29 de julho de 2010
Por Fernando Barreiros
Foto de Henrique Kurtz

Um ritual para ressucitar os mortos com cabelos que desafiam as leis de Newton. Mais macabro que o Halloween, o Riobilly aconteceu neste último fim de semana, reunindo “greasers” e “rock’n'roll queens” vindos dos cemitérios mais longínquos.
Começando no Teatro Odisséia (sexta passada), os mortos dançavam ao som de Quakes (EUA), que no auge do espírito revival, fazem até cover de Echo and The Bunnymen, Big Trep (foto, RJ), com os greasers mais conhecidos da cena, e Os Vulcânicos (RJ). Entre um show e outro, os diabretes (a.k.a.: público) jogavam sinuca, se espremiam com muito amor e carinho no cubículo que era a área para fumantes e se contorciam ao som dos Dj’s Lucas Bueller, Theddy-O e Tony Rocker. leia mais…
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29 de julho de 2010
Por Luiz Henriques

A projeção em cinerama
Agora que pra essa Copa que passou um monte de gente finalmente comprou sua tevê widescreen, está na hora de saber um pouco mais sobre os formatos panorâmicos, como e por que eles surgiram, e por que alguns deles ainda mostram na televisão as odiadas tarjas pretas.
O primeiro formato widescreen foi o cinerama. No começo dos anos 50, na tentativa de reverter a perda de público, atribuída à televisão. Em 1946-1948, a audiência média semanal era de 90 milhões de pessoas. Em 1953, havia caído à metade - 46 milhões. Simultaneamente, entre 1948 e 1955 houve um aumento de 88% na quantidade de lares com tevês e certamente essas estatísticas estavam correlacionadas. leia mais…
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28 de julho de 2010

Por Dandara Palankof
1. INT. TÁXI. NOITE. DANDARA E MOTORISTA.
O táxi está parado em frente à uma loja de conveniências de um posto de gasolina, no começo da Avenida Conde da Boa Vista. Cai uma chuva fina. O posto está um pouco movimentado, mas a avenida está vazia. O MOTORISTA do táxi é um senhor moreno, calvo, de óculos e relativamente franzino. Espera pacientemente que DANDARA, no banco de trás, pegue o dinheiro na carteira para pagar a corrida. Ela usa uma saia na altura do joelho, camisetinha regata e um casaco; entrega a ele uma nota e algumas moedas e vira-se para sair do carro. É quando vê, pela janela, alguns grupos de pessoas subindo a avenida. A maioria dos homens usa bermudões e chinelos; alguns, bonés. As mulheres, calças e shorts jeans nitidamente menores que os números que realmente deveriam usar. A maioria de ambos usa a camisa da Torcida Jovem do Sport. Um grupo passa pelo carro. DANDARA engole em seco. Vira-se para o MOTORISTA.
DANDARA
O senhor poderia esperar só um instantinho, enquanto esse pessoal passa?
MOTORISTA
Claro.
DANDARA (olhando para a câmera, à sua esquerda)
Esse foi um medo adquirido. Geralmente, com certos limites, acho que me viro bem enquanto pedestre na noite recifense. Mas a Jovem é a torcida organizada mais temida da cidade. Desde que me mudei pra cá que meus amigos plantaram em minha mente a imagem de que, se eu saísse desacompanhada pelo centro da cidade em dia de jogo na Ilha do Retiro, eu fatalmente seria atacada por uma horda de seres usando essa indumentária amarela, balançando os braços em forma de asa e gritando “ú-ú, ajoviarrêa!”. Tenebroso. Coisa de remarcar aula por conta do jogo. Já escapei de uns dois arrastões, acho. Vamos torcer para esse ser o terceiro. leia mais…
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27 de julho de 2010
Por Henrique Koifman

No sábado da semana anterior estávamos em Guapi. Aproveitando um momento de estiagem, saímos para uma caminhada pelo condomínio – a folhona sobre o cimento molhado e o ninho de arame farpado estavam no caminho. No domingo pela manhã, em outro passeio, encontrei a água do rio vertendo por cima da barragem da piscina. Mais tarde, almoçamos no Cantinho do Sabor.
Segunda, já de volta ao Rio, ao trabalho e ao Centro, fotografei o vão das escadas do edifício em que funciona o Bardana. No caminho de volta do almoço para o escritório, encontrei os esqueletos de alguns guarda-chuvas abandonados na calçada da Presidente Wilson. Pelas grades, na Treze de Maio, fotografei o bolo de aniversário – 101 anos – do Municipal. leia mais…
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26 de julho de 2010

