<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Abaixo da crítica</title>
	<atom:link href="http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/</link>
	<description>Blog da Revista Zé Pereira</description>
	<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 00:24:24 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.3</generator>
		<item>
		<title>Por: Dias de Carvalho</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-92</link>
		<dc:creator>Dias de Carvalho</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 03:40:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-92</guid>
		<description>Arnaldo,

Mesmo gostando muito de assistir a filmes, não me considero cinéfilo, em parte devido aos argumentos que você expôs.
Mas há ressalvas: quanto à contemplação, "Dersu Uzala" é um exemplo de filme em que as imagens da natureza são captadas de modo a embasbacar a muita gente, em especial na cena da tempestade, com o caçador a dar ordens ao militar para a construção da cabana improvisada.  
Mas isso é exceção: não duvido que certas cenas "contemplativas" sejam pretexto para desperdiçar celulóide (ou espaço na câmera digital, vá lá). 

Eu venho anotado os filmes a que assisti desde 2006, mas apenas como um hobby. Não me considero mais conhecedor de cinema por causa disso. O chato é que, para os não-cinéfilos, sou pedante, e para os cinéfilos, sou superficial, pois não tenho vergonha de gostar a assistir às paródias de filmes na linha "Todo Mundo em Pânico" e, ao mesmo tempo, apreciar filmes de um Jean Vigo, por exemplo. 
Não me nego ao prazer de assistir a uma comédia estrelada por Rodney Dangerfield, um humorista americano subestimadíssimo, o que não me impede de apreciar filmes de Samuel Fuller ou de Alain Resnais. Cada um na ocasião que for mais propícia.

Quanto aos roteiros bem amarrados, eu os aprecio, desde que não se trate de filmes em que a admiração por um roteiro bem construído não se desfaça alguns dias depois. "Amnésia" pareceu um filmaço na primeira vez, mas depois de um tempo pareceu-me um filme daqueles do "Supercine", só que montado de forma modernosa.
Por outro lado, há um fetiche danado em cima da obra de David Lynch. Eu também gosto de seus filmes, mas parece que há pessoas predispostas a gostarem de tudo o que ele faz. Seu documentário sobre a meditação transcendental, se bobear, vai superar os do Eduardo Coutinho e do Michael Moore em bilheteria. 

(Fugindo um pouco do cinema, mas ainda sobre roteiros: "Lost" é muito mal escrito, além de chato e pretensioso, mas tem muito mais admiradores do que as histórias muito bem armadas por Larry David em "Curb Your Enthusiasm", onde detalhes banais tornam-se, ao fim de cada episódio, fundamentais para o seu desfecho. Ao mesmo tempo em que os documentários vêm recebendo um destaque exagerado, a ficção que faz sucesso é a mais frouxa e metida a besta que existe. O cinema está mal de roteiro, mas a televisão tampouco é o oásis que pintam por aí)

Aí entra um aspecto interessante sobre os tais cinéfilos: para eles, o sobrenome de um diretor tem o mesmo valor de uma grife. É claro que há cineastas capazes de formular um estilo tão bem urdido que chegam a virar verbete de dicionário. Mas há aqueles que confundem cacoete com estilo. 
Aí você entra numa locadora e vem um cinéfilo blasé que está no aguardo pelo próximo Almodóvar, não importando se ele já passou o auge da criatividade há algum tempo. 
Enquanto isso, filmes interessantes mofam nas prateleiras, à espera de algum espectador desavisado, só porque seus realizadores não estão na lista dos "queridinhos" da crítica.

