7 de setembro de 2009
Descuido
Por Arnaldo Branco
Sempre ouvi dizer que a propaganda brasileira é uma das melhores do mundo. Não sei como se verifica isso, se existe alguma pesquisa que comprova a eficácia da peça publicitária através da comparação entre investimento e lucro, estou só vendendo o peixe como comprei. ;D
Semana passada, esta reputação ganhou uma mancha considerável com a divulgação do anúncio da DM9DDB para a organização WWF, comparando a tragédia do tsunami com a do onze de setembro. Não pesquei muito bem a tese - talvez o pessoal da criação esteja querendo insinuar que os terroristas, bem como a natureza, tinham lá suas razões.
Aparentemente, a peça surgiu por geração espontânea, já que as partes envolvidas negaram a encomenda, feitura e aprovação da bagaça. Mas levo fé na ONG, que insiste que a agência agiu sozinha: é uma prática comum fazer campanhas fantasmas para concorrer em Cannes, o que nos leva à conclusão assustadora de que os perpetradores dessa barbaridade achavam que além de maravilhar o mundo ainda iam ganhar prêmio.
Essa falta de noção dos nossos profissionais da área é consequência do fato de os tratarmos não como os homens-sanduíche superfaturados que são, mas como artistas. Aqui publicitários são considerados até filósofos: é só ver o Washington Olivetto tirando onda por ter criado o conceito (sic) do primeiro sutiã impunemente, sem um amigo de verdade para dar um tapão em sua nuca à guisa de Fala Sério.
Outra coisa para se observar no episódio desse brainstorm-catástrofe foi o fato de ter repercutido pouco na imprensa nacional. Sempre que a gente emplaca um figurante em uma produção Z de Hollywood fazemos um carnaval, mas ser eleito a pior pessoa da semana pelo Keith Olbermann não é para qualquer um. Parabéns Sérgio Valente!
E uma bonus track. Este anúncio também passou incólume por quem sabe quantas reuniões para acertar o, bem, conceito. Quem disse que no mundo dos negócios não tem gente inocente?
30 comentários para “Descuido”
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7 de setembro de 2009 às 11:44
[...] Reza a lenda que a propaganda brasileira - assim como a TV - está entre as melhores do mundo. Pode até ser, mas o excesso de criatividade de nossos profissionais levaram a agência DM9DDB a pagar um king kong de escala planetária com o reclame que fez para a WWF. O fato quase não repercutiu por aqui, mas Arnaldo Branco o traz à baila em sua coluna desta semana. Leia aqui. [...]
7 de setembro de 2009 às 12:07
Quando comecei em publicidade, já se vão 20 anos, os comerciais eram realizados de forma mais romântica, sem pesquisa, no feeling e com um glamour limitado.
Não haviam faculdades para se formar “publicitário”. Na maioria eram escritores, artistas plásticos, músicos, que arrumavam o emprego como bico e por ali iam ficando.
Depois veio o glamour, os prêmios, a exposição, o publicitário pop star, mais prêmios, mais glamour, mídia sobre prêmios, etc…
Aí a galera perdeu o norte.
Lembro que eu falava para meus estagiários que o publicitário para ser um bom criador tinha que ter criatividade (óbvio), técnica e bom senso (hoje as vezes substituído pelas pesquisas).
Mas este último se perdeu da galera faz tempo.
Este filme é apenas um dos comerciais, da coleção de coisas sem noção, que já vi e ouvi na publicidade.
Ah, e foram muitas.
Ontem mesmo ouvindo um spot que anunciava um prêmio publicitário, pensei: a publicidade virou produto dela mesmo. Ou seja, pra que vender?
Melhor é se vender.
Principalmente num mercado em crise e com seu formato (anúncio de TVS, jornais e afins) beirando a falência.
Quer vender hoje? O buraco é muito mais embaixo. Por isso, tem uma máxima no mercado que “chocar” é um caminho. Besteira e das grossas.
Ou, por não saber para onde ir, as pessoas seguem uma padronização que faz com que TODOS os comercias de cerveja sejam iguais, de banco ídem, ou o pior, passa o comercial e vc se pergunta: qual o produto mesmo?
O consumidor hoje é outro e os “publicitários” não se tocaram ainda disso.
