31 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

Clica na imagem que ela cresce e aparece
Graças muito mais à genética que a qualquer método ou mérito, nunca tive problemas com excesso de peso. Isso na balança, pois problemas com exagero (em quantidades de coisas) e falta (de espaço para guardá-las) são uma constante em minha existência. Sempre fiz coleções – como as de chapinhas de garrafa e carteiras de cigarro, quando criança; e, mais tarde, de rótulos de bebidas, fichas telefônicas (!), máquinas fotográficas e outras tantas coisinhas. E tenho mania de guardar cartas (anteriores aos e-mails), ingressos de espetáculos, revistas, folders de exposições, postais etc, além, claro, de fotos que faço. E assim as “coisas” enchem caixas, gavetas, prateleiras até um ponto em que as leis da física me obrigam a arrumá-las, jogando parte fora, tentando peneirar o essencial do exagero. A falta de parcimônia neste começo do texto tem como desculpa explicar que o Fotodiário está “de dieta”. Não que pretenda que ele volte a ter o corpinho de seus primeiros tempos – com tirinhas com até 10 imagens, no máximo. De lá para cá, acho que a evolução da ideia justifica um número um pouco maior de fotos. Mas confesso que estava achando as últimas edições grandes demais.
Isto posto, conto que, na manhã de sábado da semana anterior fomos ao colégio dos meninos, em Santa Teresa, para a apresentação de trabalhos. São de lá as duas imagens que abrem esta edição – painéis e uma luminária do tipo “laboratório do cientista louco”. No domingo de manhã, passando pelo jardim de nosso edifício, encontrei uma flor amarela sobre um dos bancos. De lá saí com minha namorada para um passeio a pé nas redondezas e passamos pela Marechal Pires Ferreira, de onde parte uma escada que parece ir para o céu (mas vai somente até o final da Rua Alice). À noite, fomos jantar na casa de nosso querido amigo G, que preparou um inspirado macarrão a sua moda. leia mais…
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24 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

Às 7:45h da matina do sábado da semana anterior, levei o caçula para seu treino de vôlei e, para espantar o sono, peguei um café na cantina do clube. É a bebida, já pela metade, que abre esta edição do Fotodiário. Também da arquibancada, fotografei uma mesinha num dos cantos da quadra, com boné, chinelo e bola sobre o tampo. Já no meio da tarde, levei o mais velho, dois amigos dele, guitarras e amplificadores para o primeiro ensaio de sua banda, em Santa Teresa. Em frente à casa do baterista, encontrei flores de buganvília entre os paralelepípedos.
No domingo cedo, no pátio atrás de nosso edifício, fotografei uma flor (de gerânio?) sobre o cimento. Pouco depois, meu assunto foi um carrinho (Simca) de plástico, guardado dos tempos de guri. No fim do dia, depois de tentarmos em vão assistir um filme no cinema (estava lotado…) com as crianças, acabamos batendo perna num shopping na Praia de Botafogo. Em uma das vitrines, fotografei um belo besouro de metal. leia mais…
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17 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

No sábado da semana anterior demos um pulinho na feira da General Glicério em busca de verduras, peixe e flores. São as últimas, carregadas por minha namorada, que abrem esta edição do Fotodiário.
No fim da manhã, dei um pulo ao Catete para comprar um presente para meu pai e, na volta, passando pela Bento Lisboa, achei o céu na fachada de um hotel. No fim do dia, a convite de uma amiga querida, fomos assistir a um concerto (OSB+Nelson Freire!) no Municipal. No domingo pela manhã, fui curtir o Dia dos Pais pedalando com meus filhos no Aterro – é o mais velho que aparece aí em sua bicicleta. Depois, fomos almoçar na casa de meus pais (a torta de sorvete da foto é obra de minha mãe e, acreditem, estava ainda melhor de comer que de ver). Fim de tarde, caminhando para casa novamente pela GG, registrei um pedacinho do anoitecer entre os edifícios. leia mais…
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10 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

Na manhã do sábado da semana anterior, pegamos o carro partimos para um curto passeio a Petrópolis. Depois de alguns quilômetros engarrafados na Linha Vermelha (em eternas obras), de uma subida de a serra arrastada (havia muitos caminhões) e de um modorrento engarrafamento na entrada da cidade, chegamos! São daquela terra com ar-condicionado permanente as imagens do cachorro preguiçoso na ponte, do café com leite com torradas Petrópolis do D’ângelo, da Maria-fumaça com cremalheira do Museu Imperial, do balde-chuveiro do banheiro de Santos Dumont e da avenida que pegamos em direção à estrada na hora de voltar para casa. São também de lá as três imagens do cantinho inferior esquerdo: o belo chalé cor-de-rosa, o edifício normando com ipê amarelo à frente e uma das janelas da residência de verão de Pedro II e família, atual Museu Imperial. leia mais…
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3 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman

