25 de novembro de 2009
12 de novembro de 2009
Sessão da tarde: “Pigeon: Impossible”
Animação, BLOG, Sessão da Tarde
A dica foi do amigo Minhoca: seis minutinhos deliciosos com a premiada animação do americano Lucas Martell. Com direito a um justíssimo final…
14 de agosto de 2009
Bola nas costas
Animação, BLOG, TV
Acordar cedo tem as suas vantagens: quem cair da cama amanhã vai poder assistir na TV a esta singela animação, dirigida pelo grande Allan Sieber, da série “Negão Bolaoito Talkshow - Melhores momentos”. Rola às 7h, na reprise do “Retalhão”, programa do Canal Brasil que vai ao ar aos domingos, às 20:30h, e também repete às terças, às 10h.
18 de novembro de 2008
Desenhando pelo mundo
Animação, Artes visuais, BLOG, Cinema, Quadrinhos
O cara já trabalhou em alguns dos maiores estúdios de animação do mundo e ganhou um Emmy. O carioca Ennio Torresan Jr. (auto-retrato abaixo) podia tirar a maior onda, mas fica na dele. Fora do Brasil desde 1989, quando foi trabalhar na Universal inglesa (onde fez, entre outros, ”Fievel”), participou da equipe que criou a série “Bob Esponja” e, hoje, mora em Los Angeles e trabalha na DreamWorks. Ilustrador, animador, quadrinista e ocasionalmente ator, Ennio foi homenageado por seus 20 anos de carreira no Granimado - Festival de Animação de Gramado - ano passado e, este ano, teve sua história em quadrinhos “The guy from Ipanema” (desenho acima) publicada numa coletânea da Dark Horse. E tudo começou com “El macho”, curta que bancou do próprio bolso.
Qual a sua formação como animador?
Eu fiz um rapido curso de animação na Laura Alvim, em 1986 ,que durou três meses. O curso foi ministrado pelo Fabio Lignini, por Cesar Coelho, Aída Queiroz, Daniel Schoor e Patricia Alvez Dias. Estes tinham passado por um curso de um ano com o Marcos Magalhaes. Fui um dos 30 alunos desta segunda leva. Dois anos depois, acabei participando como professor, juntamente com eles, num outro curso, na Casa de Rui Barbosa. Neste curso, os alunos trabalharm sobre cinco trilhas diferentes que haviam sido compostas pelo Tim Rescala. Foram experiências fantásticas, como aluno e como professor. Com o pequeno sucesso de meu filmeco de 30 segundos, acabei me inscrevendo para uma bolsa da Embrafilme, que oferecia financiamento pra curtas. Fui um dos selecionados, mas nunca precisei utilizar este financiamento. Acabei realizando o curta chamado “El macho” com um dinheiro que havia juntado, depois de cinco anos de árduo trabalho, e mais o apoio de muita gente. Foi este curta que me abriu as portas para outras aventuras.
Há quanto tempo você está fora e em quantos lugares já trabalhou?
Saí do Brasil em dezembro de 1989 para trabalhar na Universal, em Londres, a convite de dois amigos que já estavam lá. Minha idéia era ficar, a princípio, por apenas seis meses, melhorar meu inglês e ter experiência em um longa. Enquanto isso, o país havia caído nas terríveis garras de Fernando Collor e sua quadrilha de supervilões, que odiavam cineastas e fabricantes de automóveis nacionais. Achei melhor, então, esticar a minha estadia até que a maré de azar nacional passar… Acabei esticando esta passagem em quatro anos. Participei num total de três longas. Passei por várias modalidades da produção. Depois destes quatro anos, resolvi voltar para o Rio e retomar onde havia parado. Mas, por conta do que havia feito em Londres, acabei sendo chamado para trabalhar na Turner Feature Animation/Cartoon Network/Hanna Barbera, em Los Angeles, num outro longa chamado “Cat’s don’t dance”. Mas antes de me mudar para LA, resolvi passar pelo Rio por alguns meses e terminar o som do meu curta que havia ficado pela metade, o “El macho”. Premiações em diversos festivais me abriram as portas para direção na HBO. De lá, fui trabalhar na Nickelodeon num projeto que estava começando e se chamava “SpongeBoy”. Assim que acabamos o primeiro episódio, resolveram mudar o nome para “SpongeBob”, porque soava melhor. De lá fui para a Film Roman, casa dos “Simpsons” e de “King of The Hill”. Depois fui convidado para dirigir um seriado pela Disney “Teacher’s pet”. Desde 2003 venho trabalhando na DreamWorks, em uma infinidade de “Madagascares”. (continua aqui)










