19 de novembro de 2009
3 de setembro de 2009
…Inspiro
BLOG, Ensaio
Por Ângelo Fábio
É foi das línguas e hibridas, suada de tão seca como água e profano como o sagrado, fez-me tocar sem tuas mãos.
Outrora em um quarto escuro fui posto de pé com as mãos para o alto, involucrado a estar de olhos fechados e inertes como o tempo.
Imóvel por vós.
Senti o despejar de tuas palavras e salivas, de tuas tetas. O desejo inerente de ser domado. Ser tocado por tuas bocas e mordido por teus dentes. Suando fraquejava, temi e me expus a mais absoluta soberania alheia.
O temor…
Penetrava-me como vento. Destroçava em pedaços este ou aquele que tanto dizia: me ame, como se fosse tua mulher ou até mesmo teu próprio eu. Feito de ódio e prazer de suor e lágrimas.
Não mais.
Querer-me trata-se de uma força. Afogo-me. Burlo os mais belos de teus desejos. Estendo meus braços para o alto e não te digo.
Apenas suspiro.

































