Na manhã do sábado da semana anterior, passamos pela sempre colorida feira da General Glicério para umas compras. São de lá as fotos do florista apregoando sua mercadoria e a do reflexo do céu e dos edifícios no parabrisa do caminhão (do peixeiro) que abrem esta edição do Fotodiário. No final do dia, recebemos amigos em casa para um lanche.
No domingo, cedo, saímos para uma voltinha de bicicleta pela vizinhança e encontramos as calçadas cheias de folhas e flores. Ao meio dia, fomos ao Leme para um almoço comemorativo na casa de uma querida amiga. Entre uns brindes e garfadas, escapuli com o caçula para um passeio no calçadão – e não, o picolé de uva não era nosso. leia mais…
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27 de julho de 2010
Por Henrique Koifman

No sábado da semana anterior estávamos em Guapi. Aproveitando um momento de estiagem, saímos para uma caminhada pelo condomínio – a folhona sobre o cimento molhado e o ninho de arame farpado estavam no caminho. No domingo pela manhã, em outro passeio, encontrei a água do rio vertendo por cima da barragem da piscina. Mais tarde, almoçamos no Cantinho do Sabor.
Segunda, já de volta ao Rio, ao trabalho e ao Centro, fotografei o vão das escadas do edifício em que funciona o Bardana. No caminho de volta do almoço para o escritório, encontrei os esqueletos de alguns guarda-chuvas abandonados na calçada da Presidente Wilson. Pelas grades, na Treze de Maio, fotografei o bolo de aniversário – 101 anos – do Municipal. leia mais…
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20 de julho de 2010
Por Henrique Koifman

Tirei a semana de folga, para aproveitar o início das férias escolares dos meus filhos. Não foi muito, mas deu para dar uma saudável desligada da rotina. No sábado, primeiro dia desse recesso, levei o caçula para o vôlei no Botafogo e encontrei o clube decorado para uma festa junina-julina. As bandeirinhas coloridas com o céu nublado ao fundo me lembraram quadros do Volpi. Enquanto o pequeno treinava, dei um pulinho na Urca, meio submersa na neblina da manhã, e fotografei a paisagem e os barcos no Quadrado. No final da manhã, numa rápida passagem por Ipanema, cliquei algumas cafeteiras em uma vitrine que, talvez por minha pressa, acabaram ficando meio “derretidas”. De lá fomos almoçar na casa dos meus pais, onde comemoramos – com torta de morangos – o aniversário do meu irmão.
Domingo de manhã fomos com amigos dar um passeio na Lagoa. Clima fresco, céu nublado, mas claro; calçadas e parques com uma quantidade de gente suficiente para torná-los alegres, sem muvuca. Perfeito! leia mais…
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13 de julho de 2010
Por Henrique Koifman

Tivemos um casamento no domingo da semana passada. O tipo de coisa que faz você abrir o guarda-roupa e descobrir que está precisando comprar alguma coisa sem a qual não se sentirá adequado para a ocasião. Lá em casa, esse processo aconteceu na véspera. E não foi só comigo, de forma que, à tarde, fomos em família a um shopping. É do lanche lá o café com leite que abre esta edição do Fotodiário. E também a vitrine que não exibe nada além de promessas de descontos. No dia seguinte pela manhã, levei o caçula para jogar vôlei no Botafogo, onde registrei uma churrasqueira que, sob o sol, formava uma figura interessante. À noite fomos ao casório de nosso amigo e, na saída, fotografei meus filhos no jardim decorado por lâmpadas coloridas. leia mais…
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7 de julho de 2010
Por Luiz Bello
Foi finalmente liberado, por força de lei, o vídeo da câmera de um helicóptero militar americano, que trucidou um grupo de civis, incluindo dois fotógrafos da Reuters, no Iraque, em julho de 2007. O JB Online publicou. O vídeo tem uns 15 minutos e é espantoso. As comunicações por rádio entre os tripulantes do helicóptero e sua base também estão na gravação e foram legendadas e postadas no YouTube, com entretítulos explicando o episódio. Os diálogos do áudio trazem momentos em que os militares parecem um grupo de adolescentes sádicos.
O helicóptero metralha o solo várias vezes, sem ter levado nenhum tiro. Seus tripulantes simplesmente presumem que duas câmeras fotográficas com teleobjetivas seriam fuzis AK 47. No segundo ataque, rajadas de metralhadora trucidam outro grupo de civis, que chegou ao local numa van e tenta resgatar um sobrevivente. Dentro da van estavam duas crianças.
Mais tarde, veículos militares americanos chegam ao local e passam por cima dos corpos estraçalhados pelas metralhadoras do helicóptero. As gravações mostram que os soldados parecem achar isso engraçado. Ao olhar dentro da van, os militares encontram as duas crianças feridas (pelos tiros do helicóptero) e as levam, uma de cada vez, para os veículos. Oficialmente, as Forças Armadas americanas negam até hoje que tenham agido errado. Mas as imagens falam por si: esses bravos rapazes e suas milionárias máquinas de guerra fizeram outra chacina no Terceiro Mundo.
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6 de julho de 2010
Por Henrique Koifman

