28 de fevereiro de 2009

O Bloco Cru cura amanhã, domingo, a sua Ressaca de Carnaval, a partir das 19h, na Pista 3 (Rua São João Batista, 14, Botafogo), com as participações especiais do DJ Renato Jukebox e do VJ Mossad. Os ingressos custam só R$ 5 e quatro cervejas saem a R$ 10. Mas atenção: o baile é proibido para menores de 18 anos.
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27 de fevereiro de 2009

Hoje tem Sessão Carnaval à Parte no Cineclube Espaço Utopya, que funciona no Tempo Glauber (Rua Sorocaba, 190, Botafogo). A programação começa às 19h, com show do Negro Léo Trio, seguido da exibição do inenarrável “A$suntina das Amérikas” (1976), longa-metragem de Luiz Rosemberg Filho - uma prostituta, no período de 24 horas, acorda, briga com a mãe, anarquisa o filho, namora Papai Noel, um Urso Azul e duas amiguinhas e, por fim, se encontra com o velho amante milionário; então, os dois sozinhos dentro de uma enorme sala conversam sobre o cotidiano, amam-se, dançam e, por fim, matam-se. A curadoria é de Dario Gularte e a entrada, franca.
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26 de fevereiro de 2009
Texto: Fernando Carneiro
Fotos: Jean Marc Schwartzenberg

What the porra is Songorocossongo?
Carnaval é uma festa bipolar num mundo unilateral. Ainda. Como geralmente e literalmente cai num mês bissexto, tem ano que o cara tá com vontade de ir pra esbórnia, e tem outros em que ele já faz a expiação da quaresma de véspera. Faz juras medonhas contra os pecados da luxúria, gula e todo o resto. Medita, fica mantraqueando, sei lá. Eu resolvi que ia começar minhas orações um pouco mais cedo. Mas aí mudei de idéia rapidamente. Isso aqui é o Rio de Janeiro . Tenho amigos radicalmente pró e contra. O carnaval, é claro. E fiquei oscilante, oscilando, oscilou…
Eu tava num perrengue violento. Inicialmente, a vontade era me trancar no ar condicionado e ver clips da Hebe Camargo. Queria estudar novas formas de tortura já que o Obama prometeu acabar com as tradicionais. Até falei com meu amigo lá em Londres, perguntando como é que tava aquela porcaria cinzenta que eu amo. Ele disse que tinha ido no Speaker’s Corner (tribuna livre no Hyde Park onde qualquer um sobe e começa a fazer um discurso) e viu um cara com feições asiáticas dizendo que era o Chairman Mao e que ele tinha avisado inúmeras vezes que ia voltar firme e forte. Azar dos que não escutaram.
Pedi um tempo a Deus e com essa deixa fui buscar sarna pra me coçar. Pensei em tambor e bate coxa. Vamos pro mundo. Desculpe meu Rei Arthur. Já sabia que eu mesmo ia tocar num bloco no Domingo. Então tinha que ir pra concentração. Ou ficar nela. Claro que não deu para ver tudo. Mas a minha amostra gratis é quente. Geralmente sobre as fantasias mais originais, as imagens valem mais que mil palavras, descrições e indiscrições ébrias.
Ah e esse carnaval, no que me toca – êpa - foi “mi-careta”. O que me fez achar que realmente o mundo está completamente ensandecido e alucinado. Aumentou e potencializou tudo, o calor, cheiro de urina, gente sebenta e sebosa, e coisa e tal. Nada de Sapucaí, nem sapeca um aqui. Com Lularalalalaiá jogando troianos e gregos na cabeça da plebe. Foi pé no chão, como implora Beth Carvalho no orvalho que infelizmente não caiu.
O plano era evitar todos os blocos monstruosamente gigantescos. Alguém também me disse para evitar o quadrilátero da morte composto de Gávea, Lagoa, Ipanema e Leblon. E isso consegui. Então fui de manhã cedo, hora de cafezinho com água de coco ver o Songorocossongo em Santa Teresa. Costumo me vangloriar em ser um expert em canciones latinas pois tenho duas filhas com as veias galeanamente abertas e cucarachas de pedigree colombiano.
Em primeiro lugar: what the porra is Songorocossongo? Não sei. E ontem fui nos Tocadores da Lua de candombe (sic) uruguaio, ritmo que me atrai faz tempos. Na Fernandes Guimarães, com fogueira para esticar as peles pois as tumbadoras deles não tem tarraquetas, é prego na madeira furando couro no processo.
Voltando ao Songo. A água afetou minha razão. Chegando perto do Largo dos Neves, hora de cair fora pro Gengibrinho. Fui acompanhado do uber (caiu a trema aqui então caiu lá também cacete!) carnavalesco Guilherme Studart, que sempre tem as grandes dicas para essa época. O bloco foi bom, diferente, e animou os fo-leões… Pra Zé Pereira nenhum botar defeito.
No Bloco Crú cruzei sob o cruzeiro do sul com Lois Lancaster, que me falou de um projeto pagótico interessante. Seria um bloco de zumbis? Nem f…. Ele ia no Vade Retro (e não foi). Falta bloco mal comportado, falando merda. Faz uma falta danada nessas horas. Quer beque? Fica no Canadá…. Ou a cana dá… Chega… (continua aqui)
leia mais…
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26 de fevereiro de 2009

