29 de junho de 2010
30 de março de 2010
Por que existem universos paralelos?
BLOG, Ensaio
Por Luiz Henriques
Fotos: Eduardo Souza Lima
Todos nós estamos cansados de ouvir falar dos universos paralelos, mas você já parou pra pensar de onde surgiu essa ideia? Na verdade é porque, segundo o princípio da incerteza de Heisenberg, elétrons são nuvens de probabilidades (1). Você só pode conhecer a posição ou a velocidade de uma partícula, nunca ambos. Como então isso funcionaria no nosso mundo regido pelas regras matemáticas deterministas da física clássica, em que só há uma solução para cada sistema? (Imagine a Teoria da Gravitação: a Terra só pode rodar em uma órbita em torno do Sol; tão deterministas são essas equações que quando uma órbita não casava com a calculada, encontrava-se um planeta - ou planetoide, pobre Plutão…).
A solução teórica foram os universos paralelos. Pra cada ponto em que uma partícula pode tomar uma direção ou outra, cria-se um universo paralelo onde a única opção que ela tinha era aquela. De acordo com a física clássica, este não é o pior ou o melhor dos mundos, é o único mundo possível a partir do momento inicial, porque tudo que aconteceu desde o instante zero é um desenvolvimento das forças primordiais já teorizadas e compreendidas e, no futuro, perfeitamente calculáveis e previsíveis. Não haveria como as coisas se desenrolarem de outro modo - tudo responde às equações de partículas: gravitação, eletromagnetismo, interação molecular forte e interação molecular fraca. leia mais…
3 de setembro de 2009
…Inspiro
BLOG, Ensaio
Por Ângelo Fábio
É foi das línguas e hibridas, suada de tão seca como água e profano como o sagrado, fez-me tocar sem tuas mãos.
Outrora em um quarto escuro fui posto de pé com as mãos para o alto, involucrado a estar de olhos fechados e inertes como o tempo.
Imóvel por vós.
Senti o despejar de tuas palavras e salivas, de tuas tetas. O desejo inerente de ser domado. Ser tocado por tuas bocas e mordido por teus dentes. Suando fraquejava, temi e me expus a mais absoluta soberania alheia.
O temor…
Penetrava-me como vento. Destroçava em pedaços este ou aquele que tanto dizia: me ame, como se fosse tua mulher ou até mesmo teu próprio eu. Feito de ódio e prazer de suor e lágrimas.
Não mais.
Querer-me trata-se de uma força. Afogo-me. Burlo os mais belos de teus desejos. Estendo meus braços para o alto e não te digo.
Apenas suspiro.




























































