29 de janeiro de 2009
Boas pepitas epistêmicas
BLOG, Evento
Por Fernando Carneiro
Diz o press release sobre o evento quinzenal no Cinematheque:
“DE MODO GERAL: REVISTA AO VIVO DE COMPORTAMENTO BRASILEIRO
Crônicas sem rodeio sobre LITERATURA, MÚSICA, POLÍTICA, MODERNISMOS, HQ E CINEMA, entrevistas, youtube, discotecagem lado A e lado B, opiniões, twitter, vídeos inusitados, com Rodrigo Penna, Flu, João Paulo Cuenca, Allan Sieber, Paulo Scott e Arthur Dapieve (que passará a integrar o cast a partir de fevereiro), percorrendo as atualidades e idiossincrasias do cenário cultural (e antropológico) brasileiro com humor e ironia. E ainda: show com bandas brasileiras, performances-relâmpagos e, depois de tudo, festa sob a regência sonora dos seis colunistas.”
De modo geral, foi tudo isso mesmo ontem. De modo geral, trocadilhos inventivos, pois ficaram gaúchos de um lado e cariocas de outro. Vamos informar. Um palco, bancos altos, os participantes sentados, dando opinião sobre temas pautados pelo simpático Paulo Scott. Uma interação midiática com efeitos sonoros, e tela com projeções de eventos como inssurreição de nerds, por exemplo. Aparição de relâmpago e raio de corisco e candeeiro encantado lampionesco de Xico Sá-ense, recitando (algo nada incongruente) aquele patois brasiguaio da tríplice fronteira. Muita diversão e riso. Tava mais uma cue(n)ca justa do que saia justa. Mas adentrou D’Umbra pelo umbral invisível do palco e equilibrou a partida. Todos os supracitados compareceram e emitiram suas opiniões. Todos respiravam e falavam. O Cuenca gosta do termo então posso dizer que vi passeando pelo ar boas pepitas epistêmicas.
A Cecília Gianetti foi.
O selo de qualidade da grife que não precisava? Programa de voyeur cultural. Noite chuvosa em Botafogo. Um cantinho e um laptop, microfone e essa canção. Melhor ainda para o público ver os participantes e formadores de opinião num ambiente descontraído, etilicamente falando. Vale a pena conferir e ainda bem que estão registrando. A memória vai ajudar a garimpar o que os saltimbancos regurgitaram ali para o povaréu. Seria interessante ver o mesmo formato de evento em lonas culturais do subúrbio. Com mais Pirassa Five One rolando pra ver como seria a interação plateia, patuleia e nego falando. De modo geral, depois, dá uma sede danada. De água.
Mais um “evento” carioca. E se for plateia, levante, fale, lute pelos seus direitos e declare independência. Pode falar. O “sem voz” tem voz. Importante isso. De modo geral-dino mesmo. Anotem para as que vierem…. Mas falta o pro-bono, tem que fazer umas a um reau pra aumentar a demanda agregada, ao ar livre.
No fim, como disse uma pessoa na plateia, a frase da noite foi a do Dapiba:
“A preocupação da audiência dos filmes pornô em 3D será a de não ficar de costas pra tela…”
P.S.: Não tem nada a ver, mas tem algo a ver, no vídeo acima, Flu e Allan Sieber no Multiplicidade.










30 de janeiro de 2009 às 0:32
[...] Depois da resenha do Mariel Reis (aqui) sobre o DE MODO GERAL, eis que surge esta bastante atenta e espirituosa do Fernando Carneiro (aqui). [...]