15 de março de 2010
Boas intenções
Por Arnaldo Branco
Dizem que de boas intenções o inferno está cheio. Então não deve ser um lugar ruim para morar (como diz a canção do AC/DC), porque aqui em cima o que mais dá é idéia de jerico mesmo. Façamos um tour.
1) Nossa imprensa consegue ser simultaneamente apaixonada pela liberdade de expressão e pelo potencial mercadológico da China - e é por isso que livram a cara da ditadura comunista mais sanguinária do mundo em detrimento de Cuba, possuidora dos únicos presos políticos que interessam à Folha de S. Paulo. A estupidez do Lula em dizer que são apenas presos comuns ajudou a mostrar que governo e jornais andam se merecendo.
2) O pós-Oscar mostrou que o (alerta de clichê-tendência para as próximas eleições) clima de Fla x Flu impregnou até uma das bobagens mais fúteis e longevas da indústria do entretenimento - aquele prêmio de que nunca lembramos os ganhadores, só as injustiças históricas. Não sei se o que me espanta mais nesse artigo do Luiz Bolognesi, roteirista de Bicho de Sete cabeças, é o estilo mosca-na-parede para descrever os bastidores da indicação de Guerra ao Terror ou a transformação de Avatar no Johnny Vai à Guerra desta geração.
3) Está em curso a campanha de demonização de um participante do Big Brother por causa de sua homofobia, que não é tão acentuada quanto grupos do movimento gay querem fazer parecer. Mas digamos que fosse mesmo um caso terminal: como a causa do combate ao preconceito poderia lucrar com um linchamento moral - e de um BBB, como se esse estigma não fosse desmoralização suficiente? Um sujeito só arcar com a responsabilidade da homofobia pátria? Imagino que queiram que ele apanhe na rua para vingar toda biba que já teve o pescoço pisado por um skinhead.
4) O Eduardo Paes renovou o convênio com a Fundação Cobra Coral para livrar o Rio de Janeiro das chuvas, quando claramente devia abrir licitação para contratar outra, depois do fracasso do penúltimo sábado. É isso aí, depois de tentar tirar na marra o povo que vive em área de risco e fracassar, decidiram pedir encarecidamente ao céu para que não mande mais água. Esse tipo de gente sabe com quem pode falar grosso.
Febeapá reloaded.
33 comentários para “Boas intenções”
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15 de março de 2010 às 11:18
Gostei pra caralho! Sucinto, direto e ácido!
Depois vou desberlotar com mais calma suas colunas.
15 de março de 2010 às 11:35
china comunista? arnaldo, cite 5 fundamentos que fazem da china comunista.
vamos lá, vc consegue.
…
sobre a defesa do tal dorado, uma pergunta: não seria melhor fazer um jornalismo qualificado no lugar de ficar “elaborando” sobre tal programa medíocre?
MEDÍOCRE, a palavra certa pro jovem jornalismo brasileiro. pro velho, vira elogio.
15 de março de 2010 às 11:41
Arnaldo, vc casa duas coisas difíceis de conciliar: niilismo e lucidez. Só abro parênteses pra falar de Avatar. Acho q a mensagem do filme foi subestimada por ter vindo do maior fabricante de blockbusters ever. O filme fala sobre vida e interação/conexão entre formas de vida. Não só chega a ser espiritualista, é um filme essencialmente “religioso”. Acho que a mensagem vai mto além do esquerdismo ideológico, como se tem dito por aí. É um filme que enaltece a vida e mostra o imperialismo de forma caricata. Não acho q essa caricatura seja piegas. Imperialistas e ditadores são tão caricatos qto o “capitão destruição” do filme. A não ser q seja um filme “meio iraniano”, isso sempre vai soar meio piegas para os “intelectuais de coração duro”. Avatar é tão complexo quanto o povão poderia entender. E me parece que o povão o entendeu melhor q os intelectuais, q o viram com os dois pés atrás. Abraço.