Aproveito para recomendar "Confissões de Um Sedutor", com Andy Garcia, um inspirado Mick Jagger e um moribundo James Coburn. 
Muito melhor que os Kar-Wai da vida.
E muito pouco visto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Arnaldo,</p>
<p>Mesmo gostando muito de assistir a filmes, não me considero cinéfilo, em parte devido aos argumentos que você expôs.<br />
Mas há ressalvas: quanto à contemplação, &#8220;Dersu Uzala&#8221; é um exemplo de filme em que as imagens da natureza são captadas de modo a embasbacar a muita gente, em especial na cena da tempestade, com o caçador a dar ordens ao militar para a construção da cabana improvisada.<br />
Mas isso é exceção: não duvido que certas cenas &#8220;contemplativas&#8221; sejam pretexto para desperdiçar celulóide (ou espaço na câmera digital, vá lá). </p>
<p>Eu venho anotado os filmes a que assisti desde 2006, mas apenas como um hobby. Não me considero mais conhecedor de cinema por causa disso. O chato é que, para os não-cinéfilos, sou pedante, e para os cinéfilos, sou superficial, pois não tenho vergonha de gostar a assistir às paródias de filmes na linha &#8220;Todo Mundo em Pânico&#8221; e, ao mesmo tempo, apreciar filmes de um Jean Vigo, por exemplo.<br />
Não me nego ao prazer de assistir a uma comédia estrelada por Rodney Dangerfield, um humorista americano subestimadíssimo, o que não me impede de apreciar filmes de Samuel Fuller ou de Alain Resnais. Cada um na ocasião que for mais propícia.</p>
<p>Quanto aos roteiros bem amarrados, eu os aprecio, desde que não se trate de filmes em que a admiração por um roteiro bem construído não se desfaça alguns dias depois. &#8220;Amnésia&#8221; pareceu um filmaço na primeira vez, mas depois de um tempo pareceu-me um filme daqueles do &#8220;Supercine&#8221;, só que montado de forma modernosa.<br />
Por outro lado, há um fetiche danado em cima da obra de David Lynch. Eu também gosto de seus filmes, mas parece que há pessoas predispostas a gostarem de tudo o que ele faz. Seu documentário sobre a meditação transcendental, se bobear, vai superar os do Eduardo Coutinho e do Michael Moore em bilheteria. </p>
<p>(Fugindo um pouco do cinema, mas ainda sobre roteiros: &#8220;Lost&#8221; é muito mal escrito, além de chato e pretensioso, mas tem muito mais admiradores do que as histórias muito bem armadas por Larry David em &#8220;Curb Your Enthusiasm&#8221;, onde detalhes banais tornam-se, ao fim de cada episódio, fundamentais para o seu desfecho. Ao mesmo tempo em que os documentários vêm recebendo um destaque exagerado, a ficção que faz sucesso é a mais frouxa e metida a besta que existe. O cinema está mal de roteiro, mas a televisão tampouco é o oásis que pintam por aí)</p>
<p>Aí entra um aspecto interessante sobre os tais cinéfilos: para eles, o sobrenome de um diretor tem o mesmo valor de uma grife. É claro que há cineastas capazes de formular um estilo tão bem urdido que chegam a virar verbete de dicionário. Mas há aqueles que confundem cacoete com estilo.<br />
Aí você entra numa locadora e vem um cinéfilo blasé que está no aguardo pelo próximo Almodóvar, não importando se ele já passou o auge da criatividade há algum tempo.<br />
Enquanto isso, filmes interessantes mofam nas prateleiras, à espera de algum espectador desavisado, só porque seus realizadores não estão na lista dos &#8220;queridinhos&#8221; da crítica.</p>
<p>Aproveito para recomendar &#8220;Confissões de Um Sedutor&#8221;, com Andy Garcia, um inspirado Mick Jagger e um moribundo James Coburn.<br />
Muito melhor que os Kar-Wai da vida.<br />
E muito pouco visto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luiz Henriques</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-91</link>
		<dc:creator>Luiz Henriques</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 03:20:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-91</guid>
		<description>É verdade, Arnaldo, tem até isso num manual de roteiro americano que eu tenho dos anos 70... no capítulo sobre personagens, ele explica que a construção do sujeito tem que ser coerente, embora na vida real ninguém cobre a menor coerência das pessoas... é muito engraçado eles mostrando lado a lado como seria um dia no trabalho de uma pessoa e um dia no trabalho de um personagem de cinema.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É verdade, Arnaldo, tem até isso num manual de roteiro americano que eu tenho dos anos 70&#8230; no capítulo sobre personagens, ele explica que a construção do sujeito tem que ser coerente, embora na vida real ninguém cobre a menor coerência das pessoas&#8230; é muito engraçado eles mostrando lado a lado como seria um dia no trabalho de uma pessoa e um dia no trabalho de um personagem de cinema.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Baronesa de Apipucos</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-82</link>
		<dc:creator>Baronesa de Apipucos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 19:34:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-82</guid>
		<description>Genial!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Genial!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Henrique Milen</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-79</link>
		<dc:creator>Henrique Milen</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 15:41:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-79</guid>
		<description>"(...)essa estranha raça que acredita que o acúmulo de filmes assistidos vale pontos em uma espécie de programa de milhagem intelectual."

Impossível não lembrar de uma meia dúzia de conhecidos. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;(&#8230;)essa estranha raça que acredita que o acúmulo de filmes assistidos vale pontos em uma espécie de programa de milhagem intelectual.&#8221;</p>
<p>Impossível não lembrar de uma meia dúzia de conhecidos. <img src='http://www.revistazepereira.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Simone Gondim</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-78</link>
		<dc:creator>Simone Gondim</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:24:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-78</guid>
		<description>Hahahahahahahaha Muito bom!! Napalm nessa gente mala.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hahahahahahahaha Muito bom!! Napalm nessa gente mala.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Patricia C.</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-77</link>
		<dc:creator>Patricia C.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 13:03:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-77</guid>
		<description>excelente esse texto.

uma coisa irritante em cinéfilo é que quando você fala mal de um determinado filme (sei lá, talvez porque não tenha gostado?), automaticamente você é um ignorante que não entendeu a proposta do diretor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>excelente esse texto.</p>
<p>uma coisa irritante em cinéfilo é que quando você fala mal de um determinado filme (sei lá, talvez porque não tenha gostado?), automaticamente você é um ignorante que não entendeu a proposta do diretor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arnaldo</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-76</link>
		<dc:creator>Arnaldo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 01:31:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-76</guid>
		<description>Por isso mesmo! E esses caras ainda cobram realismo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por isso mesmo! E esses caras ainda cobram realismo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luiz Henriques</title>
		<link>http://www.revistazepereira.com.br/abaixo-da-critica/#comment-75</link>
		<dc:creator>Luiz Henriques</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 20:37:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.revistazepereira.com.br/?p=511#comment-75</guid>
		<description>Mas, Arnaldo, a maior parte das pessoas que eu conheço não daria um bom personagem de filme.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, Arnaldo, a maior parte das pessoas que eu conheço não daria um bom personagem de filme.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