Estão abertas as inscrições - atenção, até o dia 6 de março! - para o ateliê de produção cinematográfica Produire au Sud, que acontece pela segunda vez no Recife, entre os dias 21 e 24 de abril de 2009. Uma parceria entre a Associação Les 3 Continents (Nantes, França), a Fundação Joaquim Nabuco, a Fundação de Cultura da Cidade do Recife e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), a iniciativa é parte da programação do Ano da França no Brasil. Serão selecionados até oito projetos de longas-metragens. A proposta do Produire au Sud é analisar os elementos necessários para co-produções internacionais (ferramentas jurídicas e financeiras, detalhes dos mercados e dos convênios de co-produção, estratégias de marketing) e oferecer consultorias individuais para cada projeto selecionado.
Para se inscrever, basta ler e preencher o regulamento de acordo com as modalidades de inscrição. Os documentos estão disponíveis para download nos seguintes sites: Associação Les 3 Continents (www.3continents.com), Prefeitura do Recife (www.recife.pe.gov.br), Fundação Joaquim Nabuco (www.fundaj.gov.br) e Fundarpe (www.fundarpe.pe.gov.br). Mais informações pelo e-mail pasrecife2009@gmail.com e pelo telefone (81) 3073-6689.
Em abril de 2006, houve a primeira edição do projeto no Recife. Entre os oito projetos selecionados, estavam os premiados “KFZ-1348″ (foto), documentário de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso, e “Estômago”, ficção de Marcos Jorge.
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26 de fevereiro de 2009

Por Eduardo Souza Lima
Sobrevivi. Na verdade, até onde acompanhei, foi bem tranqüilo o desfile do Segura a Coisa - não segui o cortejo até o fim e parece que no ano retrasado uns vândalos tacaram fogo num carro. O mais divertido foi o ninja que o bloco deu na polícia: os macacos se posicionaram do lado que acharam que ele sairia e a galera simplesmente se virou e saiu no sentido contrário.
Até o próximo Carnaval!
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25 de fevereiro de 2009
Por Eduardo Souza Lima


De dia, Olinda, de noite, o Recife Antigo e arredores. Como São Pedro deu uma colher de chá, era gente demais, blocos demais e coisas para fazer demais, um sol de dar em doido. Só a programação de shows poderia ter sido um pouco melhor, teve até uma uruguaia cantando tango.
Brincar com um bando de jovens hedonistas foi uma experiência fascinante. O Carnaval aqui acabou, mas ainda há resistentes em Olinda. Daqui a pouco tem encontro de bois por lá e, à noite, o Segura a Coisa - lamentavelmente vou perder o Bloco da Moça de Nove Dedos, que sai à meia-noite e um da Rua da Tomazina. Se eu sobreviver à experiência, conto como foi aqui.
Carnaval é ilusão; mas este me deu um belo argumento para um filme.
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25 de fevereiro de 2009