15 de março de 2010 às 11:57
É, Anna, tô ligado, Stalin também não era comunista. Aliás nunca houve uma experiência comunista do tipo certo no mundo, só diluidores da proposta original, cara…
Jornalismo qualificado significa viver na ilha em que as pessoas acham que boa televisão é o teatro de marionetes do Luis Fernando Carvalho? Passo.
E curti o comentário do Bagulho Bom.
15 de março de 2010 às 13:33
… e eu curti “os únicos presos políticos que interessam à Folha de S. Paulo”. Celente!
15 de março de 2010 às 13:52
Arnaldo, sua comparação entre as ditaduras chinesa e cubana, pelo viés da imprensa brasileira, não procede. O caso recente de Orlando Zapata foi emblemático no mundo todo. No caso da China, trata-se de um país ainda mais fechado do que Cuba, não obstante sua abertura econômica, feita de um modo que faz pensar que os erros da Revolução Industrial não serviram para reflexão no mundo todo.
Tirando o caso da execução do inglês Akmal Shaikh, que foi preso por tráfico de drogas e que, de acordo com a Grã-Bretanha, era depressivo e bipolar, praticamente não chegam ao conhecimento do Ocidente casos de atrocidades cometidas pelo governo chinês, bem como a existência de presos políticos naquele país.
Talvez porque a comunidade de chineses que saíram de sua terra e que são contra o atual regime não seja tão articulada e endinheirada quanto os exilados cubanos de Miami. Se não fosse pela comunidade cubana nos EUA, provavelmente os jornais fora de Cuba não teriam casos específicos para mostrar quão cruel e sanguinária é a ditadura dos irmãos Castro.
Sinceramente, minimizar as críticas a Cuba dizendo que não pegam tanto no pé da China por seu poder econômico não passa de um mero desviar de assunto. Daqueles usados para cobrir um santo e descobrir outro.
Parece que o carisma de certos líderes ou o charme de certas revoluções ainda servem como justificativas para avaliar esse ou aquele modo de governo.
Ditadura não é colesterol.
Ao menos a ameaça do Google de fechar suas empresas na China, o que já vem causando represálias do governo chinês, com direito a invasões no sistema da empresa e pronunciamentos belicosos, tem recebido atenção considerável na imprensa brasileira.
Livrar a cara de Cuba não vai fazer a China parecer um país menos carrasco.
——————-
Concordo com o Bagulho Bom. “Avatar” é um filme digno. Porém, por ser uma superprodução apinhada de efeitos especiais, não iria atrair a atenção de boa parte da crítica, que trata todo filme desse naipe feito o José Wilker na cobertura do Oscar.
15 de março de 2010 às 14:04
Dois pesos/duas medidas e contradições são pontos recorrrentes em boa parte da nossa imprensa. Diga a nossa grande imprensa.
O que seria do oscar desse ano se não fosse o tal fla-flu. Filmes pouco expressivos. Ok, Bastardos é divertido, Guerra ao Terros é o filme apenas razoável. Avatar… bom Avatar é uma atração de parque temático bem legal. rsrs
Bom, como relação ao tal ogro do BBB10, acho que o buraco é mais embaixo. Porque um ser com claras ou mal escondidas características misóginas, machistas e homofóbicas conquistou essa grande popilaridade. Porque um cara que representa uns dez passos atrás na evolução humana tem tantos fâs? Ou seja, o reflexão maior está fora do tal Dourado. Se ele vai ser linchado ou não, isso é da natureza do próprio programa. Como diria um amigo: não sabe brincar não desce pro play. : )
15 de março de 2010 às 14:51
A República Popular da China, a partir da onda de choque, tanto simbólico-institucional quanto político-administrativa, desencadeada pela morte de Mao Zedong em 1976, deu início, já em 1978, a um amplo programa de reestruturação econômica. Desde então, o processo chinês, ainda que com movimentos pendulares de maior ou menor intensidade, tem se caracterizado por um norte estratégico nítido: abertura econômica + manutenção do monopólio do poder político por parte do PCC. Trata-se, portanto, de liberalizar a atividade econômica, de flexibilizar relações trabalhistas e mecanismos de gestão, sem, contudo, renunciar ao controle operacional de todo o processo por parte do mandarinato vermelho. Assim sendo, todas as iniciativas de abertura econômica são estritamente condicionadas pelos desígnios e necessidades estratégicas do Estado chinês; há que frisar, aliás, o sucesso do regime na implementação dessa sutil dialética, pois o Partido não apenas conservou intacto o monopólio do poder, mas logrou fazê-lo ao mesmo tempo em que promove um duradouro ciclo de intensíssimo desenvolvimento econômico capitalista. China, paradoxo de todos nós.
