2 de setembro de 2010
Uma canção ao cair da tarde: “Bossa quase nova”, Aroldo Alli Sampaio
BLOG, Uma canção ao cair da tarde
Esse camarada toca uma guitarra de responsa. Do CD “Haja palavra para o que eu não digo”.
2 de setembro de 2010
Esse camarada toca uma guitarra de responsa. Do CD “Haja palavra para o que eu não digo”.
2 de setembro de 2010
Por Dias de Carvalho
Esqueçam os xingamentos básicos. Quem pretende ofender alguém fazendo troça da sua sexualidade, xingando a sua genitora ou algo do tipo, perde seu tempo. Palavrões converteram-se em vírgula, apesar do filhote de Código Hays que ainda vigora na mídia tradicional. Quando alguém apresenta argumentos que vão de encontro às suas convicções ideológicas, indicando que são apenas sonhos, com a desvantagem de terem todo o potencial do mundo para pesadelos quando postos em prática, não é preciso ser deselegante. Basta chamar o indivíduo de “conservador” e muitos concordarão com você.
Mesmo para pessoas que já deixaram de acreditar no Papai Noel de Sierra Maestra, é difícil pensar em algo bom quando o adjetivo “conservador” surge numa frase. Conservadores são, nesses termos, pessoas metidas a sisudas, cheias da grana, elitistas, plenas de preconceitos, contra todo tipo de iniciativa em favor dos menos favorecidos, capazes até mesmo de desejar a volta da ditadura ou da escravidão.
Até mesmo eu incorria nesse erro grotesco. Graças a alguns professores no ensino médio e até mesmo na faculdade, mantive essa visão estreita. Uma mudança de pensamento me ocorreu no dia em que li, não me recordo onde, Mick Jagger declarando-se conservador. leia mais…
1 de setembro de 2010
Decano do cinema pernambucano, Fernando Spencer é conhecido por lá como “cineasta das três bitolas”, porque fez filmes em Super-8, 16mm e 35mm. O diretor, que começou a filmar em 1969, ganha uma retrospectiva de sua obra a partir de amanhã, no Cineclube Curta Doze e Meia - que tem sessões sempre às quintas-feiras, às 12:30h, no Centro Cultural Correios do Recife (Avenida Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife), com entrada franca. Serão exibidos, até o dia 30, filmes dele (e sobre ele) dos anos 70 até o último, “Nossos ursos camaradas”, de 2008. leia mais…
1 de setembro de 2010
Por Dandara Palankof
Além da minha identidade secreta de colunista da Zep, em minha “vida civil” venho trabalhando como mediadora do MAMAM no Pátio. Os assíduos três leitores talvez se lembrem de que o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães já foi tema da BdR quando de sua reabertura — e seu magnífico coquetel. Essa é a casa principal, que fica na querida Rua da Aurora. Estamos falando aqui de uma espécie de anexo.
O Pátio de São Pedro, já devo ter dito algumas vezes mas não custa repetir, fica no centro do Recife e é mais um de nossos (eu disse nossos? Uau, repatriei-me) pontos turísticos históricos. Em volta da Igreja de São Pedro, quase que isoladas do resto da cidade, estão as casas do século XVIII hoje ocupadas por instituições culturais da prefeitura e alguns bares. Uma delas, o MAMAM no Pátio, um espaço para instalações e… er… hum… performances. Mas eu ainda não peguei nenhuma, graças. leia mais…
1 de setembro de 2010
Hoje, às 19h, tem sessão gratuita de “5 x favela, agora por nós mesmos” no Ponto Cine (Estrada do Camboatá 2.300, Guadalupe Shopping, 1º piso, Guadalupe), no Diálogos com o Cinema especial. Depois do filme, rola um debate com os diretores Manaíra Carneiro, Wagner Novais, Cacau Amaral, Rodrigo Felha, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra, a atriz Roberta Rodrigues e os produtores Renata Magalhães e Cacá Diegues.