Por Luiz Bello
Nostalgia, só pra quem é morador antigo do bairro. Os calçadões da Avenida Atlântica estavam lotados de gente jovem, de todos os lugares do mundo, curtindo emoções baratas nas esquinas com nomes de heróis. Bandas e blocos, ilustres desconhecidos, saíam da Santa Clara, do Leme, da Souza Lima e de outros lugares ainda não destacados pela mídia carioca. Seguidos por 200 ou dois mil foliões, desfilaram por algumas quadras da Avenida Atlântica e voltaram ao ponto de partida, que virou ponto de azaração até a madrugada.
Vários albergues na Zona Sul, como o da Travessa Frederico Pamplona (perto da Rua Pompeu Loureiro) abrigaram uma rapaziada vinda da Europa ou dos EUA, que curtia cada besteira aprendida no português e saía cantando pelos blocos menos cotados. Copa sempre teve gringos, é claro. Aquele hotel mundialmente famoso foi um dos primeiros edifícios construídos no bairro, e até a santa que lhe dá nome foi importada. Mas entre os turistas de agora são cada vez mais numerosos os jovens de ambos os sexos que vem atrás de uma cidade, e não das putas que lhes atravessem o caminho. Freqüentam supermercados, andam de ônibus e se parecem bastante com a classe média do Rio, exceto pelo idioma.
Na frente da Help e de alguns restaurantes da área, as profissionais caprichavam no visual e na alegria, com a companhia cada vez mais ostensiva dos profissionais, que fazem parecido pela mesma quantia. Gringos e gays completavam a tribo. Tudo bom e bem comportadinho, ou o antigripal que eu tomei bateu legal. No entorno, em cada espaço vazio, artesãos vendendo quadros, bijuterias, bolsas e camisetas, camelôs vendendo penduricalhos luminosos (a moda era um arco com chifrinhos azuis ou vermelhos que piscavam até acabar a radiatividade) e os isopores da cerveja.
Jovens mineiros, paulistas, sulistas e suburbanos também andavam no calçadão, com adereços de camelô, latinhas na mão e um sorriso na cara, felizes só por estarem ali, em Copacabana. É quase como estar na TV. A roda gigante no final da praia reforça a atmosfera de sonho. Os quiosques moderninhos, desenhados pelo Índio da Costa, estavam animados e seus banheiros ajudaram bastante a manter um certo clima de civilidade. Na areia, casais e grupos, patrulhados por uma polícia equipada com aqueles quadriciclos de rodas largas. Crianças estreando brinquedo novo. A Comlurb também desfilava pela areia com suas novas geringonças e eu espero que todos esses entusiasmados servidores públicos não tenham atropelado nenhum bêbado.
As velhinhas de Copa, donas da casa, estavam em clima de Cordão da Bola Preta. Queimadas de sol, com bermudas e adereços carnavalescos, pareciam mais em forma do que eu, e dançavam ao som do que estivesse tocando: trance, funk ou fragmentos de alguma bateria recém desmobilizada.
Na volta, pertinho da minha rua, uma pequena branca de neve saltitante passa por mim e para na portaria de seu prédio. Antes que eu faça alguma piada com maçãs, beijos e príncipes (ou, quem sabe, anões?) ela chama pelo porteiro e entra em casa, segura e faceira, levando um pedacinho do meu coração de folião cansado. É isso aí, Zé. Existem praias tão lindas e cheias de luz…
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24 de fevereiro de 2009
Por Eduardo Souza Lima

Nativos supersticiosos estão dizendo que eu trouxe a chuva pra cá, do Carnaval do Rio do ano passado. Não sou chegado em crendices, mas realmente acabei desenvolvendo uma espécie de sexto sentido contra os caprichos de São Pedro. Ontem mesmo, estava no Recife antigo, assistindo ao show do Ska Maria Pastora no RecBeat, quando começaram a cair uns pingos, de leve. Olhei pro céu e algo me disse: “Corra!”. Não tive dúvidas, piquei a mula em busca de abrigo. E não deu outra: foi a maior enxurrada até agora. Brincar Carnaval com chuva no calor é gostoso, mas dilúvio já é exagero. Eu sou carioca.
Porém no domingo, apesar do céu com cara de Dia do Juízo Final, não choveu. Em compensação, encharquei-me de uísque. Foi o dia do jabaculê. Começou em Olinda, na casa de Alceu Valença. Depois, no camarote da Prefeitura, no Marco Zero. Bebericando à vontade o precioso líquido escocês, assisti ao show do mundo livre s/a, que teve as participações de Manu Chao e do alucinado - e bota alucinado nisso - Eugene Hütz, do Gogol Bordello. Economizei legal o Teacher’s do meu celular. De lá, fui pros bastidores do RecBeat para ver o show do Eddie.

