16 de novembro de 2009
Deixem o erotismo em paz
Por Arnaldo Branco
Saiu a Playboy da Fernanda Young, que muitas amigas e conhecidas acharam que ficou linda. Você sabe o que isso quer dizer.
É engraçado ver as mulheres reclamando de como os homens são essencialmente animais superficiais, mas quando eles reagem negativamente a uma mulher que não é de se jogar fora, mas que é insuportável ao abrir a boca, estranham. Quem disse que não levamos em consideração o que as playmates pensam?
Mês passado, FY escreveu uma lista com dez motivos que a levaram a aceitar o convite para posar nua. Não consigo respeitar enredo masturbatório que vem com manual de instrução, mas nem é esse o problema. O lance é que se a sujeita está querendo transgredir, como afirmou no texto, escolheu o jeito (e o perído histórico) errado.
A nudez da mulher não passa nenhuma mensagem para o cérebro masculino além de “e aí, comeria?” Se o corpo nu não estiver muito prejudicado pelos maus-tratos, pela ação do tempo ou em um manual de medicina legal, a resposta geralmente é “sim”. Fernanda acredita mesmo que está salvando o erotismo - mas em algum nível estético-fashionista que, infelizmente, nossa psiquê não processa.
Anos de manifestações de gente sem roupa por causas tão díspares como a depelação dos arminhos e contra a exploração da nudez (sério) banalizaram seu uso político. Nossa suicide girl retardatária perdeu uma bela chance de fazer uma sex tape autorizada, recurso nem tão raro, mas que ainda guarda mais poder de impacto.
50 comentários para “Deixem o erotismo em paz”
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16 de novembro de 2009 às 15:15
Para quê salvar o erotismo se existe o http://www.kindgirls.com ?
16 de novembro de 2009 às 15:17
[...] Revista Zé Pereira» Arquivo do Blog » Deixem o erotismo em paz http://www.revistazepereira.com.br/deixem-o-erotismo-em-paz – view page – cached Saiu a Playboy da Fernanda Young, que muitas amigas e conhecidas acharam que ficou linda. Você sabe o que isso quer dizer. [...]
16 de novembro de 2009 às 15:23
[...] Quem fode com cérebro é meningite, nos lembra a velha máxima. Para o Arnaldo Branco, a Fernanda Young parece ter se esquecido dela quando resolveu tirar a roupa pra “Playboy”. Leia aqui. [...]
16 de novembro de 2009 às 15:57
Como representante da tchurma dos cromossomos XX eu tenho que dizer que concordo. Uma mulher inteligente consegue apreciar as diferenças dos mecanismos que geram tesão em homens e mulheres. O fato de que a nossa amiga Fernanda Jovem não conseguiu entender isso prova, mais uma vez, que ela não é tão esperta quanto pensa.
16 de novembro de 2009 às 16:25
ninguém fica menos inteligente por tirar a roupa e pousar pra palyboy. O problema é achar que nós vamos ser menos inteligentes de acreditar que isso não é nem ora parecer gostosa nem pra ganhar uma grana. Tomarnocú, FY!
16 de novembro de 2009 às 16:41
Tatuagens moderninhas, cabeça antiga. Essa conversa de transgressão parace desculpa de quem não quer ser mulher-objeto, mas não resiste ao convite da Abril para ser o objeto de desejo de um monte de marmanjos, igualzinha a qualquer ex-BBB. Ou melhor, quase, porque todas essas dão de mil a zero na gótica mal comida. Pior que a mal disfaçada vaidade de perua, foi a pretensão.
16 de novembro de 2009 às 22:41
realmente, se fosse uma sex tape autorizada eu até compraria um livro dela.
17 de novembro de 2009 às 10:36
Meu querido, aposto que você está certo no raciocínio que desenvolveu, mas também tenho certeza que a FY não quis salvar o erotismo visto pelos olhos dos machos reprodutores que coçam o saco e salivam quando as gostosas passam na rua com a calça jeans enfiada no rego.
FY também não quis fazer um ensaio pseudo-intelectual, pois, como ela mesmo disse, isso não existe. ensaio de nu na playboy é simplesmente um ensaio de nu na playboy.
O grande problema das pessoas em relação a FY é que, veja bem, a mulher fala muito, e fala pra muita gente. E aí as pessoas pegam um fragmento disso e acham que podem fazer um artigo, um ensaio, um post num blog e discutir. A gente discute o que domina, senão é bastante covardia, eu acho.
Por fim, eu como mulher comum, adorei ver FY nua, e, pra mim, seu ensaio realmente me serve como uma tentativa de trazer à tona um outro tipo de erotismo: aquele que a gente aprecia e até se vê ali, aquele que tem um contexto e que chama atenção por isso.
Nesse ponto, FY arrasou.