31 de agosto de 2010
“Geral”, documentário de Anna Azevedo sobre o extinto cantinho dos malucos do Maracanã, acaba de emplacar mais um festival internacional: depois de participar do HotDocs, no Canadá, o curta agora vai ser exibido no Cinema Verite: Festival Internacional do Documentário do Irã. A gente sabe que apesar do Ahmadinejad e dos aiatolás o povo iraniano não é nada disso que falam por aí - informe-se melhor no blog da diretora, onde ela narra suas aventuras em sua primeira visita ao país, quando exibiu lá o seu filme anterior, “Drežnica” -, mas não deixa de ser engraçado imaginar como vai reagir a platéia na cena em que um flamenguista revoltado manda Alá se auto-sodomizar.
P.S.: “Geral” também foi selecionado para os festivais de Palm Springs (EUA), Sheffield (Inglaterra), Vila do Conde (Portugal) e para o DocsDF (Cidade do México). Por enquanto.
31 de agosto de 2010
O proto-nerd bonitão Ota, que sabe tudo do assunto, convida para o lançamento de seu novo livro, “O relatório Ota do sexo”, mais um lançamento do selo LeYa Cult, uma parceria das editoras Leya e Barba Negra, hoje, a partir das 17:30h, na Livraria da Travessa do CCBB (Rua Primeiro de Março, 66, Centro). Pra qualquer mané virar um Casanova.
31 de agosto de 2010
Por Henrique Koifman
Graças muito mais à genética que a qualquer método ou mérito, nunca tive problemas com excesso de peso. Isso na balança, pois problemas com exagero (em quantidades de coisas) e falta (de espaço para guardá-las) são uma constante em minha existência. Sempre fiz coleções – como as de chapinhas de garrafa e carteiras de cigarro, quando criança; e, mais tarde, de rótulos de bebidas, fichas telefônicas (!), máquinas fotográficas e outras tantas coisinhas. E tenho mania de guardar cartas (anteriores aos e-mails), ingressos de espetáculos, revistas, folders de exposições, postais etc, além, claro, de fotos que faço. E assim as “coisas” enchem caixas, gavetas, prateleiras até um ponto em que as leis da física me obrigam a arrumá-las, jogando parte fora, tentando peneirar o essencial do exagero. A falta de parcimônia neste começo do texto tem como desculpa explicar que o Fotodiário está “de dieta”. Não que pretenda que ele volte a ter o corpinho de seus primeiros tempos – com tirinhas com até 10 imagens, no máximo. De lá para cá, acho que a evolução da ideia justifica um número um pouco maior de fotos. Mas confesso que estava achando as últimas edições grandes demais.
Isto posto, conto que, na manhã de sábado da semana anterior fomos ao colégio dos meninos, em Santa Teresa, para a apresentação de trabalhos. São de lá as duas imagens que abrem esta edição – painéis e uma luminária do tipo “laboratório do cientista louco”. No domingo de manhã, passando pelo jardim de nosso edifício, encontrei uma flor amarela sobre um dos bancos. De lá saí com minha namorada para um passeio a pé nas redondezas e passamos pela Marechal Pires Ferreira, de onde parte uma escada que parece ir para o céu (mas vai somente até o final da Rua Alice). À noite, fomos jantar na casa de nosso querido amigo G, que preparou um inspirado macarrão a sua moda. leia mais…
30 de agosto de 2010
Por Luiz Henriques
Vi em algum jornal pendurado na banca dia desses que Gilberto Braga comemora 30 anos de “Dancin’ Days” e 20 de “Vale tudo”. “Dancin’ Days” foi a última novela que acompanhei em minha vida, em boa parte por causa da Lídia Brondi e da Sônia Braga (aquela mais próxima da minha faixa etária). Depois parei, cansei do formato e entrei na adolescência; estar em casa toda noite para acompanhar aqueles dramalhões simplesmente não fazia mais a minha cabeça.