15 de março de 2010 às 15:02
E quem garante que a suposta popularidade desse tal de “dourado” é real? O TSE? Até que ponto isso não seria mais uma manipulação do Boninho para aumentar a audiência do programa junto a certas camadas? Essa é a grande armadilha do BBB: fazer a gente acreditar que existe alguma “reality” ali. Mas é só show.
…………………………………….
Dias, concordo em parte com vc. Mas temos que nos lembrar de que ninguém prega publicamente, por exemplo, o fim das relações diplomáticas com a China (porque isso custaria milhares de empregos ao Brasil e outros países). Mas todo mundo quer justificar as sanções a Cuba, por suas violações aos direitos humanos. Cuba só tem cana e bons atletas, não é? O que haveria a perder?
E poucos gostam de se lembrar que o embargo a Cuba veio antes de Fidel se alinhar, finalmente, com a URSS. Se os EUA tivesses sido menos intolerantes e intervencionistas nos anos 60, talvez Cuba já estivesse realizando eleições diretas a algum tempo. Isso para não mencionar os “outros” presos políticos de Cuba: aqueles que os EUA mantém encapuçados e algemados, em Guantânamo. Será que nenhum deles faz greve de fome? Acho que pisar no calo do Lula sobre Cuba (devido as estreitas afinidades entre o PT e Fidel), se esquecendo das violações de outras nações, é uma forma muito parcial de discutir os direitos humanos. Eleitoreira, eu diria.
15 de março de 2010 às 15:38
Bello, achei interessante sua argumentação sobre China e Cuba. De fato, fico a pensar no que aconteceria se não houvesse sido instaurado o embargo a este país. Contudo, esse mesmo embargo tem sido usado pelo governo cubano como pretexto para manter seu aparato repressivo a todo e qualquer sinal de oposição (ou até mesmo de abstenção). Digamos que o Obama saia do muro e acabe amanhã mesmo com o embargo a Cuba. Toda a comunidade internacional deveria, no minuto seguinte, dizer: “Pronto, conseguiram o que queriam? Qual é a desculpa para continuarem sendo uma ditadura?”.
Já que o Sr. Lula quer tanto ser uma liderança internacional e um exemplo de estadista (algo que ele só conseguirá ser caso venha a nascer de novo), é preciso pisar em todos os seus calos. Sua política internacional, com os gárgulas Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia a indicar o caminho mais torto e mais estúpido possível por pura criancice intelectual, é motivo de vergonha mundial. Não vejo nada de parcial na forma como Lula vem sendo questionado quanto à sua visão de direitos humanos. Antes da eleição de 2002 ele disse, na Itália, que direitos humanos eram uma questão secundária em face ao direito de todo ser humano de se alimentar, no mínimo, três vezes ao dia. E repetiu a frase, no geral, logo no primeiro ano do seu governo. E pensar que, naquele tempo, eu imaginava que esse era o limite da sua estupidez. Sem saber que a estupidez é um fundo de poço equipado com porão.