Criança, lembro-me de sonhar com uma espécie de armadura que me protegesse de qualquer tipo de risco. Além de invulnerável, a tal roupa me faria invisível, imune assim a feridas na pele e na alma. Sem arranhões nem desilusões. Com o tempo, fui percebendo que, sem pelo menos alguns riscos e incertezas, estaria me distanciando também das maiores alegrias. E passei a entregar às musas alguns dos meus poemas, a expressar opiniões, a escolher um lado, a chutar para o gol em vez de tocar a bola pro lado, a torcer apaixonadamente pelo meu time. É, escrevo isso tudo por conta da derrota da Seleção na Copa. Fazer o quê?
No sábado da semana anterior, descobri que um vaso de plantas vazios que guardei na garagem se transformou em condomínio de vespas. Na mesma manhã, passamos pela feirinha da General Glicério para comprar um presente. À noite, fomos convidados para jantar na casa de novos vizinhos aqui do edifício e registrei o piano (pena que o Fotodiário não tenha som, pois nosso novo amigo toca maravilhosamente). Domingo, antes de pôr a mesa para o café da manhã, cliquei o arranjo de flores. E novamente na garagem, gostei do brilho do motor da moto de nosso amigão C.A. sob o reflexo do sol. Peguei o carro e levei o caçula à casa de um colega dele, na Tijuca. Na volta, parado num sinal da Hadock Lobo, registrei o grande portão de uma antiga construção (seria uma escola?). leia mais…
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29 de junho de 2010
Por Henrique Koifman

Registro a imensa maioria das imagens deste Fotodiário a pé, durante os trajetos de meu dia a dia. Às vezes, porém, aproveito também a janela do carro ou do ônibus para clicar uma cena ou paisagem. Esse é o caso da foto que abre esta edição, feita enquanto um sinal da Atlântica estava vermelho, pela janela do carona do carro (e viva os vidros elétricos). Era o sábado da semana anterior e eu acabara de deixar o caçula na casa de um amigo, em Copa. Dali fui ao Largo do Machado, onde parei por alguns minutos – suficientes para fotografar uma freguesa semicamuflada pela barraca do camelô. À tarde, dirigindo pela Lagoa, outro sinal fechado me deu a chance para registrar a paisagem no contraluz. No domingo, assisti ao jogo da seleção contra a Costa do Marfim no quintal de nosso edifício. A calçada ali, esses dias, anda forrada com flores de pata-de-vaca. leia mais…
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22 de junho de 2010
Por Henrique Koifman

No sábado da semana anterior, fomos torcer pelo caçula num torneio pré-mirim de vôlei. A despeito de ser tricolor de coração, o pequeno joga pelo Botafogo. Num intervalo para uma boquinha (o tal tornei durou manhã e tarde), passamos pelo Rio Sul, onde cliquei uma bola envitrinada, como se fosse jóia ou coisa assim. Vai ver é por esse tipo de tratamento excessivamente respeitoso que tantos jogadores nesta copa do mundo parecem ter tanta cerimônia e tão pouca intimidade com a pelota. No domingo, em mais um café da manhã coletivo no jardim do prédio, registrei o gatinho novo de uma vizinha, uma travessa de frutas e um dos vários bolos sobre a mesa.
Na segunda, chegando ao Centro, fotografei – outra vez – o Amarelinho enfeitado. E, alguns metros adiante, algumas cadeiras usadas à venda na porta do adormecido Teatro Dulcina. Mais tarde, voltando do almoço, passei pela esquina da Presidente Antônio Carlos com Beira Mar, reparei no contraste da ponta de uma daquelas esculturas-carretéis-revestidas-de-pedras-portuguesas com o belo céu de outono. O mesmo céu, só que visto de uma escada rolante da estação Central do metrô, foi tema para outra foto no meio da tarde. leia mais…
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