Teve gente que achou bonito o Danilo Gentili comparar negro com macaco, mas ficou tiririca com o Stallone porque ele fez piada com macaco de verdade. Teria ele despertado o espírito ecológico desta gente? O Arnaldo Branco analisa a questão em sua coluna desta semana. Leia aqui.
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23 de julho de 2010

Tem CÉRBERO novo na rede, o “# 12 – O Baile do Outono”. Filmado em fevereiro, registra a história de Romeu e Julieta encenada em pleno Carnaval. Para assistir, clique aqui para ver a primeira parte; aqui, para a segunda; e aqui, para a terceira.
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23 de julho de 2010

Hoje tem Maria Gorda Filmes e Cavídeo no Espaço Utopya. O cineclube que funciona no Tempo Glauber (Rua Sorocaba, 190, Botafogo) exibe, a partir das 19h, quatro filmes das duas produtoras cariocas: “A casa da montanha”, de André Borges, “Amolador”, de Abelardo de Carvalho, “Urânia”, de Felipe David Rodrigues, e “A distração de Ivan” (foto), de Cavi Borges e Gustavo Melo. A entrada é franca.
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21 de julho de 2010
Noblat, ouvi dizer por aí que você se veste de corista para seduzir menores em orfanatos. Você vai responder concretamente à esta acusação?
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21 de julho de 2010

Por Dandara Palankof
A última ponte que cruzo no caminho para casa chama-se Governador Paulo Guerra — e a que faz o sentido inverso, ligando a Zona Sul ao centro da cidade, Governador Agamenon Magalhães, assim como a avenida que se apresenta mais à frente; mas enfim, todo mundo chama as pontes, de um lado ou de outro, simplesmente de Ponte do Pina e pronto. Esses nomes oficiais são mais uma dessas coisas que você descobre por acaso no Google quando tá procurando por outra coisa.
O que acontece é que, certa vez, lá estava eu atravessando a Ponte do Pina, janela de ônibus, fones de ouvido, aquela coisa toda. À direita, o velho e cansado Capibaribe, o mangue às suas margens e várias palafitas. Várias. Coisas que a escuridão da noite esconde quase que totalmente. Então percebo que há agora algo grande e luminoso se sobrepondo imponentemente ao breu, no meio de mais aquele pedaço de contraposição entre a natureza e a nossa natureza. leia mais…
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20 de julho de 2010
Por Henrique Koifman

Tirei a semana de folga, para aproveitar o início das férias escolares dos meus filhos. Não foi muito, mas deu para dar uma saudável desligada da rotina. No sábado, primeiro dia desse recesso, levei o caçula para o vôlei no Botafogo e encontrei o clube decorado para uma festa junina-julina. As bandeirinhas coloridas com o céu nublado ao fundo me lembraram quadros do Volpi. Enquanto o pequeno treinava, dei um pulinho na Urca, meio submersa na neblina da manhã, e fotografei a paisagem e os barcos no Quadrado. No final da manhã, numa rápida passagem por Ipanema, cliquei algumas cafeteiras em uma vitrine que, talvez por minha pressa, acabaram ficando meio “derretidas”. De lá fomos almoçar na casa dos meus pais, onde comemoramos – com torta de morangos – o aniversário do meu irmão.
Domingo de manhã fomos com amigos dar um passeio na Lagoa. Clima fresco, céu nublado, mas claro; calçadas e parques com uma quantidade de gente suficiente para torná-los alegres, sem muvuca. Perfeito! leia mais…
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19 de julho de 2010

Este cartum do Nani desagradou a turma do PT, numa reação descabida que faz a festa dos que acusam o governo e sua candidata de tendência ao dirigismo. O Arnaldo Branco analisa o caso em sua coluna desta semana. Leia aqui.
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18 de julho de 2010

Bizoiá é olhar, observar, enxergar, espiar e futricar o infinito. Dá uma bizoiada lá.
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