Não se sabe falar com classe C e D.
Por isso o mercado do Rio praticamente acabou, ficando relegado a contas de varejo.
Enfim, este comercial do WWF acaba chamando a atenção, não por insinuar uma catástrofe ou ser chocante. Mas apenas por ser bobo.
ps.: Não sei se reparou, mas Carlos Diegues do comercial é o Caca Diegues.
7 de setembro de 2009 às 14:06
Bom, não sou nenhuma profissional. Não sou publicitária, não fiz nem estou fazendo qualquer curso de publicidade ou comunicação. Sou apenas uma estudante de ensino médio que teve 1 semestre de introdução ao marketing.
Mas até eu sei que o spot da WWF é uma bomba: causa impacto, mas por motivos completamente errados. É de mal gosto, ruim mesmo.
E o pior é que não está sozinho, a coisa mais fácil de encontrar em qualquer mídia é peça publicitária medíocre - ou ruim.
E este anúncio das raspadinhas é uma prova do descaso com que a publicidade vem sendo tratada no Brasil, como se o mais importante fosse fosse chocar ou simplesmente fazer as pessoas rirem, como se o verdadeiro propósito da publicidade não importasse mais.
A publicidade, hoje, existe para vender publicidade, e não para vender produtos. Talvez este seja um anúncio do início do fim de uma era para a publicidade.
7 de setembro de 2009 às 15:43
Não vi absolutamente nada demais no tal comercial da DM9DDB.
O que será que ofendeu a delicada sensibilidade das pessoas? Terem insinuado que já aconteceram, acontecem e sempre acontecerão tragédias (reparem que não digo que não foi uma tragédia) maiores do que a do WTC? Que o 11 de setembro não foi a pior tragédia da história da humanidade (seja em números ou - e principalmente - simplesmente por ter acontecido nos EUA)? Ou o que choca é a própria sugestão de adotarmos uma escala que gradua tragédias em “maiores” e “menores”?
Bom, se tal escala não existe (ou é moralmente inaceitável - oh!), se todas as tragédias são iguais, também não faz sentido ficar remoendo isso, certo? Chegamos, então, à inversão da escala que é o nivelamento de todas por baixo, não é?
Não nego os “problemas” da publicidade brasileira que são apontados (como se eu estivesse cagando uma grama que fosse pra isso), mas se o caso é que é usar o tal comercial como pretexto para se falar de outra coisa e destilar rancores, é só assumir isso que pra mim tá tudo bem.
7 de setembro de 2009 às 19:45
Na moral, só dizemos que uma propaganda é boa mesmo, quando ela nos faz rir, então a missão da publicidade está em fazer piadinhas…
Esse video do costinha é sensacional!!!
7 de setembro de 2009 às 22:05
Ae Arnaldo depois de discutir o novo humor inteligente tua coluna agora é espaço para parolar sobre o mercado carioca ou o descaso em relação à publicidade no Brasil. Sonhos se realizam afinal.
7 de setembro de 2009 às 22:08
Concordo em grande parte com que você disse, Arnaldo, mas discordo em colocar o Washington Olivetto no mesmo rol das pessoas que defendem peças fantasmas. Isso foi um erro. Olivetto é um ferrenho combatente dessa prática e várias vezes se colocou, em artigos em revistas como você mesmo pode averiguar lendo o livro dele “Os pióres textos de Washington Olivetto”. E tem mais. Reduzir, como você fez, o trabalho dele, citando a criação do conceito do sutiã como algo menor foi outro erro muito grande. Conhecendo um pouco de história publicitária, vemos que essa campanha foi e continua sendo uma referência para quem trabalha com propaganda. Um conceito que, se você usar de boa vontade, verá que faz parte do repetório de expressões de milhões de brasileiros. O que, e apelo novamente para o seu bom-senso, não é pouca coisa.
De resto, adorei o seu artigo, apesar dessa pequena falha, que mostrou um certo rancor contra os publitários, está corretíssimo com relação aos anúncios fantasmas.
9 de setembro de 2009 às 9:31
[...] A coluna da Zé Pereira da semana: Descuido. [...]