Como não tenho mais 18 anos, ontem jiboiei a manhã toda e só consegui me arrastar pro Recife Antigo à tardinha, para ver os blocos de frevo e dar uma olhada no RecBeat - em breve a gente publica aqui a cobertura completa do evento -, onde conheci Nuages, banda do Equador com uma formação curiosa: dois violões, bateria e tuba. No vídeo abaixo, tem uma palhinha do show. Daqui a pouco sigo pra Olinda e para onde a folia me levar. Afinal, é o último dia - tudo bem, não é, mas vamos fingir que é.
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24 de fevereiro de 2009
Por Eduardo Souza Lima

Que o Carnaval daqui é coisa pra profissa eu já sabia desde as prévias de Olinda, no início do mês, quando bateram a minha carteira. Mas o punguismo é uma arte - e para não ser aliviado de seus bens basta tomar precauções - e acredito que roubos mais violentos aconteçam aqui na mesma proporção que em qualquer outro lugar. O que pega é a violência policial. Casos de agressão da polícia contra o cidadão não são raros. E ao contrário dos maus policiais do Rio, que usam da violência para conseguir o que querem, os daqui parece que têm prazer em lhe bater. Eu mesmo topei com um destes. Estava voltando só e bebum para casa, a pé, e parei para urinar. Estava errado, é claro, a despeito de que a rua era um rio de xixi e que todo mundo estava fazendo isso. Mas a reação foi pra lá de desproporcional. Um PM que passava por lá me viu, parou a viatura e partiu para cima de mim ameaçadoramente: “Como é que você mija na frente dos outros, seu filho da puta?! Quer mijar, que mije ali, escondido!”, berrou, depois de me dar um empurrão. Ele se preparava para me agredir quando, instintivamente, levantei os braços e disse: “Estou errado, pode me prender ou me processar, mas não me bata, pois sou um cidadão”. O cara me lançou um olhar de ódio e foi embora. Foi pura sorte, pois minhas palavras poderiam ter atiçado ainda mais o seu instinto assassino. A única recomendação que faço para estes casos é rezar muito para não cruzar com um cara destes.
Outra dica importante: pule Carnaval olhando pro chão ou você pode cair num buraco. Recife e Olinda têm uma quantidade absurda de bueiros sem tampa e outras armadilhas para foliões.
Mais uma: os taxistas do Recife provavelmente estão entre os piores do mundo - conseguem ser piores que os do Rio. Eles conhecem mal a cidade - ou fingem que conhecem mal - e só te avisam que não sabem chegar onde você pediu depois de rodarem muito. E ainda acham que não têm a obrigação de saber de nada e não raro estão bêbados. Para piorar, os carros geralmente estão caindo aos pedaços e fedem. É claro que há exceções que confirmam a regra, profissionais excelentes. Se você encontrar um destes, pegue logo o seu telefone e o adote.
A última: é piada entre os próprios recifenses que eles não conhecem nome de rua. É complicado pedir informações, volta e meia te mandam pro lugar errado. No Carnaval, então, isso piora muito. No domingo à tarde eu estava em Olinda e havia rumores que que teria show de Otto não sei que horas, não sei em que lugar. Até agora não sei bem um nem outro, nem se houve o tal show. O jeito é se deixar levar pelo fluxo da folia que, afinal, é o melhor do Carnaval daqui e de qualquer lugar.
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24 de fevereiro de 2009
Por Henrique Koifman