Inteligência é afrodisíaco, mesmo.
17 de novembro de 2009 às 13:45
Engraçado ela falar pra muita gente e ignorar os machos salivadores. Talvez ela prefira os metrossexuais ou os hipsters, sei lá. De qualquer maneira, nenhum desafio em pregar para os convertidos.
Da inteligência da FY, ainda estou esperando uma demonstração.
17 de novembro de 2009 às 16:47
[...] Minha coluna Mal Necessário da semana: Deixem o erotismo em paz. [...]
17 de novembro de 2009 às 18:03
Acho que não tem problema nenhum em posar nua sendo intelectual - se você cobiça, além da atenção intelectual, a atenção sexual das pessoas. O problema com a Fernanda Young é que ela não é nem muito inteligente nem muito gostosa; então resta apenas o mico.
Gosto d’Os Normais, mas aquilo é a cara do que o Alexandre Machado fazia no Planeta Diário. Tem um livro da FY que acho bom, “A sombra das vossas asas” - só que li outros dois, o resto espiei na livraria, e achei um lixo. Quanto à beleza, meus óculos estão com o grau certinho, revisei ainda outro dia, e pff.
17 de novembro de 2009 às 18:09
“O problema com a Fernanda Young é que ela não é nem muito inteligente nem muito gostosa; então resta apenas o mico”. Perfeito.
17 de novembro de 2009 às 19:02
Arnaldo, eu não vejo onde FY ignora os machos salivadores. Veja bem, ela é casada, não tá tentando arranjar uma foda com essas fotos, né? Mas pelo menos ela tentou falar pra mais gente e, nesse ponto, querendo ou não, ela conseguiu. Conheço muitas mulheres que pela primeira vez na vida compraram uma playboy (eu estou inclusa). Vi viado, pitboy, dona de casa, estudante de fotografia…
Foi bem sucedida no que ela propôs.
E aí tem um outro detalhe: inteligência é uma coisa meio relativa, cada admira alguém por um motivo em especial. Eu acho FY uma mulher inteligente dentro do seu universo. Ela é articulada, se sai bem em quase tudo o que se aventura a fazer: livros, roteiros pra tv, cinema, apresentação de programas. Não vou discutir a qualidade da literatura da FY como a nossa amiga Simone pobremente tentou. FY é um lixo comparado a, sei lá, Dostoievski. FY é incrível comparada ao Sidney Sheldon.
Então eu não entendo pq as pessoas estão falando tanto de uma coisa tão normal… Se a mulher tem 8 livros publicados e quer tirar a roupa, qual é o problema? Essas mulheres frutas não sabem nem montar uma sentença com começo meio e fim coerentes e também estão tirando a roupa.
O belo é relativo e a maior graça de todas é justamente poder ter como escolher. Pra mim, mulheres com coxas de cavalo e alaranjadas de tanto bronzeamento artificial me dão um nojinho. FY me dá tesão. Você não concorda? Ótimo. Viva as diferenças. Mas todo mundo tem que ter a chance de celebrar isso, não?
17 de novembro de 2009 às 19:03
E outra coisa: homem que tem nojinho de pentelho (crítica recorrente que eu andei lendo em vários lugares) pra mim não é homem de verdade.
17 de novembro de 2009 às 19:25
Sobre arranjar uma foda, sei lá, mas ela mesmo declarou que queria mostrar pra três babacas o que foi que eles perderam. Eu mandava as fotos pros caras por email e deixava o resto do mundo de fora da vingança.
Nada contra o tipo físico ou pêlos ou sei lá que nudez diferente ela esteja representando. Acho bobagem ficar botando ex-BBBs pra baixo por um suposto pioneirismo - as Suicide Girls fizeram primeiro, e fizeram melhor.
“Você não concorda? Ótimo”. Então pra que esse tratado duas vezes maior que a minha coluna? Jeez.
17 de novembro de 2009 às 22:38
Porra,Arnaldo, desde quando o q uma mulher fala ou deixa de falar tem influência sobre a ereção de um homem? Por mim ela poderia até declamar um artigo teu durante a foda que eu não desanimava.
Vc támuito bundão.
E nada melhor doq foder uma mulher escrota.
18 de novembro de 2009 às 8:55
OK, me dá o telefone da sua mãe.
18 de novembro de 2009 às 9:49
Arnaldo,
O ensaio tá maneiro…… vc não comia não, fala sério?
How easy….
Mas acho engraçado a sua implicância com ela…..gera bons textos…..
18 de novembro de 2009 às 10:43
Concordo com o Pedro. Imagino que deve ser isso que acontece quando um cara vai ficando velho. Ele começa a precisar de mais e mais desculpas para seus problemas de disfunção erétil.
