1 de setembro de 2010
Hoje, às 19h, tem sessão gratuita de “5 x favela, agora por nós mesmos” no Ponto Cine (Estrada do Camboatá 2.300, Guadalupe Shopping, 1º piso, Guadalupe), no Diálogos com o Cinema especial. Depois do filme, rola um debate com os diretores Manaíra Carneiro, Wagner Novais, Cacau Amaral, Rodrigo Felha, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra, a atriz Roberta Rodrigues e os produtores Renata Magalhães e Cacá Diegues.
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31 de agosto de 2010

“Geral”, documentário de Anna Azevedo sobre o extinto cantinho dos malucos do Maracanã, acaba de emplacar mais um festival internacional: depois de participar do HotDocs, no Canadá, o curta agora vai ser exibido no Cinema Verite: Festival Internacional do Documentário do Irã. A gente sabe que apesar do Ahmadinejad e dos aiatolás o povo iraniano não é nada disso que falam por aí - informe-se melhor no blog da diretora, onde ela narra suas aventuras em sua primeira visita ao país, quando exibiu lá o seu filme anterior, “Drežnica” -, mas não deixa de ser engraçado imaginar como vai reagir a platéia na cena em que um flamenguista revoltado manda Alá se auto-sodomizar.
P.S.: “Geral” também foi selecionado para os festivais de Palm Springs (EUA), Sheffield (Inglaterra), Vila do Conde (Portugal) e para o DocsDF (Cidade do México). Por enquanto.
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28 de agosto de 2010
Essa hora todo mundo já deve estar sabendo, mas “Riscado”, primeiro longa-metragem de ficção de Gustavo Pizzi, produzido pela Cvídeo, entrou na Première Brasil do Festival do Rio, que acontece de 23 de setembro a 7 de outubro. “Boca do Lixo”, de Flavio Frederico, “Como esquecer”, de Malu De Martino, “Elvis & Madona”, de Marcelo Laffitte, “Malu de bicicleta”, de Flavio Tambellini, “O Senhor do Labirinto”, de Geraldo Motta, “Trampolim do Forte”, de João Rodrigo Mattos, e “VIPs”, de Toniko Mello, completam a mostra competitiva de longas de ficção. Os documentários selecionados foram “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, “É Candeia”, de Márcia Watzl, “Histórias reais de um mentiroso”, de Mariana Caltabiano, “Memória cubana”, de Alice de Andrade, “Santos Dummont: pré cineasta?”, de Carlos Adriano, “Solidão e fé”, de Tatiana Lohmann, e “Positivas”, de Susanna Lira. Curioso, nenhum filme pernambucano. Terça-feira sai a lista dos curtas-metragens.
P.S.: aproveita e assista aqui aos trailers de mais três (!!!!!) longas que a Cavídeo acabou de produzir.
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13 de agosto de 2010
Por Luiz Henriques
Depois do fenomenal sucesso do Cinerama (”cinema” + “panorama”), os grandes estúdios começaram imediatamente a pensar em como entrar na onda da tela larga, com imagem preenchendo o campo de visão periférico e aumentando a imersão do espectador, tentando atrair de volta a metade de público que tinha deixado de ir aos cinemas desde que a televisão finalmente se tornara popular, no final dos anos 40.

A ideia por trás dessas telas panorâmicas (widescreen) era criar um efeito quase tridimensional. O Cinerama não só se estendia por todo o arco da visão humana como também tinha uma nitidez fenomenal por usar três negativos, cada um já usando 50% a mais de área por usar seis perfurações (1). No entanto, cheios de dívidas não só com a perda de público para a tevê como por terem que vender suas cadeias de cinemas devido a leis antitruste, os grandes estúdios não estavam a fim de modificar todo seu departamento técnico - e pagar royalties - para o Cinerama (mais tarde, a produção de “A Conquista do Oeste” mostraria a inviabilidade de se produzir fitas dramáticas para o sistema). Então começaram a olhar para o passado, quando foram feitas diversas experiências com formatos maiores, na época da transição para o cinema sonoro, abandonadas devido aos custos que trariam numa época de profunda depressão econômica. leia mais…
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29 de julho de 2010
Por Luiz Henriques

A projeção em cinerama
Agora que pra essa Copa que passou um monte de gente finalmente comprou sua tevê widescreen, está na hora de saber um pouco mais sobre os formatos panorâmicos, como e por que eles surgiram, e por que alguns deles ainda mostram na televisão as odiadas tarjas pretas.
O primeiro formato widescreen foi o cinerama. No começo dos anos 50, na tentativa de reverter a perda de público, atribuída à televisão. Em 1946-1948, a audiência média semanal era de 90 milhões de pessoas. Em 1953, havia caído à metade - 46 milhões. Simultaneamente, entre 1948 e 1955 houve um aumento de 88% na quantidade de lares com tevês e certamente essas estatísticas estavam correlacionadas. leia mais…
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23 de julho de 2010