De resto, o tratamento cheio de dedos e de hipocrisia que o governo chinês vem recebendo dos EUA, do Brasil e de outros tantos países é algo vergonhoso.
Muitos estão coçando os dedos de excitação para que os EUA percam sua influência no mundo. Deveriam pensar se o modelo cultural chinês, conforme sua atual direção política, seria algo mais salutar. Para mim, os EUA, malgrado seus vários equívocos ao longo da história, tem muito mais valores aproveitáveis do que esse capitalismo de conveniências da China.
15 de março de 2010 às 21:42
O camaradinha aqui em cima é um dos intelectuais “cool”. A gente percebe por uma certa tendência, recente até, de minimizar certas contingências de uma economia psíquica impulsionada pelos EUA. É só vontade de ser diferente mesmo, que babaquinha… No círculo filosófico, o brasil adotou o tripé marx-hegel-kant. Se amanhã uma tendência escolástica soprar uma lufada charme, lá estaria ele. A gente percebe o mascaramento das intenções pela gororoba de argumentos. Quanto mais a verdade é obscura, mais ela precisa ser acimentada com esses farelinhos de retórica. A China, meu camarada, é o capitalismo mais EFICIENTE de todos os tempos. Porque reúne a disciplina anômica de uma ingerência política dura com a força de trabalho igualmente robusta, capitaneadas por uma economia liberada do freio institucional. O termo “capitalismo de conveniência” é tautológico.
16 de março de 2010 às 7:04
TRANSTORNO, meu (nada) caro ignorante, qual a diferença entre o capitalismo dos tempos da Revolução Industrial na Europa e o capitalismo chinês?
Você, que é tão intelectualóide, deveria saber a diferença.
Gostaria de ser um típico trabalhador chinês? Eu não. Nem em sonho. O capitalismo deles rende mais do que o de muitos países, mas e o custo humano? Pelo pouco que permitem que nós, ocidentais, saibamos, já é algo inaceitável.
Sou apenas um palpiteiro. Nada intelectual. E muito menos “cool”. Ao contrário de você, que é muito “cool”. Um grande “cool”. Um “cool”zão.
O trocadalho foi forte, mas o nível do seu comentário não me deixa escolha.
Aproveito para perguntar: quais as minhas intenções, hein? Não sou americanófilo, mas acho o antiamericanismo uma enorme idiotice.
Ah, babaquinha é a véia, certo?
16 de março de 2010 às 11:18
ahahhahahaahah
essa “antecipação” do chiste foi uma das coisas mais constrangedoras evá! Foi a apoteose a oligofrenia…
E esse seu nome é bem suspeito, hein? “Dias de Carvalho”, já soa bem antipático, bem ao modo de Olavo de Carvalho (seria parente dele?), Roberto Campos, Reinaldo Azevedo e outros arautos da nossa percuciente nobreza de toga.
O que seriam de vocês sem o PT? Graças ao PT, Fidel, Chávez e cia. vocês tem assunto para cacarejar ad infinitum. É uma espécie de sustentabilidade política. Uma retroalimentacão cínica ao sabor de Lacan: “eu só me sirvo do que me serve”
Em relação à China, me faz lembrar uma máxima do Millôr: “Só não há paz entre os que mandam e os que obedecem devido a uns neuróticos que se metem no meio.”
Carvalho, você é um cara legal, mas vacila…
16 de março de 2010 às 13:30
TRANSTORNO, não tenho nenhum parentesco com o filósofo Olavo de Carvalho, o que não é mérito nem demérito para mim. Considero-o um pensador interessante, sem medo de desafiar o senso comum. Conheço pouco o trabalho de Roberto Campos, mas sei que ele já foi saco de pancada de muito imbecil de esquerda. Reinaldo Azevedo é um dos poucos jornalistas que honram a profissão atualmente no Brasil. Digo isso porque já me vi concordando e DISCORDANDO tanto de opiniões de Olavo quanto do Reinaldo. Se você acha que só servem as opiniões de pessoas com as quais você concorda, só lamento.
