11 de março de 2010

Por Antônio Rogério da Silva
A capacidade de inovação e tratamento dos temas relacionados à inteligência artificial da equipe de roteiristas e produtores de “Jornada nas estrelas” pôde ser demonstrada já em “E as meninas, de que são feitas?”, que foi ao ar em 20 de outubro de 1966, na primeira temporada da série original. Em contrapartida, também se pôde observar o ponto de vista conservador de toda série original quanto à possibilidade das máquinas virem a substituir o trabalho humano e sobretudo suas deliberações nas atividades mais rotineiras. “Jornada nas estrelas” acompanha o temor generalizado que as pessoas têm de perderem seus postos de trabalho e serem rebaixados socialmente por um mecanismo avançado de realização de tarefas. Na segunda temporada, o episódio “O computador supremo” – com o roteiro de Dorothy C. Fontana (ex-secretária de Gene Roddenberry) e dirigido por John Meredyth Lucas – reforçou o receio da Humanidade ficar obsoleta diante de uma inteligência superior. leia mais…
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4 de março de 2010

Por Luiz Henriques
“Eu nunca vi um deus antes”, diz, em certa altura, o sr. Chekov em “O lamento de Adônis”. É porque ele só entrou no elenco na segunda temporada, senão já estaria de saco cheio deles. Tanto que logo na segunda aparição dele no seriado já dá de cara com um.

Mais uma vez a nossa espaçonave favorita topa com um ente semidivino com um inaudito interesse na raça humana. A diferença é que dessa vez ele realmente se apresenta como um deus, e como um deus terráqueo: o bom e velho Apolo. E para provar como ele tem realmente conhecimento de mitologia, está usando um traje que talvez fosse barrado no Grande Gala Gay por ser muito gay (Apolo era chegado). leia mais…
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25 de fevereiro de 2010

Por Luiz Henriques
Imagine uma série onde uma pacífica, ainda que poderosa e sofisticadíssima, espaçonave cheia de humanos das mais diversas culturas (e mesmo um alienígena, isto em plena tevê americana dos anos 60) explora o universo em busca de conhecimento, usando para tanto ferramentas avançadíssimas – tricorders, computadores, defasadores… não soaria meio estranho se eles resolvessem fazer um episódio virulentamente anti-tecnologia?
Uma sonda terráquea perdida no espaço profundo tem um encontro com alguma coisa misteriosa que a conserta e a torna uma máquina indestrutível e invencível. Após destruir alguns viventes, ela encontra a galera da Enterprise, com quem topa bater um papo antes de de desintegrar tudo. Sim, se você curte “Jornada nas estrelas”, já sacou que a história foi recauchutada pro primeiro longa-metragem, provando pela segunda vez que ela não era uma boa ideia. Mas, pelo menos no cinema, o final celebra a união do homem com a máquina e o cosmos, fazendo uma apologia à tecnologia não só na trama como também nos efeitos visuais caríssimos pra época. Já na série original, mesmo passando-se no famoso universo “treknológico”, temos mais uma vez uma ressurgência da paranoia dos anos 50 de que tudo que tenha luzinhas piscando e saía da mente de um cientista é o Mal Encarnado (eles tavam meio cabreiros com a bomba atômica, lembra?). leia mais…
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18 de fevereiro de 2010

Por Luiz Henriques
Todo mundo gosta de universos paralelos. Quatro décadas atrás, então, quando o conceito ainda era novo na televisão, devia ser o maior barato. A ponto de transformar não só este episódio como também o cavanhaque de Spock em clássicos da cultura pop.