18 de novembro de 2009 às 10:57
eu sempre achei a Fernanda gostosa eu pegava sem problema ( nunca li, ivro nem o programa eu vejo, coisas de quem não tem tv paga), e bom a Playboy democratizar as suas modelos, qual a ultima vez que uma negra foi capa da playboy?, acho que padronizar mulher e brochante todas são bem vindas, esses dias eu vi e escutei enojado um cara fazer um comentario tipo ” pensei que ela fosse travesti, pois estava muito enfeitada”, meu Deus mulher não pode mais ser mulher, senão e confundida com travesti, aonde chegamos
18 de novembro de 2009 às 11:15
Pra vc fazer um artigo ridicularizando a coitadinha?
18 de novembro de 2009 às 12:02
“Pra vc fazer um artigo ridicularizando a coitadinha?”
Inveja, né. O ensaio é perfeito! Fernanda destroçando paradigmas, como sempre
18 de novembro de 2009 às 12:04
Sublinhem ai no texto a parte que falei mal das fotos ou do corpo da mina - ou vcs curtiram demais o texto das justificativas e acreditam que a Playboy da FY mudou a forma de apreciação da mulher pelo homem? Se quiserem colo de novo a coluna nos comentários.
Ah, Rodolfo, my biatch. Fique a vontade para voltar sempre.
18 de novembro de 2009 às 12:06
“Fernanda destroçando paradigmas, como sempre”
Good luck with that, Fernanda.
18 de novembro de 2009 às 12:27
Porra!! Até que enfim, Arnaldo. Tava esperando uma coluna sem reclamação.
A playboy ficou uma merda mesmo. Mas eu como, por que não posso comer. Se pudesse não comeria, pegou, malocada?
Só pra constar: tem neguinho aí em cima pedindo cota pra negro, ops, afrodescendente, na capa da playboy.
Fuckoff!
18 de novembro de 2009 às 12:48
Bom, garanto a você, Arnaldinho, meu pavãozinho ditador, que voltarei sempre. Isso se esta frase aqui já não estiver censurada (como você fez lá no seu blog quando expus uma opinião contrária à sua).
E, seguinte: acho que você não entendeu nada. Ninguém tá nem aí pro que a Fernanda Young escreveu ou deixou de escrever, além de você. Pelada, ela faz todas as idiotices que falou e escreveu ficarem em segundo plano, assim como as suas.
18 de novembro de 2009 às 13:03
“Quem disse que não levamos em consideração o que as playmates pensam?”
Naldinho, C eu fosse uma playmate…..e estivesse pelada na tua frente… vc me comia ou entraríamos em um profundo processo dialético?
18 de novembro de 2009 às 13:09
Well, eu acho que o erotismo vinha bem antes da Playboy da Fernanda Young, mas pelo jeito não dá para contestar a diva de vcs.
18 de novembro de 2009 às 13:14
mimimi
18 de novembro de 2009 às 13:17
repetindo: ninguém se importa em saber quando surgiu o erotismo (segundo a FY ou você). o que importa é que ela tá pelada e é gostosa. o bom e velho frank zappa já dizia que “escrever sobre música é como dançar arquitetura”. acho que teorizar sobre erotismo é a mesma coisa. nesse ponto, você e a Fernanda Young são idiotas de mãos dadas.
18 de novembro de 2009 às 13:24
Muitos F5s pra quem não se importa - pelo menos eu recebo pra isso…
18 de novembro de 2009 às 13:29
pra parecer um idiota?
18 de novembro de 2009 às 13:37
engraçado, o cara lança um texto sofrível, com uma pauta forçada, a parada não emplaca, aí quando as pessoas falam na cara, o infeliz responde “pô, mas eu ganho pra isso…” pô, meu camarada, eu só lamento. torço para que você consiga algo melhor.
18 de novembro de 2009 às 13:54
“FY é incrível comparada ao Sidney Sheldon.”
Aí é pra acabar, hein. Mas relatividade é isso aí… pro ruim ou pro pior.
Interessante que essa é a mesma tática da Fernanda Younga. Ela não é escritora? Porque não se compara com, sei lá, Clarice Lispector, ao invés de participar de rinha com ex-BBB?
De certo porque são da mesma categoria dela quando escrevem. hehehe
18 de novembro de 2009 às 15:14
É só uma caixa de comentários, caras, não é a Arena de Mad Max III. Relax.
18 de novembro de 2009 às 15:28
“Fernanda destroçando paradigmas, como sempre” –> Porra isso foi muito exagerado! A FY não é o pior dos mundos, a playboy já publicou hortência, mas porra! destroçando paradigmas, é foda… Assim, ela rende uma punheta, com certeza, mas quando se pensa em retrospecto, na maioria das mulheres que já levei pra cama isso não serve como um critério muito bom para salvação de erotismo nenhum. “Destroçando paradigmas”, só se forem os do bom gosto.