Aliás, creio que, da mesma forma que a maioria dos marxistas nunca leram uma só obra de Marx, pessoas feito você, que fazem pouco de Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo, nunca leram com atenção nada do que eles escreveram. Apenas se aferraram ao nome do autor do texto e, repetindo a mesma cantilena (ou cacarajear ad infinitum, no seu entender) de que não prestam por serem “de direita”, como se isso fosse motivo para demonizar alguém.
Se não houvesse PT, Fidel, Chávez e cia., certamente haveriam outros a serem criticados e/ou combatidos. Afinal, a estupidez é, como eu comentei antes, um poço com porão.
Certamente suas referências no meio intelectual e no jornalismo passam por Emir Sader, Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e outros “gênios da raça”, não é mesmo?
E olha que eu já li as coisas que esses três escreveram. Portanto, posso dizer que os repilo.
Posso ser vacilão, mas tenho minhas convicções, que, felizmente, não são as mesmas que as suas. Se é que você tem convicções em vez de um sestro de raciocínio.
Ah, sobre o que falei da China ser um “capitalismo de conveniências”, se a iniciativa privada lá não tivesse tantas restrições (vide o Google) quanto hoje, eu poderia falar que lá se pratica o capitalismo de verdade.
Aprenda a escrever com o Bello. Malgrado nossas divergências, reconheço que ele escreve bem e com bons argumentos, sem afetar um pretenso conhecimento intelectual.
Por fim, gigantesco “cool”, eu adoto o meu próprio sobrenome, sem receio. O seu codinome diz muito sobre sua condição psíquica.
16 de março de 2010 às 18:19
Bom texto Arnaldo, mas tirando o governador (que nem é assunto fora do rio), o resto é pauta da velha mídia.
E assim teremos uma eleição atenta a guerra de comida, enquanto o trem para fora do subdesenvolvimento, 2011, vai sendo posto de lado.
16 de março de 2010 às 19:49
[...] Minha coluna Mal Necessário para a Zé Pereira: Boas intenções. [...]
16 de março de 2010 às 21:23
tem gente que googleia Lula e sai comentando?
é só falar do homem que o pessoal começa…
16 de março de 2010 às 22:45
Cuba, Cuba é o inferno na Terra. Fidel ri do alto de montanhas de crânios, mwahahahaha. China, polui, censura, mata, mas abriu o mercado… se podemos vender desodorantes a um país, ele não pode ser tão ruim assim.
17 de março de 2010 às 0:47
Esse Transtorno tá uma vergonha pra quem é de esquerda… e ainda fala de Lacan, deve ter estudado muito o delirante psicanalista francês, por isso ficou transtornado…
E viva os Estados Unidos da América! Tenho orgulho de ser Americano, mesmo sendo sul-americano…
17 de março de 2010 às 14:06
Ô Seu Arnaldo, quantos e-mails raivosos você já recebeu por ter usado a palavra “biba” no seu texto?
20 de março de 2010 às 3:47
REINALDO AZEVEDO HONRA???RE-RE-REINALDO AZEVEDO????
Brasil: país de impressionáveis
21 de março de 2010 às 22:12
Transtorno, repito: leia antes de criticar.
Guarde seu exemplar do “Hora do Povo” (ou “Brasil de Fato”, vá saber…) e leia um pouco os autores que você tanto abomina. Se você continuar com a mesma opinião após ler, tudo bem. O que não dá é pra aturar quem tem orgulho de ser ignorante.
Goste-se ou não do Reinaldo, ele ao menos se dá ao trabalho de embasar suas opiniões, em vez de desqualificar seus opositores sem fundamento.