9 de setembro de 2009 às 12:43
também não vi nada demais no anúncio da DM9. Acho que ele inclusive reconhece o quanto foi horrível o 11/09. acho que a mensagem é apenas “está vendo essa merda? pois é, pode ser pior.” só isso. ok, não é nada genial, mas também não é pra essa celeuma toda. o problema, pra mim, é que a peça se propõe a chocar e, na real, não choca. só quem se choca mesmo são os americanos que, assim como os judeus em relação ao holocausto, acham que qualquer um que fale de suas mazelas deve tratá-las como a mais cruel de todos os tempos. e não vou entrar aqui na questão de existir ou não uma tabela de gradação de tragédias, apenas ressalto que quanto mais gente morre, pior e nisso acho que todos concordamos. a campanha da DM9 é apenas mal sucedida, só isso. agora, usá-la como gancho pra uma discussão sobre os rumos, a ética e o status da publicidade e blá blá blá foi uma bela forçação de barra.
9 de setembro de 2009 às 14:52
Sensacional, A.B.
10 de setembro de 2009 às 12:32
O comercial quer dizer que o tsunami matou muito mais gente que os atentados às torres. E que pro mundo cuidar mais do ambiente do que dos terroristas porque as consequências são maiores.
Nada demais, mas tocou na ferida dos americanos.
10 de setembro de 2009 às 12:34
Eu gostei da propaganda. Não sei pq o quiprocó. Não enalteceram os ataques, não incetivaram, não zoaram nem nada.
Só mandaram um “se preocuparam com esta tragédia, quiseram ver as causas e resolver, mas ignoram outra muito pior e q pode se repetir”.
Chato explicar o óbvio.
10 de setembro de 2009 às 21:16
Considerando que o WWF é financiada por grandes conglomerados poluidores, devem ter até ficado contentinhos pela repercução pífia.
10 de setembro de 2009 às 23:48
Que bacana a conclusão geral: a repercussão negativa é que é a vilã da história. Achava que a propaganda era a arte de agradar o público.
Parece cineasta brasileiro, que justifica o fracasso culpando a platéia…
http://www.youtube.com/watch?v=Go_VtqtxCHY
11 de setembro de 2009 às 2:27
O que você chama de repercussão negativa é o chilique de alguns setores da opinião pública americana e mais alguns avulsos sedentos de gancho para escrever resenha - como você. a arte da propaganda não é necessariamente agradar ao público, pode ser só vender uma ideia (mesmo sem agradar)e acho que esse vendeu a dele. estamos aqui falando da bagaça e muita gente no mundo já falou. parece que passaram a mensagem. quanto a ser de bom gosto,aí já é outra história, mas me parece que já seria exigir demais de “homens-sanduíche superfaturados”, não?
11 de setembro de 2009 às 10:38
Concordo em gênero número e grau com o Hugo. Neguim só tá fazendo esse mimimi todo em cima desse anúncio porque mexeu com os americanos. Se fosse algo satirizando os muçulmanos, não iria ter toda essa repercussão no mundo ocidental (só no mundo árabe, mas aí quem protestasse iria ganhar logo o título de “Fanático”).
É igual tá acontecendo com o Oliver Stone. Não sou fã do cara (odiei o que ele fez com o roteiro do Tarantino em “Assassinos por Natureza”), mas acho que neguim só tá descendo a lenha nele nos EUA (e alguns cocorocas no Brasil) porque ele fez um filme sobre o Chavez. A América é um país de botafoguenses.
11 de setembro de 2009 às 10:39
“arte da propaganda”? ha, ha, ha, os caras acham que são artistas!
essa é boa, queria saber o que os clientes pensam disso. será que eles acham que são mecenas?
11 de setembro de 2009 às 10:44
daqui a pouco estão comparando o encarte dominical da casa & vídeo com a mona lisa!
11 de setembro de 2009 às 18:28
o globo online pegou o bonde andando bonito. na chamada ainda chama de “campanha da wwf”.