Deve ser pura turrice. Mas não vejo muita diferença entre a passagem dos blocos que se multiplicam em progressão geométrica pelo Rio nesses dias e as procissões das cidades do interior: se nelas as pessoas trazem velas nas mãos, neles, envergam latinhas de cerveja. No mais, repetem-se ladainhas indefinidamente e marcha-se. Não, não desgosto do Carnaval. Acho a festa colorida e animada – embora, há tempos, tenha adotado a prática do exílio durante a folia (daí estar adiantando o envio desta edição). Mas, uma semana antes de seu início, foi justamente o toque carnavalesco da decoração da vitrine do Magazine Vister, na General Glicério, que me levou a fazer a foto que abre esta edição do Fotodiário. Estávamos ali para comprar flores na feira e acabamos levando também um pouco de uma pimentinha redonda, que, espantosamente, é saborosa e não tem ardido.
No domingo, finalmente, consegui terminar com o caçula o seu carrinho de descer ladeiras – aquela das rodinhas, que mencionei em uma das edições anteriores, lembram? Ei-lo.
Segunda pela manhã, passando pela Cinelândia no caminho para o trabalho, encontrei uma carta de baralho cortada e jogada no chão. Uma “pista” digna de primeiro capítulo de romance policial. Que mistério haveria por trás daquele sete de paus? Mais tarde, passando pela Miguel Couto, passei por um sobrado forrado de azulejos desenhados, não tão antigos quanto o prédio, mas bem interessantes.
Já na quarta, de volta à Cinelândia, registrei a fachada da câmara de vereadores por trás da armação de um palco que estava sendo montado à sua frente. Como a casa foi apelidada, no passado, de “Gaiola de Ouro”, fiquei achando que a moldura lhe caía como uma luva. As bengalas estavam numa loja da Pinheiro Machado. Na quinta, seguindo a pé na direção do Largo do Machado, passei pela travessa Euricles de Matos, onde está preservado um belo conjunto de casinhas – entre elas, a pintada de roxo com janelas brancas. O tronco voluptuoso com vestido amarelo estava na barraca de um camelô, na Evaristo da Veiga, sexta. A figura geométrica, ao pé da página, montei com a mesma imagem repetida do edifício Alpino, o mais alto das Laranjeiras, feita hoje, sexta, pela manhã.
Evoé.
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24 de fevereiro de 2009

Hoje tem Bailão Reaggeton, a partir das 23h, fiesta comandada pelos DJs Juca e Matias Maxx no Clandestino Bar (Rua Barata Ribeiro, 111, Copacabana). Vai rolar miami bass do Rio, de Porto Rico e da República Dominicana. Mais informações, na filipeta acima.
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23 de fevereiro de 2009
A gente não está nem aí para o Oscar, mas você assiste aqui ao curta-metragem de animação de Kunio Kato que levou o prêmio na categoria. A segunda parte você vê aqui.
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23 de fevereiro de 2009
Por Arnaldo Branco
“O Destino tem sido generoso comigo. Não quer que eu fique famoso muito jovem ” - Duke Ellington, aos 76
Tem muita gente que acredita em Deus ou qualquer outro paliativo místico porque não consegue encontrar uma razão terrena para seu próprio fracasso. Como assim meu talento não foi reconhecido? Deve ter algo a ver com o meu ascendente. Eis o mistério da fé.
Mas quando o assunto é o sucesso alheio, as explicações transcendentais perdem terreno. É claro que o outro: a) puxou o saco de alguém b) deu para alguém c) comeu alguém d) é filho de alguém. Não só são explicações para lá de mundanas, como três delas constam no índice de pecados venais da Igreja Católica.
Portanto o fracasso é mais próximo da manifestação do divino do que o sucesso. O fracasso é uma benção disfarçada - quando Andy Wharol disse que no futuro todo mundo seria famoso por 15 minutos estava era rogando praga.
O amor de Deus pela humanidade para mim está definitivamente provado estatiticamente pela gigantesca incidência de losers. Ele toma os resmungos recalcados de solitários envelhecidos para os garçons às 3 da madrugada como preces.
Não é a toa que alguns religiosos jejuam: o negócio é simular a mendicância para chegar mais perto do Nirvana ou seja lá como se chama o Prêmio Principal da sua religião. As pessoas bem-sucedidas têm mais dificuldades de concentração, são sempre distraídas por telefonemas de congratulação, pelo barulho do choque de taças de cristal e por loiras de snorkel fazendo brincadeirinhas subaquáticas na Jacuzzi.
Graças a Deus o fracasso está ao alcance de todos. Vejam o exemplo do Paulo Ricardo. Quem o viu nos anos 80, amaldiçoado pelo sucesso absouto, não conseguiria adivinhar o caminho de iluminação em iluminação até o pleno Estado de Graça em que se encontra. Aleluia!
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