22 de março de 2010 às 13:53
opiniôes embasadas?:
“Um momento lindo nos aguarda: o petralhismo filtrado pela ópera (e bunda) seca de Gerald Thomas. Seca, mas molhada pelo capilé oficial. Em visita ao “Hemisfério Sul” como diz, Thomas deveria ir ao Palácio do Planalto. Aí o Apedeuta poderia lhe dizer: “Ô Tomaiz, faiz um Bequéti aí pra mim vê se ocê é bão memo”. E ele, claro, fará. Como sempre”
“Entrei no site da vereadora (…) Ali, a coroa (…) aparece num desenho simpático, todo catita, em que finge ter 13 anos. Essa imagem de Lolita — que já ficou tempo demais na grelha se você tem olhos para ver — é diligentemente cultivada pela vereadora, que gosta de falar aos jovens e sentar de um jeito descontraído. No que me diz respeito, eu escondo dela as minhas crianças. Eu não tenho nada contra coroas, deixo bem claro. Muito pelo contrário. Mesmo! Desde que não miem como gatinhas”.
(…) Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco paraenfrentá-los? (…) Para bom entendedor: tomo o par “homem branco” como apelo simbólico à tradição e à conservação de um modelo que, inegavelmente, deu certo e fez a maior, mais importante e mais rica democracia do mundo, que venceu, por exemplo, o embate civilizatório com o comunismo.
dias, faça-me o favor. só falta você achar o cara engraçado.
22 de março de 2010 às 14:07
Zé Pereira, meu senso de humor é mesmo estranho, não acha? Porém, pelo menos não é igual ao seu. Ou melhor, à sua falta de senso de humor.
Seus exemplos são tão ridículos que, alguns dias após esse comentário sobre Gerald Thomas, este se encontrou com Reinaldo e os dois, desde então, se entendem muito bem. Até resenha do livro “O País dos Petralhas”, o Gerald fez, pois se trata de uma pessoa que valoriza a liberdade de expressão e não endossa qualquer bobagem só porque a “tchurma” quer.
O Reinaldo sabe ridicularizar quem posa de ridículo. Não é um Luis Nassif, um jornalista que queimou sua boa reputação no jornalismo econômico babando contra as Vejas e Folhas da vida.
Se você e outros tantos acham aceitável chamar o Reinaldo e outros tantos de reacionários de extrema-direita, porque se ofendem com os chistes do Sr. Azevedo?
Aliás, ele cita obras, fatos e reportagens em seus artigos, não fica só nas blagues, como seu comentário tendencioso faz parecer.
Se quiser ser contra o Reinaldo, faça um serviço decente, pelo menos.
Afinal, diria Paulo Francis, a crítica pode ser estúpida. Se você segue a tendência de criminalizar as críticas alheias, ou de só aceitar “críticas construtivas”, só lamento.
22 de março de 2010 às 15:32
dias, você parece uma galinha verde cacarejando - que humor sutil, hein, hein?
22 de março de 2010 às 16:57
Zé, por que será que pessoas feito você pensam que todo não-vermelho é uma galinha verde?
Seria daltonismo político, maniqueísmo ou falta de argumentos?
22 de março de 2010 às 17:21
ô dias, eu só estava fazendo piadinha do nível do citado colunista. eu poderia contra-argumentar: e porque pra você qualquer um que seja de esquerda é um potencial genocida como o stálin?
22 de março de 2010 às 17:42
Zé, faltou dizer, no meu comentário anterior, sobre todos os que não são porcos vermelhos - pra fazer frente à “galinha verde” que você desencavou do fundo do baú.
Eu nunca disse que qualquer esquerdista é um totalitário em potencial. Mas dê o poder a certos esquerdistas e veja o que farão. Ou melhor: veja o que houve no Leste Europeu, na URSS, na China, na Coréia do Norte e em Cuba, só para citar os casos mais emblemáticos.
Eu acredito em revoluções. Desde que pretendam mudar os indivíduos de dentro para fora, nunca de fora para dentro.