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/09/04/comercial-da-ddb-brasil-para-wwf-mostra-manhattan-sendo-atacada-por-diversos-avioes-767469788.asp
12 de setembro de 2009 às 18:37
A julgar pelos comentários aqui, eu sinceramente estou me sentindo muito deslocado do mundo dos “com-noção”: achei essa propaganda muito boa. Acho que fala a verdade e cumpre seu papel. Os publicitários quiseram dizer que o 11/09 foi um golpe de retaliação, que o Tsunami também foi, mas muito maior. Há alguma barbaridade em dizer isso? E depois, tem gente que achou a camapnha ruim porque ela não é uma obra-de-arte. Mas tinha que ser? Nessa profissão os caras têm que ser geniais todos os dias? Conclusão: pra mim, é um vídeo muito bom, objetivo, que cumpre seu papel e pronto. A única coisa que me incomoda é o nome da agência, essa tal de DMBDMMDBDMDMDM99DDDDB…
12 de setembro de 2009 às 20:24
Vejam essa campanha aqui:
http://www.sbu.org.br/indexGeral.php?do=imprensa&sub=7&pagina=1&dado_id=86
14 de setembro de 2009 às 7:33
Só por que é com os americanos? Conheço uns cartunistas dinamarqueses que discordariam…
15 de setembro de 2009 às 10:20
A peça é mesmo uma merda, porra.
Conheço pelo menos umas 5 pessoas que fizeram esse paralelo entre o 11/9 e o Tsunami em mesas de bar ainda nos últimos 3 dias de 2004. Os caras esperam 5 anos para criar essa obra aí com um argumento pra lá de imbecil e ainda acham que vão ganhar Cannes?
Pior são os defensores…como diria um certo Arnaldo: quando vc fala mal de uma profissão, os bons calam porque sabem que são exceção. Já os medíocres defendem em bloco.
16 de setembro de 2009 às 13:11
Olha, não sou publicitário, mas repito que não achei a peça tão ruim como dizem. Não é original, mas também não é esse fim do mundo. Do jeito que falam, parece que a peça está para a publicidade como um erro médico está para a medicina.
Não concordo com o Lazarento quando ele diz que se a questão fosse com os muçulmanos a coisa não daria pano pra manga. Daria sim. Os muçulmanos são tão etnocêntricos quanto os judeus e os americanos para acharem que o resto do mundo deve encarar seus tabus culturais através de uma visão única presente numa cartilha cujas regras ELES definem. E o mundo ocidental compra essa ideia, já que instaura essa cultura asséptica do “não ponha o dedo na ferida”, seja de quem for. Assim, quando alguém desrespeita a cartilha e “põe o dedo na ferida”, a patrulha imediatmente apita e tudo automaticamente passa a ser de mau gosto. A questão aqui é exatamente esta: tratar como má repercussão do anúncio o chilique de alguns setores da opinião pública americana e de outros que compram a birra porque não têm peito de sustentar a opinião oposta, (ou, ainda, os que precisam de um gancho para uma resenha que trate da ética na publicidade, status artístico do publicitário e etc.) Pra mim, o que o anúncio diz é que o tsunami matou mais que o 11 de setembro, representa uma força da natureza e, portanto, é muito mais poderosa, por mais que isto ofenda os americanos. Ideia clara, direta, mensagem entregue. É claro que depois que formadores de opinião descem a lenha não há ONG ou agência que reconheça a paternidade da criança, mas isso são outros quinhentos. E é claro, também, que, depois que o Arnaldo Branco fala, usa as palavras dele quem não tem as próprias. Aliás, LC, reduzir a questão a uma mera pendenga de classe é a típica saída evasiva de quem não tem fosfato suficiente para lidar com a discordância. Quando você tiver algum argumento menos cretino do que “meu amigos do bar tiveram a ideia primeiro”, se manifeste. Ou então peça pro Arnaldo Branco redigir o comentário pra você, que é mais honesto.
16 de setembro de 2009 às 17:00
Não ia nem responder porque não queria requentar polêmica mal passada.
Mas a minha opinião sobre a peça é a mesma da AD AGE que considerou o trabalho fraco conceitualmente “Our planet is brutally powerfull. Respect it.”
Aliás, eles ainda disseram que os responsáveis pela peça eram cientificamente idiotas porque não há nenhuma relação entre o Tsunami e a preservação ambiental.