Tem CÉRBERO novo na rede, o “# 12 – O Baile do Outono”. Filmado em fevereiro, registra a história de Romeu e Julieta encenada em pleno Carnaval. Para assistir, clique aqui para ver a primeira parte; aqui, para a segunda; e aqui, para a terceira.
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11 de junho de 2010
O Projeto Cérbero monta guarda no Tempo Glauber (Rua Sorocaba, 190, Botafogo) hoje, às 18h, para lançar seus dois novos curtas, “CÉRBERO # 12 (o baile de outono)” e “CÉRBERO # 13 (a lição do Sobral)”. Depois da sessão, rola um debate com a participação de José da Costa, professor da Escola de Teatro da Unirio; Cesar Oiticica Filho, fotógrafo, artista plástico e curador do Projeto Hélio Oiticica; Marta Luz, montadora de filmes do David Neves; e Charbelly Estrella, mestre em Comunicação e Cultura pela Eco/UFRJ e pesquisadora. Assista acima à primeira parte de “CÉRBERO # 11 (franceguel)”, produzido durante a Oficina Liberte Seu Cérbero, da Mostra do Filme Livre.
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7 de junho de 2010

O Femina - Festival Internacional de Cinema Feminino, que fica em cartaz até o dia 13, na Caixa Cultural (Avenida Almirante Barroso, 25), chega à sua sétima edição para lembrar aos incautos que cinema de mulher não é só filme mulherzinha. A sessão de abertura vai ter “O anjo” (foto), às 21h, no Odeon, com a presença da diretora norueguesa Margreth Olin. A carioca Anna Azevedo, eventual colaboradora da Zé Pereira, emplacou dois: o premiado “Geral” (que passa na sexta-feira, às 20h, e no sábado, às 13:15h) e o inédito “Um erradio”, co-dirigido por Mariana Avelar (que será exibido na quarta-feira, às 20h e na quinta-feira, às 13:15h). Confira aqui a programação completa.
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27 de maio de 2010

O Dunda podia set cineasta, porque aí a gente não ia ser obrigado a ver os filmes dele. Este nariz-de-cera é só pra dizer que começa hoje, no Arteplex (Praia de Botafogo) o CINEfoot, o primeiro festival de cinema do Brasil exclusivamente sobre futebol. Na primeira sessão, às 20:30h, tem “João”, de André Iki Siqueira e Beto Macedo, documentário sobre o cronista esportivo e técnico João Saldanha. No domingo, às 21h, tem “Geral”, de Anna Azevedo, que ganhou os prêmios da crítica e de melhor edição de som do último Cine PE. O curta passa junto com “O deus da raça”, de André Iki Siqueira e Beto Macedo, e “Zico na rede”, de Paulo Roscio, numa sessão verdadeiramente rubro-negra. O Cinefoot fica em cartaz no Rio até o dia 1º de junho, com entrada franca. Dias 4, 5 e 6 de junho ele segue para São Paulo, pro Museu do Futebol. Confira a programação completa aqui.
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11 de maio de 2010

Devo confessar que não saquei muito bem qual é a da curadoria de Clássicos e Raros do Nosso Cinema, que parece misturar alhos com bugalhos: filmes realmente raros como “Uma aventura aos 40″ (1947), de Silveira Sampaio, com o clássico “Terra em transe” (1967), de Glauber Rocha, que recentemente ganhou uma bela edição em DVD. Dadá deve explicar; o que não quer dizer que não vale a pena bater ponto no CCBB Rio para acompanhar a mostra, que fica em cartaz até o dia 30. A começar por hoje, para ver “O matador profissional” (1969), de Jece Valadão, às 15h, e “Lilian M: Relatório confidencial” (foto, 1975), de de Carlos Reichenbach, às 19h. O último ganhou cópia nova e vai ser exibido na íntegra - na época do lançamento, foi mutilado pela censura. Depois da sessão, rola um bate papo com o Carlão. Os ingressos custam R$ 6 e R$ 3, mas clicando no leia mais do fim do post você leva de graça a programação completa. leia mais…
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6 de maio de 2010
Por Eduardo Souza Lima
Logo mais, às 19h, tem o primeiro encontro da série SpaceBlooks, conversas sobre ficção científica, na livraria Blooks - aquela do Arteplex, na Praia de Botafogo. O tema é Ficção Científica e Cinema e eu vou estar lá pra falar de meus filmes “Capitão Eléctron contra a Ameaça Venusiana” e “Pimentípoli”, ao lado de gente que entende do assunto de verdade, o crítico de cinema Rodrigo Fonseca, o escritor Bráulio Tavares e César Coelho, diretor e idealizador do AnimaMundi. Na quinta que vem o assunto é Steampunk e no dia 21, Ficção Científica na Internet. A entrada é franca.
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5 de maio de 2010