De qualquer modo, o fato de você responder à minha pergunta com outra pergunta diz muito sobre as suas concepções políticas. Os erros da esquerda são passíveis de revisão, nunca os da direita. Posso parecer injusto falando isso, mas é o que penso quando releio seus últimos comentários.
22 de março de 2010 às 17:44
você está sendo injusto.
24 de março de 2010 às 11:08
Olha, vou me ater ä questão dos presos politicos de Cuba. Na minha opinião, nosso Presidente, poderia ter sido mais infeliz na sua resposta do que foi - poderia ter dito que gostaria de visitar Guantanamo. Aí a mídia teria motivos para estardalhaço. Pq ninguém cobra isso dele quando encontra a secretária HClinton, ou o Presidente Obama? A campanha da mídia contra o Governo, com ataques recentes, inclusive os comentários malucos sobre a “crise federativa” por causa do pré-sal, tudo orquestrado a partir do encontro do Instituto Millenium, só demonstra que a estrategia é atacar o Governo para tentar reduzir o crescimento da candidatura da Min Dilma. O presidente não é perfeito, é humano, tem escolhas políticas e, felizmente, são boas para o Brasil.
24 de março de 2010 às 17:30
tania cristina barros de aguiar (com minúsculas mesmo), e o Foro de São Paulo? Crer que o encontro do Instituto Millenium teve esse intento maléfico que você indicou é muita má-fé da sua parte.
Outra coisa: responde a uma crítica dizendo que “fulano não é perfeito, é humano” chega a ser risível. Tanto quanto enfiar Guantánamo no meio da história para aliviar a barra do Lula depois das suas declarações estúpidas sobre Cuba.
24 de março de 2010 às 22:52
Senhor Dias,
eu consideraria mais correto seu comentario, caso se ativesse à matéria que é objeto do debate. Vamos discutir presos politicos de Guantamo x presos de Cuba? Aí vamos fazer um debate político.
Agora, o senhor se referir ao meu nome estar em minusculas ou denominar de risível o meu argumento, sem entrar no debate político, me desculpe, mas é típico da pessoa que não tem opinião. É provocador. Uma decepção, o seu comentário. Vamos aos fatos - o senhor acha bacana q os americanos torturem presos em Guantanamo. Por que? Os senhor os considera mais belos, mais arianos, mais dignos que o regime cubano que tirou da miseria o povo? Que o fez nao ser mais o cabaré luxuoso dos EUA? Que o fez ser das poucas nações que erradicaram o anafabeltismo? E onde os dirigentes são ELEITOS? (como na Venezuela também são) Que exportam tecnologia na area da medicina? Quanto ao encontro do Millenium, o que uniria concorrentes como Abril, globo e Folha? Olha, se o senhor não gosta de desenvolvimento da sua Pátria, não gosta de povo virando cidadão, tá certo, eu entendo… mas use argumento politico. E reflita. Se o Brasil não crescer, se o povo não tiver coisas como o Pro Uni, Bolsa Familia, Luz para Todos, vai continuar subdesenvolvido. Ai, meu caro senhor, é grade na janela da burguesia. O que o senhor ganha com isso? Eu quero ter orgulho do meu País. Hoje, eu tenho.
25 de março de 2010 às 17:15
tania cristina barros de aguiar, não queira pôr na balança os presos da Base de Guantánamo junto com os presos políticos de Cuba. Os primeiros se dividem em terroristas convictos e em indivíduos encarcerados de forma arbitrária. Em ambos os casos, malgrado a conduta de desrespeito aos direitos humanos por parte dos EUA, os aprisionamentos em questão giram em torno do problema do terrorismo - não importa o alvo, terrorismo é sempre algo condenável. O caso dos presos políticos de Cuba é muito diferente, apesar de todos os habitantes do país viverem, de certo modo, numa prisão. Ser preso por querer explodir prédios e matar a esmo, não importando a justificativa, é muito diferente de ser preso por manifestar desacordo com o governo de seu país. O que dizer dos milhares de cubanos torturados e/ou executados por esse motivo, se considerarmos pelo menos as estatísticas do próprio governo?
