7 de outubro de 2008
Digestão demorada
BLOG, Cinema, Festival do Rio 2008
SE NADA MAIS DER CERTO
(José Eduardo Belmonte, 2008, Brasil)
Por Arnaldo Branco
Ainda estou digerindo esse filme, um esforço experimental bem interessante do diretor José Eduardo Belmonte (”A Concepção”), mas longo demais até para quem gostou (estou no bonde). Cauã Reymond faz um jornalista endividado que cogita entrar pro crime (total me identifico) quando conhece a traficante andrógina (Caroline Abras) que serve sua mulher barraqueira (Luíza Mariani) junto com um motorista de táxi existencialista (João Miguel). Isso pra comentar o abismo social no Brasil, e tal.
É, é por aí, e se você não gosta de narração fragmentada, improvisos do elenco e da câmera rodando em torno de um ator girando em seu próprio eixo, seminu, na praia, com uma garrafa na mão e de braços abertos para o ar (nem tem essa cena, só estou dando uma idéia), passa reto.
Só deixo esse cartum pra comentar a tentativa de repaginação do currículo desse menino Reynold.
2 comentários para “Digestão demorada”
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7 de outubro de 2008 às 14:38
Mew, comentário mais reaça sobre o garoto. Quer dizer que ele só pode ser uma coisa? Tem que ficar no esteriotipo que vc botou pra ele? Gostei não.
7 de outubro de 2008 às 17:24
Humor, Mayla; Mayla, humor. Agora que vcs foram apresentados: gostei do cara no filme sim.