casa da Moeda que o diga.</p>
<p>Mas como tudo se renova, já há um candidato a “novo Recife Antigo” entre as ilhas. Um pouco mais afastado do mar, mas perto do rio. Entre a torre de transmissão da Rede Globo e o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. O bairro, valhe-me Google Maps que ainda sou uma estrangeira desorientada, é Santo Amaro: R. Capitão Lima, ou simplesmente R. do Lima.</p>
<p>Em minhas primeiras vezes na R. do Lima, a candidatura parecia ser fadada ao sucesso: havia poucos estabelecimentos propriamente ditos; que eu me lembre apenas o restaurante Capitão Lima e seu bar-irmão Quintal do Lima. Mas na rua transversal, vários quiosques, suas respectivas mesas, cervejas semi-geladas, petiscos suspeitos e músicas de qualidade duvidosa faziam companhia aos dois lugares “arrumados” e suas mesas que, nos fins de semana, saíam às calçadas. Então, sem aviso, retiraram todo o caos acessório e sentar naquelas mesas parecia extremamente solitário.</p>
<p>Voltei esporadicamente, mas não era a mesma coisa. Com exceção de uma noite em especial no Quintal do Lima (que pode bem ser considerado uma casa de shows e não apenas um bar), faltava a sensação de acolhimento. Tudo parecia muito deserto: as probabilidades de se encontrar alguém ao acaso haviam sido drasticamente reduzidas. O nicho havia morrido antes mesmo de se concretizar como tal.</p>
<p>A última coisa que eu esperava era ser convidada pra uma festa na R. do Lima, no final do ano passado, em um lugar que acabara de ser inaugurado. Me parecia fadado ao esquecimento um novo estabelecimento naquelas cercanias. Previsão completamente errada.</p>
<p>E então o NAVE passou de algumas poucas cadeiras e algumas cervejas pra shows inusitadamente bons, estantes cheias de livros e gibis, e exposições; e o lugar começou a lotar. E de repente havia um outro bar,cujo nome não me recordo por nunca ter entrado lá. E agora há um tal de Espaço Muda, aonde ainda também não entrei, mas cujo nome me lembro porque a propaganda entre os pares já é forte. Pares desses que agora encontro aleatoriamente na renascida R. do Lima. Jeito de nicho, tem; vejamos se dura.</p>
<p><em>Dandara Palankof nasceu em Recife, mas foi criada em Brasília, e na 408 Norte gostava mesmo era do Meu Bar; de volta ao Recife, acha feliz alternar NAVE e Novo Pina.</em></p>
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		<title>Sobredesenho</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 09:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Livro]]></category>

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Hoje tem lançamento de &#8220;Sobrescritos&#8221; (Arquipélago Editorial), novo livro de Sergio Rodrigues, na Livraria da Travessa de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572), às 19h. O autor narra o conto &#8220;Virtual&#8221; sobre desenho animado de Leon Vilhena no vídeo acima.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://www.revistazepereira.com.br/sobredesenho/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a>
<p>Hoje tem lançamento de &#8220;Sobrescritos&#8221; (Arquipélago Editorial), novo livro de <a href="http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/" target="_blank">Sergio Rodrigues</a>, na Livraria da Travessa de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572), às 19h. O autor narra o conto &#8220;Virtual&#8221; sobre desenho animado de Leon Vilhena no vídeo acima.</p>
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		<title>Fotodiário celular HK XCVI</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 09:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[FOTODIÁRIO CELULAR HK]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Henrique Koifman