Esse ai é o resumo perfeito da ópera:
“O problema com a Fernanda Young é que ela não é nem muito inteligente nem muito gostosa; então resta apenas o mico”
18 de novembro de 2009 às 16:51
Gente, o Sidney Sheldon, segundo a wikipédia, vendeu mais de 300 milhões de livros. Foi único escritor a receber o Oscar (cinema), o Emmy (tv), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura). É o autor mais traduzido do planeta (51 línguas, em 180 países). Escreveu e produziu “Jeannie é um gênio” e nunca tentou ser capa da Playboy. Mas, é claro, FY é muito melhor. Os Normais, geniaal…
18 de novembro de 2009 às 17:33
Qual foi a última vez que uma negra foi capa da Playboy? Pô, na edição anterior, com a garota do “Caminho das Índias”!
E eu não sei se gente que nunca compraria uma Playboy, decoradores de interior, dijeis e etc, compraram essa Playboy, mas tenho certeza que muita leitor fiel DEIXOU de comprar!
18 de novembro de 2009 às 19:05
Bruno Jecão, eu não estou pedindo cota nenhuma, so um pouco mais de diversidade, antes que eu me esqueça vai tomar no C******
18 de novembro de 2009 às 19:38
[...] nos comentários da coluna de Arnaldo Branco na Revista Zé Pereira, uma avaliação dessa edição da Playboy que ilustra bem o que estou [...]
18 de novembro de 2009 às 21:10
A Fernanda Young é tipo uma versão feminina do Diogo Mainardi, que fala muita merda, mas de boca fechada eu pegava.
18 de novembro de 2009 às 21:17
to indo em minha mão que não tem buraco, nela eu ia fácil, quanto a ela ser inteligente ou não nem me importa, gostei do ensaio, valeu duas punhetinhas e só, agora querer salvar o erotismo é um espirito de mártir ou de heroina querendo brotar por ali,
depois nasceu outra discussão interessante, alguém falou que deviam ter mais negras, ensaios diferentes e coisas e tal na playboy, concordo, eu deixei de assinar a playboy por que os ensaios eram muito iguais, mulheres diferentes mas com mesmo perfil, feiticeira, sheila carvalho, tiazinha até a japa da sabrina sato que poderia ser diferente, debora secco depois do turbo, ex bbbs, tudo igual.
18 de novembro de 2009 às 21:54
A reportagem d’Homomento resumiu muito bem. As mulheres que gostam de mulheres aprovaram a mês novembro.
Eu fico com a minha edição de outubro mesmo, da curvilínea Juliana Alves (curvilínea, aí uma palavra erótica).
19 de novembro de 2009 às 11:27
só no Brasil mesmo… Jô Soares, Fernanda Young, Caetano Veloso… RS Que tal fechar o bico e tentar salvar a intelectualidade tb, Fernanda?
19 de novembro de 2009 às 20:55
Caramba, se querem falar de mulher e/ou inteligência, arrumem uma melhor para isso.
Hebe, por exemplo.
19 de novembro de 2009 às 20:56
Agora sim:
http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2009/11/divulgada_foto_de_flavia_alessandra_na_playboy_47398.html
21 de novembro de 2009 às 10:58
Pra começar que quem quer transgredir não precisa fazer lista de 10 motivos pra se explicar…
22 de novembro de 2009 às 21:59
Eu comeria, casaria, e até assistiria, hesitantemente, Os Aspones se ela pedisse (ouvi dizer que essa merda era pra ser uma versão brazuca de The Office, ahahahahahah). Ela é gostosa? Eu acho. Mas, porque todo esse auê em cima de mais um ensaio “mais ou menos” da Playboy? Pra mim toda a faladeira dela me pareceu mais uma tentativa da própria de se justificar. Bem resolvida, bem sucedida, inteligente, mas não suportaria ser comparada à uma BBB.
25 de novembro de 2009 às 12:16
Mulher não serve pra sder ouvida, e sim comida hahahah
2 de dezembro de 2009 às 0:03
A Playboy faz os “ensaios” mais assexuados da face da terra. Nenhum erotismo que mereça comentário apareceu ali nos últimos 10 anos. Mas tem dinheiro para pagar para qualquer uma que tire a roupa tirar. Um poder para dizer: “toda mulher tem seu preço”. Coloca todas no mesmo nível, compra qualquer transgressão. Famosas em poses vulgares de bom gosto para saciar as curiosidades masculinas sobre a cor dos mamilos e o corte de cabelo da perereca. Ali não é lugar de inventar nada. Não precisa uma sex tape, uma calcinha de paparazzo aparecendo na Caras tem mais poder que a Playboy.