Mas é claro que durante boa parte desses 30 anos sem acompanhar novelas não consegui ficar imune ao fenômeno. As tramas de maior sucesso foram absorvidas por mim nem que por osmose - gente vendo lá em casa, namorada que acompanhava, manchetes em jornais e revistas, referências em programas humorísticos, sátiras na revista “Mad”… nunca cheguei a conhecer mais do que as linhas gerais dos enredos, mas, mesmo sem maior conhecimento do assunto, uma coisa eu posso dizer - eu não suporto Gilberto Braga. leia mais…
30 de agosto de 2010
O Arnaldo Branco vai te dar uma má notícia, seu mané: você não é melhor do que ninguém. Clique aqui e descubra o porquê.
28 de agosto de 2010
Essa hora todo mundo já deve estar sabendo, mas “Riscado”, primeiro longa-metragem de ficção de Gustavo Pizzi, produzido pela Cvídeo, entrou na Première Brasil do Festival do Rio, que acontece de 23 de setembro a 7 de outubro. “Boca do Lixo”, de Flavio Frederico, “Como esquecer”, de Malu De Martino, “Elvis & Madona”, de Marcelo Laffitte, “Malu de bicicleta”, de Flavio Tambellini, “O Senhor do Labirinto”, de Geraldo Motta, “Trampolim do Forte”, de João Rodrigo Mattos, e “VIPs”, de Toniko Mello, completam a mostra competitiva de longas de ficção. Os documentários selecionados foram “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, “É Candeia”, de Márcia Watzl, “Histórias reais de um mentiroso”, de Mariana Caltabiano, “Memória cubana”, de Alice de Andrade, “Santos Dummont: pré cineasta?”, de Carlos Adriano, “Solidão e fé”, de Tatiana Lohmann, e “Positivas”, de Susanna Lira. Curioso, nenhum filme pernambucano. Terça-feira sai a lista dos curtas-metragens.
P.S.: aproveita e assista aqui aos trailers de mais três (!!!!!) longas que a Cavídeo acabou de produzir.
26 de agosto de 2010
Por Dias de Carvalho
Ao mandar uma carta para mim mesmo há doze anos, escreveria uma enciclopédia inteira para eu ser menos otário. Sobre política, não seria preciso dizer muito. Desde muito novo não me deixo levar por qualquer palavra de ordem nem por qualquer ideologia perfumada. Antes, por inércia. Hoje, por convicção.
Quando antevejo relativizarem atrocidades mundo afora em nome da “justiça social”, mudo de calçada. Não que eu não deseje um mundo mais justo. O que se faz para alcançar esse fim é o que me preocupa. Em nome do sagrado direito de comer três vezes ao dia, todos os demais direitos podem ser solapados sempre que o governo da ocasião quiser?
Algumas pessoas, infelizmente, não enxergam o germe do autoritarismo que indivíduos feito Lula inoculam no país quando estão no poder. Para pessoas assim, o roubo só se configura quando o ladrão grita exatamente “isto é um assalto!”. Se disser qualquer outra palavra; ou mesmo fizer uma ameaça muda, não há crime. Portanto, Lula deveria posar como seu colega Chávez, gritando palavras de ordem e bravatas abjetas contra o “imperialismo norte-americano”, para ser considerado o projeto de ditador que é. leia mais…
25 de agosto de 2010
Por Dandara Palankof
Me lembro razoavelmente bem das aulas de alguma longínqua série do ensino fundamental na qual aprendi o que era uma cidade dormitório, porque elas assim o eram, e como o tal fenômeno da conurbação transforma tudo em uma coisa só — e finalmente entendi São Paulo.
Como brasiliense (sim, por princípio me defino como cria do Planalto), tenho bem introjetado o conceito de cidade-satélite — apesar de sempre tê-lo achado estranho; mas agora a Wikipedia me disse que 1) as regiões administrativas do Distrito Federal brasileiro não podem ser separadas em municípios, e que 2) desde 1998 há uma lei que proíbe tais regiões de serem chamadas de cidades-satélite.
O que me fez pensar que realmente deixaram de me contar muita coisa na escola. leia mais…
24 de agosto de 2010
Em busca de inspiração para um novo álbum, o bardo gaúcho foi dar em Berlim, onde gravou este videoclipe dirigido por Denise Garcia e Cassiano Griesang.