A hora de cinquenta minutos começa com Kirk tentando convencer uns alienígenas togados a cederem direitos de mineração pra Federação, mas os pacíficos etês não querem nada com frotas estelares cheias de naves capazes de obliterar planetas. Eles até estão conscientes de que a Enterprise poderia tomar o minério à força, mas nosso capitão estelar favorito assegura que jamais praticaria tal agressão – uma prova de que talvez eles pudessem reconsiderar sua decisão. leia mais…
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11 de fevereiro de 2010
Por Luiz Henriques

Kirk e Spock descem para um planeta não federado e vão parar numa cidade onde todo mundo anda armado, há tiroteios entre gangues em plena luz do dia, várias facções criminosas disputam espaço, a violência faz parte do cotidiano e marginais assassinados não merecem um segundo olhar dos moradores tocando sua vida. Infelizmente não é o Rio de Janeiro e a Frota Estelar vai continuar nos devendo um choque de ordem em nosso cotidiano. leia mais…
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6 de fevereiro de 2010

Hoje à noite tem lançamento do DVD do documentário “Samba”, de Thereza Jessouroun, na quadra a Mangueira, no último ensaio da escola antes do Carnaval. Filmado com os passistas da Estação Primeira em 2001, o filme, que trata da dança do samba, já foi exibido em mais de 30 países. O DVD vai estar à venda nas melhores casas do ramo, no Espaço Carnaval e Cidadania do Sambódromo, em lojas de pontos turísticos como Maracanã, Corcovado e Forte Copacabana e pela internet, com pedidos pelo e-mail samba@originalvideo.com.br.
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4 de fevereiro de 2010

Por Luiz Henriques
Spock tem pais! Tudo bem, eles estão aqui para alavancar a trama, mas são personagens bem desenhados, não apenas um artifício de roteiro como o irmão de Kirk aparecendo em “Operação: Aniquilar” já morto e sem causar praticamente nenhuma reação em James T.
A galera que segue a série com mais empenho há de lembrar que o orelhudo já havia se referido aos progenitores em “Tempo de nudez”, quando, contaminado pelo vírus que embebeda, chorou suas mágoas com o capitão contando como devia ser dura a vida de sua inteligente e sentimental mãe terráquea no planeta dos vulcanos sem emoção. Por isto mesmo é estranho que, ao desembarcarem na Enterprise o embaixador Sarek e senhora, todos fiquem surpresos quando Spock revela que eles são seus pais. Vem cá, Kirk e seu imediato vivem se apregoando como amigos e o capitão nunca perguntou nada sobre a vida pregressa do oficial de ciências? Fascinante! leia mais…
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28 de janeiro de 2010

Por Luiz Henriques
Os seriados dos anos 60 viviam de repetições mecânicas de uma fórmula. Perry Mason iria toda semana levar alguém a confessar o crime falsamente atribuído a seu cliente. Jim ouviria uma fita que se autodestruiria em cinco segundos e bolaria um conto do vigário mirabolante pra enganar alguém. Os cientistas do túnel do tempo cairiam por coincidência sempre numa hora e lugar importantes da História e teriam que evitar que ela fosse mudada. Pouco sabíamos da vida dos personagens além de velhos amigos ou ex-namoradas que apareciam eventualmente em algum episódio sempre pra serem mortos ou pedirem um favor (normalmente mais serem mortos, mesmo) e assim deflagrarem mais uma trama.
Gene Roddenberry e equipe, no entanto, se recusaram a fazer a Enterprise repetir sempre um padrão. E, embora o episódio típico envolvesse eles descendo a um planeta, se metendo num mistério e de alguma forma estarem sempre separados dos seus defasadores e comunicadores, ou então encontrando algum tipo de semideus, os escritores de “Jornada nas estrelas” tiveram toda a liberdade pra experimentar diversos conceitos e darem aos seus personagens pelo menos algum tipo de história pregressa coerente. Eles ficam bêbados (“Tempo de nudez”), fazem um monte de confusão ao viajar no tempo (“O amanhã é ontem”), fazem escolhas moralmente reprováveis (“A cidade na fronteira da eternidade”), sofrem processos (“Corte Marcial”), tiram uma licença (“A licença”) e, finalmente, como bons marujos, estacionam numa base estelar e arrumam um monte de confusão com outros marinheiros espaciais. leia mais…
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21 de janeiro de 2010
A gente publica hoje um resumo da primeira temporada da série “Jornada nas estrelas” - cujas resenhas dos episódios você pode ler aqui. Semana que vem, toda quinta-feira, começamos a tratar da segunda, com textos do especialista Luiz Henriques e convidados. leia mais…
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4 de janeiro de 2010

