7 de março de 2010
Monterey Pop Festival, junho de 1967. Ele sola com a guitarra nas costas e toca com os dentes, na apresentação que o consagraria de vez junto ao grande público americano. Mas quase ninguém repara na letra da canção:
- E aí, Zé, onde é que cê vai com essa arma?
- Eu vou dar um tiro na minha mulher. Ela tá me corneando com outro cara!
Essa conhecida música folk americana, de autoria controversa, já fora gravada por outros artistas, antes do nosso James Marshall transformá-la num ícone do rock. Seu tema é recorrente no sertanejo, nos boleros, nas cantigas medievais… Até o ministro Gil bebeu dessa fonte.
“Hey Joe” foi, ainda, a música com que o mesmo Hendrix encerrou outro festival, o de Woodstock. Mas décadas depois do maestro da guitarra ter partido, certos caras continuam achando natural meter bala e porrada nas cachorras, desde que por uma boa razão, é claro. Do mesmo modo, como dizia Simone de Beauvoir, uma mulher não nasce mulher, torna-se mulher… com muita localizada, botox, wellatone e silicone. Pelo menos para as mais pops old ladies da Era de Aquário, a emancipação se conquista com a bunda mais marombada da avenida, ou com um boquete embaixo do edredon platinado. Desde já, parabéns a todas pelo dia de amanhã.
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18 de fevereiro de 2010
O grande hit do Carnaval. Teve um cara que passou por mim no Bola Preta que já contava 72 mulher.
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2 de fevereiro de 2010
O Diabo só é esperto porque é velho; mas ele já nasce feito. Só que feitiços podem ser quebrados.
Eu já tinha botado a versão dessa música da Nina Simone aqui, mas a do impagável Screamin’ Jay Hawkins tem mais a ver agora.
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15 de janeiro de 2010
O jornalista Mauro Satayana escreveu duas belas colunas no JB, sobre a tragédia haitiana. Ele lembra as origens coloniais dessa ilha descoberta por Colombo, a primeira do Novo Mundo a receber escravos africanos, para um “trabalho” que os nativos rejeitaram e, por isso mesmo, foram exterminados.
Em 1697, os espanhóis cederam metade da ilha de São Domingos aos franceses, que a transformaram num lucrativo canavial, povoado quase que inteiramente com escravos. Em 1804, após mais de uma década em guerra, o Haiti tornou-se o segundo país independente das Américas, depois dos Estados Unidos. Mas os franceses logo traíram os haitianos e aprisionaram seu líder, Toussaint-Louverture, que morreu em Paris.
Parcialmente inspirado nessa história, Gillo Pontecorvo dirigiu “Queimada!”, com Marlon Brando em seu papel predileto, o cínico agente que fomenta a revolta em uma colônia portuguesa apenas para torná-la submissa aos ingleses. Os créditos de abertura são um clássico, e nossa canção ao cair da tarde de hoje. leia mais…
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12 de janeiro de 2010

A propósito do início de mais um BBB, um recado da senhorita Caroline Hervé.
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30 de dezembro de 2009
Elementar, meu caro Wilson. Em cena, no cair da lágrima, um inusitado intérprete para o tema de abertura do maior sucesso da TV a cabo em 2009. Aqui, uma versão mais apocalíptica, do José González.
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22 de dezembro de 2009
Em homenagem ao início do verão “mais quente do século”, a lembrança de um verão de meio século atrás. Trata-se do primeiro tema musical de um filme e, também, do primeiro hit instrumental a ganhar um Grammy. Sucesso mundial do mestre Max Steiner que praticamente deu início ao gênero “música de elevador”. Sniff…
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18 de novembro de 2009
Marc Bolan partiu dessa pra melhor no banco de carona do Mini 1275GT púrpura (fosse um Rolls Royce ele sequer teria perdido a voz) de sua namorada Gloria Jones, depois tomar uns gorós, em 6 de setembro de 1977, duas semanas antes de fazer 30 anos - é isso aí, garoto, vocês não podem enganar um filho da revoluuuuuuução!
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27 de outubro de 2009
Cada dia gosto mais desta dupla tão inglesa. E já que estou me sentindo um palhaço… Do álbum “Ray guns are not just the future”.
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13 de outubro de 2009
O autor rege seu balé em três atos, na íntegra, numa apresentação da a TV japonesa NHK. Dica do amigo Heitor Pitombo.
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22 de setembro de 2009

O Mark E Smith não deve se lembrar de muita coisa daquele show no Canecão em 1989 - saca a fisionomia da figura. E, pra falar a verdade, eu também não. Mas guardei bem na memória como ele foi perdendo o ar blasé de beatnik renitente existencialista e ficando fulo da vida com o público, que prestava mais atenção na exuberante tecladista do The Fall na época, com sua monumental cabeleira, do que na música. E se emputeceu mais ainda quando descobriu que a única música que a galera conhecia era “Victoria”, um cover dos Kinks. O problema é que na época só tinha saído um disco da banda por aqui, o “Bend sinister”, via Stiletto - é por isso que pra mim a derrocada das grandes gravadoras parece vingança pessoal. Essa aí é o “Dragnet”, também conhecido como “o disco da aranha”, que nunca saiu por aqui. O Fall veio ao Rio participar de um evento modernóide patrocinado pela finada Mesbla, que queria vender sua grife mais sofisticada - e Smith e sua mulher na época, a guitarrista Brix Smith, eram um casal cotado. O Tucano Arts também bancou a montagem de uma ópera do Phillip Glass no Theatro Muncicipal dirigida pelo Gerald Thomas - “Matogrosso”. Só durou aquele ano mesmo. Mas valeu pelo show dos ingleses.
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7 de setembro de 2009
Mas se todo mundo fizer a sua parte, você vai fazer o quê? Bom, os Rockz fizeram a sua, mostrando que o rock carioca ainda tem muito a dizer. Do álbum “A tão sonhada bicicleta”.
Essa vai para os farsantes.
P.S.: que riff de guitarra, compadre!
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