A bem da verdade, você usou uma tática torpe e ridícula usada quando não se quer dar o braço a torcer em uma discussão: desviar o assunto. Os absurdos que acontecem em Guantánamo não tornam aceitáveis as opiniões estúpidas de Lula sobre presos políticos. São inaceitáveis porque ele, ao emiti-las, o fez na condição de chefe de Estado. De representante do Brasil. O que, somando isso com as grosserias que ele cometeu no Oriente Médio e em outras ocasiões (quer uma lista?), me permite dizer que, por mais que os méritos de Lula enquanto chefe de governo (oriundos, em boa parte, do que lhe foi deixado por seu antecessor) sejam notáveis, eu sinto vergonha por ele representar o Brasil perante a comunidade internacional. Vê-lo pretendendo ser reconhecido como um líder mundial é como se um cantor de happy hour pretendesse, com essa atividade, revolucionar a música brasileira.
A comparação pode parecer simplória, mas não menos do que sua linha de raciocínio, tania.
Mantive as minúsculas no seu nome porque você mesma se identificou dessa forma. Você pode não gostar da minha opinião, mas não admito, de maneira alguma, que diga que não tenho opinião. Só se diz isso de quem se abstém de opinar.
Aliás, de onde você inferiu que eu acho certo as torturas em Guantánamo, sendo que eu nem mencionei esse tema nos comentários anteriores? Isso é vigarice intelectual da sua parte. O povo cubano foi tirado de uma miséria nos tempos de Fulgencio Batista e vive em outra miséria, talvez até pior que a anterior. Só sendo mesmo muito apaixonada pela revolução cubana, ou com uma venda nos olhos, para ignorar que os cubanos, hoje, mal conseguem o mínimo para se alimentar. A ditadura de Fidel solidarizou a pobreza, porque ele mesmo possui uma fortuna indecente em seu nome e no de seus apaniguados. A erradicação do analfabetismo em Cuba é questionável, pois desconheço qual é a noção que o governo de lá tem da alfabetização. De todo modo, num país onde a livre circulação de ideias é proibida, esse mérito do analfabetismo zero perde um pouco o brilho, não acha?
Em Cuba elegem-se os dirigentes? Não ofenda a minha inteligência! Não faça esse papelão! Eleições onde não há liberdade de associação política e onde até mesmo os membros da cúpula que fazem críticas ao Coma Andante Fidel sofrem sanções: que eleições são essas? Até na Venezuela, uma democracia na casca e uma ditadura no miolo, há mais liberdade do que em Cuba. Nem assim serve de modelo para país algum.
E desde quando a presença dos grupos Abril, Globo e Folha é demérito para uma iniciativa feito o encontro promovido pelo Instituto Millenium? Você leu sobre o que nele se discutiu, ou baseia suas opiniões tíbias e chulas no que ouviu falar de algum colega de partido? Eu quero o Brasil desenvolvido, mas não no “Dilma style”, que cria obras grandiosas sem garantia de serem viáveis e passa por cima de todas as limitações fiscais e ambientais possíveis quando lhe é conveniente. Não sou contra programas assistenciais. Sou contra o seu desvirtuamento, sou contra oferecer ajuda a desamparados sem contrapartidas ou por tempo indeterminado (salvo em caso de forma maior). Eu tenho orgulho do meu país. Não tenho orgulho de quem nele está no comando.
Aprenda a debater antes de entrar para a arena. Quando um assunto está em discussão, não enfie outro no meio só porque você é tendenciosa. Reconheço os erros que os EUA cometem, mas daí a aceitar antiamericanismo barato de quem quer que seja, você está pedindo demais.