Aliás, se os caras que criaram a peça tivessem raciocinado além da sacada de mesa de bar , de fazer pilhéria com desastres, teriam chegado a essa constatação antes. Mas o teu raciocínio é interessante: se a ideia é boa e o público aplaude, loas ao artista. Se a obra é uma merda e o público se ofende, culpa do público néscio que não entendeu a mensagem. Aliás, como bem captou o Arnaldo, a peça aqui foi tão irrelavante que passou em brancas nuvens, em Cannes também, por que será que não passou despercebida lá nos States, hein?
Quanto ao texto do Arnaldo, pra entender melhor esse aí de cima, talvez seja melhor ler o atual que dá dicas de como entender um texto de humor. Na boa, acho que pode te fazer bem, cara.
Um abraço.
16 de setembro de 2009 às 21:38
1) Bom, mais uma vez, LC, você dá sinais claros de não ser capaz de pensar com a própria cabeça. Então, quer dizer que, se a AD AGE falar, vc endossa o cheque sem ler o valor? “Ah, a AD AGE acha o comercial conceitualmente fraco? Também odeio!” Qual é sua? Aluga cérebro alheio por hora? Volte nove posições até fase da distribuição de cérebros próprios, provavelmente no saco do teu pai.
2) Não seja afoito. Não sei o cérebro de quem você estava usando quando entendeu que no comercial fala-se que há relação entre o Tsunami e a preservação ambiental. O que se diz na peça é que o tsunami é um EXEMPLO da força natureza, incontrolável e extremamente poderosa. Volte vinte casas para a aula de interpretação de texto, no ensino fundamental.
3) Não sei onde você viu pilhéria no comercial. Ele, aliás, é bem sério. Não vi piada alguma. Vou repetir: com exceção de setores da opinião pública norte-americana, babacas sem firmeza para sustentar opiniões próprias (como você) e gente que já está doida para descer a lenha em publicitários (como o Arnaldo Branco), ninguém mais se ofendeu. Aliás, não seja patrulheiro do que pode ou não ser piada, seu carolinha escroto. Você não saberia diferenciar uma piada de uma simples metáfora visual nem se as duas viessem com tutorial.
4) Quanto à sua lamentavelmente patética tentativa de me impingir a acusação de estar dizendo que o público é que é burro e não entendeu (outro raciocínio do Arnaldo Branco que você está usando equivocadamente), não vou nem perder tempo, simplesmente porque eu disse exatamente o contrário. Acho que o público ENTENDEU perfeitamente o anúncio. Eu acho que VOCÊ é que não entendeu.
5) A peça não passou despercebida nos States porque eles, assim como muitos babacas por aqui, adoram patrulhar.
6) Agora, agradeço mais uma vez por tentar usar algum texto do Arnaldo Branco para expressar o que você não consegue. Fico imaginando aqui: uma gostosinha chega pra você e diz “vamos fazer um 69”, aí você responde “69? Queísso? Peraí, que vou ver se está em algum artigo do Arnaldo Branco…” Sinceramente, queridão, você devia ter deixado ele responder no teu lugar.
abraço
18 de setembro de 2009 às 15:37
Essa da WWF eu tô por fora. Mas basta ligar a tv por dez minutos para ter noção da coisa.
Outro dia assisti abismado uma propaganda em que uns sujeitos sobem até a boca de um vulcão. Chegando lá, despejam toneladas de milho na lava. Obviamente, os milhos pipocam e descem como neve em um pacato vilarejo italiano. Nisso, um menino grita “Pipoca!”(em italiano). As pipocas se acumulam em ruelas do vilarejo…Enfim, é de um lirismo…
E tudo isso pra vender um carro. Daí você se lembra que os caras que subiram até o vulcão, não teriam conseguido levar tanto milho se não tivessem um carro. Um carro feito para…subir vulcões e transportar milho.
Sim, ótimo, é exatamente o que preciso.
18 de setembro de 2009 às 15:52
Acabei de ver no youtube. Grandes merdas. Forçaram a barra legal. Tá mais pra propaganda da WTF do que da WWF.
19 de setembro de 2009 às 9:05
Q ess o kra fes 1 comment > q o post :O
19 de outubro de 2009 às 18:27
Caráleo! Já conhecia a peça, mas não sabia desse vídeo World´s Worst. Que foda, sensacional.