Na manhã do sábado da semana anterior, peguei um ônibus com o caçula para o Largo do Machado atrás de uma bateria para seu relógio. No caminho, na Conde de Baependi, quase esquina de Tavares Lira, fotografei a barraca (dupla) do camelô que, há muitos anos, vende ali miniaturas de animais. Dinossauros, insetos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/rebimboca/" target="_blank">Henrique Koifman</a></em></p>
<p><a href="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fotodiario-celular-xcvird.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8231" title="fotodiario-celular-xcvird" src="http://www.revistazepereira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fotodiario-celular-xcvird-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a></p>
<p>Na manhã do sábado da semana anterior, peguei um ônibus com o caçula para o Largo do Machado atrás de uma bateria para seu relógio. No caminho, na Conde de Baependi, quase esquina de Tavares Lira, fotografei a barraca (dupla) do camelô que, há muitos anos, vende ali miniaturas de animais. Dinossauros, insetos, bichos de fazenda&#8230; Uma verdadeira arca de Noé. Mais adiante, na Machado de Assis, entramos na loja de um relojoeiro – uma raridade nesses tempos em que, cada vez mais, se substitui as coisas em vez de consertá-las; especialmente relógios, vendidos por trocados em qualquer esquina. Saindo dali, passamos pela feira no Largo do Machado, onde registrei almofadas listradas, combinando o toldo da barraca em que eram vendidas.<span id="more-8230"></span></p>
<p>Já no domingo, em comemoração ao aniversário de minha irmã, fomos assistir ao ótimo “Segredo dos seus olhos”, no Espação. Lá encontrei um boneco que, segundo a identificação, retrata o poeta Mário Quintana (mas que me lembrou mais o compositor Capiba) e bisbilhotei um casal sentado em uma das mesas, em clima e iluminação cinematográficos.</p>
<p>Segunda, chegando ao Centro debaixo de chuva, registrei as pessoas e seus guarda-chuvas na travessia da Rio Branco, em frente ao Odeon. E, já na calçada da Cinelândia, passei por duas moças plastificadas em capas descartáveis. No dia seguinte, também no Centro, caminhando com a namorada pela São José, encontrei o anfiteatro da praça Melvin Jones, construído onde por anos foi o “Buraco do Lume” momentaneamente transformado em lago. Sentado em uma de suas margens, um senhor com suas sacolas me lembrou um pescador. Mas se ali não havia peixes, estes acabaram sendo o nosso almoço um pouco mais adiante, no Hako San da Buenos Aires. Na volta para o escritório, passei por uma casa de “sopapo” sendo construída em plena Carioca, como parte de uma exposição na Caixa.</p>
<p>Já na quarta, ao lado da entrada da estação do metrô, junto ao edifício Av. Central, notei pela primeira vez um conjunto alto de tubos prateados que me lembrou um antigo órgão de igreja. E no jardim da Carioca, flagrei um cachorrinho aproveitando o mormaço sobre a grama. Na quinta, caminhando pela Rio Branco, passei junto a uma original manifestação de bancários, pelo que entendi, em campanha por medidas contra as lesões por esforço repetitivo, mal que aflige a categoria. Mais cedo, atravessando o Largo do Machado, gostei do colorido dos panos pintados, À venda em uma barraca.</p>
<p>Na sexta, de carona a caminho de uma reunião em Niterói, fotografei um trecho da paisagem da ponte. Já de volta ao centro do Rio, na hora do almoço, registrei um pintor que coloria paisagens na Ouvidor. As cores de novelos de linha, criativamente arrumados como se fossem algodão doce em uma vitrine da Sete de Setembro me atraíram pouco depois. Um clima que tinha bastante a ver com o do mafuá armado no Largo do Machado, por onde passei (novamente) no final do dia, a pé, a caminho de casa.</p>
<p>O pudim de leite (dos melhores que conheço) eu comi no Esquimó, na quarta; a caixa de cartolina recheada com jeitão de arte contemporânea engajada era parte do conteúdo de uma caçamba de entulho pela qual passei, na terça, na Laranjeiras; a cobra preta e amarela, linda e venenosa, vi no Instituto Vital Brazil, em Niterói, na sexta.</p>
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		<title>Mal necessário é proteger as crianças</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 14:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Pereira</dc:creator>
		
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Não é de hoje que se fala sobre as mensagens subliminares e deseducativas disseminadas pelos perigosos Walt Disney, Stan Lee e Maurício de Souza. Por isso, esta semana, nosso Arnaldo Branco esbanja erudição, recorrendo a Seinfeld, Cebolinha e Flaubert para mostrar o que é que os quadrinhos não têm.
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<p>Não é de hoje que se fala sobre as mensagens subliminares e deseducativas disseminadas pelos perigosos Walt Disney, Stan Lee e Maurício de Souza. Por isso, esta semana, nosso <a href="http://www.oesquema.com.br/mauhumor/" target="_blank">Arnaldo Branco</a> esbanja erudição, recorrendo a Seinfeld, Cebolinha e Flaubert para mostrar o que é que os quadrinhos <a href="http://www.revistazepereira.com.br/a-seducao-dos-inocentes/" target="_blank">não têm</a>.</p>
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