Assim como o samba, o Super-8 foi declarado morto mas continua aí, embora não tão popular como outrora, com status de cult. A história da bitola é o tema de “Super-8 – Tamanho também é documento”, programa do diretor e pesquisador Clovis Molinari Jr. (na foto de debora 70), que estréia hoje, à meia-noite, no Canal Brasil. Em 13 episódios semanais, a série vai mostrar imagens raras e inéditas de filmes gravados em Super-8, formato cinematográfico que surgiu em meados dos anos 60 e caiu nas graças das famílias de classe média brasileiras, artistas, estudantes e contestadores. O programa traz uma seleção de produções do final dos anos 1970 e a metade dos 80, período de grande agitação cultural, ditadura militar e Guerra Fria. O programa vai ser reprisado no horário alternativo de quinta para sexta, às 4:30h.
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30 de dezembro de 2009
Elementar, meu caro Wilson. Em cena, no cair da lágrima, um inusitado intérprete para o tema de abertura do maior sucesso da TV a cabo em 2009. Aqui, uma versão mais apocalíptica, do José González.
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16 de dezembro de 2009
CQC! Pânico na TV! Correndo por fora da zorra total e balançando a casseta em praças e escolinhas, a novidade tem cheiro de orégano mofado e gordura queimada. Sim! O melhor programa de humor da TV brasileira em 2009, segundo a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) é o Larica Total.
Passa toda sexta, à meia-noite, no Canal Brasil, e já está na segunda temporada. Com direção e roteiro de Caito Mainier, Felipe Abrahão e Leandro Ramos, além do staff da Carambolas Produções, os caras empinam esse hilário papagaio toda semana, com orçamento de quatro dígitos e, por enquanto, sem patrocínio.
No programa, um carioca, solteirão, duro e, eventualmente, ressacado apresenta, diretamente de sua paupérrima cozinha, pérolas da culinária de guerrilha como o yakisobra, o sanduíche de tempero, a moqueca de ovo, o sushi de feijoada e o frango totalflex. Sem mencionar o clássico episódio sobre a batalha da panela de pressão… A empatia com a galera foi total, e os fãs já postaram, por conta própria, todos os episódios da primeira temporada (e os mais recentes da segunda) no YouTube.
Quem encarna esse homem-larica é Paulo Tiefenthaler, cuja carreira inclui trabalhos com Hamilton Vaz Pereira, Antonio Abujamra, Domingos Oliveira e Nelson Hoineff, além do premiado documentário sobre mestre Jorjão, em cartaz na cinemateca da Zé Pereira. O DVD com a primeira temporada completa de “Larica Total” deve sair até fevereiro e um livro pode ser lançado até junho de 2010.
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16 de novembro de 2009

Por Luiz Henriques
“We are the Metrons. We are the Metrons. We are the Metrons”. Vai lá, vai me dizer que isso não é a cara de uma música do Kraftwerk? Mas não, é uma referência a “metro”, “medida”, entendeu? Eles são os medidores e vão medir o capitão Kirk. Não, não pense besteira. Vão medir o caráter do capitão Kirk e saber se a Humanidade merece viver.
Este é um dos temas favoritos do Gene Roddenberry, que começaria “A nova geração” assim: um alienígena com poderes semidivinos condena a violência humana e faz um teste pra saber se a Enterprise deve ser destruída ou não. Clássico. É claro que o nosso positivista Gene sempre absolve a gente, já que ele acredita que lá pelo século XXIII teremos aprendido a dominar nossos impulsos agressivos e iremos canalizá-los para fins construtivos. leia mais…
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13 de novembro de 2009

Estréia hoje, na MTV, às 22:30h, o “Autoramas Desplugado” - a gente deu uma palhinha das gravações aqui. A partir do dia 23, as músicas do especial vão estar disponíveis no site Trama Virtual e no dia 26 a banda faz o lançamento do CD e do DVD no Clash, em São Paulo.
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