8 de agosto de 2009
A república dos flanelinhas
BLOG, Chamando na chincha
Por Luiz Henriques
Ao fundo vocês podem ver o que uma vez foi o maior estádio do mundo, mas que dentro de alguns anos provavelmente só vai ter espaço prum time de cada vez. Em primeiro plano, uma rua de casas com garagem e prédios baixos, residencial, cheia de vagas e essa enigmática placa aí. Justo quando ele é necessário, o estacionamento não pode ser usado. Parece perseguição aos motoristas. Ou então é pra fazer a felicidade dos reboques. Minha rua, por causa do agora badalado bar com roda de samba Sabor da Morena, vive com carro estacionado em cima da calçada. Mas nada de passar alguém pra pelo menos multar os infratores. Deve ser porque não é uma presa tão rica quanto o Mário Filho em dia de jogo. Um amigo meu teve o carro rebocado lá outro dia.
Por falar nisso, fui a Lapa outro dia sem intenção de beber, então depois de um longo tempo fui dirigindo pra farra. Minha intenção era deixar o carro no mesmo estacionamento que deixo quando vou trabalhar no TRT da rua do Lavradio, que fica na rua dos Arcos, aquela em que se entra dobrando à direita na Mem de Sá logo depois de passar pelo Circo Voador. O estacionamento antigamente era da Coderte e a diária era de 5 reais, mas depois que o TRT se mudou pra lá passou à iniciativa privada e a diária custa 10 paus, mas tudo bem.
Pois qual não foi minha surpresa ao ver que uma patrulhinha proibia o acesso de carro à rua dos Arcos? Também pela rua do Lavradio não havia acesso e os três estacionamentos que lá ficam não podem receber carros. Nós motoristas ficamos à mercê dos flanelinhas, ao invés de deixarmos nossos veículos automotores em lugares cercados e vigiados, com pouca probabilidade de serem chutados, mijados ou arranhados e com muito mais privacidade prum sexo de emergência.
A única explicação em que consegui pensar: esses PMs estão mancomunados com os flanelinhas?
2 comentários para “A república dos flanelinhas”
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9 de agosto de 2009 às 15:30
Desista de carro, ande de bicicleta ou em transporte público - ônibus, trem, metrô, ou se tiver mais grana, de táxi. É bem melhor. Eu estou feliz: ainda bem que não tenho carro, posso beber em paz.
3 de dezembro de 2009 às 10:02
Mulher arruma carona BEM mais fácil, Inês. E nem precisa ser tão gata assim.