Por Eduardo Souza Lima
Cobri o Cine PE um monte de vezes como repórter e este ano mostrei um filme meu lá, o “Travessias”, que entrou na Mostra Pernambuco - que é para filmes rodados lá, ou de diretores da terra que não entraram nas mostras principais. É isso aí, rapaziada, agora eu sou cineasta pernambucano que nem o Paulo Caldas e o Eric Laurence - o que aumentou consideravelmente o meu estoque de piadas sobre o tema. Fui muito bem tratado, nada a reclamar. Mas queria dar uns pitacos e sugestões para as próximas edições.
1) Não entendi o que “Tchau e benção” (foto) estava fazendo na Mostra Pernambuco - que tem gente que considera uma mostra de consolação. O curta de Daniel Bandeira era muito melhor do que muitos dos que foram selecionados para as principais, em digital ou 35mm.
2) A Mostra Pernambuco aconteceu no sábado e domingo anteriores ao festival, no cinem São Luiz. Estava feliz da vida vendo a fila dobrar o quarteirão e depois a sala lotada, umas mil pessoas. Só que a debandada começou tão logo acabou o último curta - foram oito. É comum isso acontecer no Cine PE, neguinho vai ver o filme do amigo e se manda; só que em menor escala - seja porque nas mostras principais tem menos filmes pernambucanos, ou porque o Centro de Convenções é longe pra dedéu e o São Luiz é no Centro, cheio de coisa legal pra fazer por perto. Oito curtas e dois longas é filme demais, nem dá pra culpar o público - a sessão começou às 19h e terminou depois das 23h. Podiam fazer uma seleção mais rigorosa, começar a sessão antes ou fazer três sessões, começando na sexta, sei lá. leia mais…
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3 de maio de 2010
Premiação de longas do Cine PE não trouxe nada de além do esperado
Por Eva Jofilsan
Fotos de divulgação

Depois da exibição do longa-metragem “Continuação”, sobre o músico Lenine, começou a premiação do XIV Cine PE. Uma colocação rápida: pelo segundo ano consecutivo é exibido um documentário tendo como mote um músico pernambucano. No ano passado, o hors concours foi “O homem que engarrafava nuvens”, de Lírio Ferreira sobre o compositor Humberto Teixeira. Qual será o do ano que vem? Só espero que nada relacionado a Chico Science.
O primeiro prêmio entregue para longa metragem dado pela FEPEC (Federal Pernambucana de Cineclubes) surpreendeu a todos que estavam no Cinema São Luiz (leia-se realizadores e suas respectivas equipes e amigos e a imprensa, basicamente). Sendo escolhido através do critério melhor filme para reflexão, os cineclubistas do júri escolheram “Não se pode viver sem amor” (foto). Fica a dúvida se a escolha se deu em respeito ao aclamado diretor Jorge Durán ou se foi pela falta de entendimento que o filme causa e, consequentemente, a necessidade de uma reflexão profunda. “Não se pode viver sem amor” é, na verdade, uma bomba cinematográfica daquela vai explodindo aos poucos nas mãos do espectador. leia mais…
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3 de maio de 2010
Bons filmes como “Azul”, “Faço de mim o que quero” e “Neho fugido” são ignorados pelo júri oficial
Por Du Mota
Fotos de divulgação

A desastrosa premiação do XIV Cine PE teve início com a premiação dos curtas-metragens digitais. Boa parte das Calungas concebidas pela artista plástica Juliana Notari foram sabiamente distribuídas. O excelente “Áurea”, de Zeca Ferreira, foi três vezes premiado. A única surpresa nesta categoria da premiação foi o vencedor de Melhor Curta Digital pela escolha do público ir para “Tanto” (foto), da catarinense Nataly Callai. O filme não decepciona em nada, inclusive foi elogiado aqui pela ZP, contudo foi mal recebido pelo público. Talvez por crise de consciência o público tenha decidido escolher o filme injustiçado para levar o prêmio. leia mais…
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3 de maio de 2010
Longa hor concours da noite de premiação documenta o músico pernambucano
Por Eva Jofilsan
Foto de divulgação

Existe uma curiosidade natural em torno do mundo dos artistas. Suas profissões são contrárias ao que é visto na sociedade como uma carreira de sucesso. Felizmente, hoje há um leque maior de possibilidades e escolher ser ator ou músico não é considerado uma loucura tão grande assim. Hoje, sim, mas em meados da década de 80, nem tanto. Lenine, músico documentado no longa-metragem “Continuação”, de Rodrigo Pinto, hors concours da noite de encerramento do Cine PE, parece ter sido uma excessão a regra quando foi apoiado pelos pais a largar a faculdade para se dedicar à música no Rio de Janeiro. leia mais…
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