8 de fevereiro de 2010
Mal necessário é se fazer de vítima
BLOG, Da redação
A coluna da semana retrasada deu o maior ibope e o Arnaldo Branco resolveu apelar de novo para o “BBB”. Leia aqui.
8 de fevereiro de 2010
A coluna da semana retrasada deu o maior ibope e o Arnaldo Branco resolveu apelar de novo para o “BBB”. Leia aqui.
7 de fevereiro de 2010
Estão abertas, até o dia 10 de março, as inscrições para o 3º Miau – Mostra Independente do Audiovisual Universitário, para produções audiovisuais brasileiras universitárias em curta-metragem, finalizadas a partir de 2008, em qualquer formato, com duração máxima de 20 minutos. Fichas de inscrição e regulamento no site da mostra, que acontece de 5 a 9 de maio no Cine Goiânia Ouro, em Goiânia, Goiás.
Já no Iguacine – 3° Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu, que será realizado de 24 a 28 de março de 2010, pela Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, dá para se inscrever aqui, até o dia 27.
6 de fevereiro de 2010
Por Fernando Barreiros
Com duas garrafas de vinho nas mãos, a cara suada e um sorriso escrachado, esperava a fila do supermercado acabar. Decidi que para comemorar a vida, ou simplesmente beber mais, compraria duas garrafas “decentes”. Saí do mercado e fui tropeçando, esbarrando e xingando até chegar em casa. A sombra virara uma raridade naquelas ruas quentes de verão. Eu me sentia a maior aberração de todas e não sabia porque, sob a influência de psicotrópicos ou não, os malditos “transeuntes” me encaravam. “Você está vendo? Aquele garoto está drogado! Aposto que andou injetando, olha como ri, olha os olhos vermelhos!” Obviamente, ri com meus olhos vermelhos e meio fechados demonstrando que as duas velhas que passavam estavam certas quanto ao meu atual estado.
Minha casa derretia e meus pés descalços queimavam. A voz de garotas rock’n'roll nos anos 60 estourava minhas caixas de som quando o telefone tocou. Atender telefone é uma das piores tarefas de um ser humano sensato. Você nunca sabe quem pode ser, pode tanto ser algum amigo quanto um viciado quanto alguma ex, ou seja, atender telefone nunca foi um prazer. leia mais…
6 de fevereiro de 2010
Hoje à noite tem lançamento do DVD do documentário “Samba”, de Thereza Jessouroun, na quadra a Mangueira, no último ensaio da escola antes do Carnaval. Filmado com os passistas da Estação Primeira em 2001, o filme, que trata da dança do samba, já foi exibido em mais de 30 países. O DVD vai estar à venda nas melhores casas do ramo, no Espaço Carnaval e Cidadania do Sambódromo, em lojas de pontos turísticos como Maracanã, Corcovado e Forte Copacabana e pela internet, com pedidos pelo e-mail samba@originalvideo.com.br.
5 de fevereiro de 2010
Por João de Moraes
Esses dias, tomando uma cerveja com meu amigo Charles Reis, algumas fichas caíram. Caíram e fizeram barulho. Charles, sujeito dos mais perspicazes dos que tenho em conta, esteve recentemente em Salvador e me trouxe de lá umas sacadas que eu ainda não tinha mirado. Ele é de Linhares e, como todo bom linharense, é muito atento ao tamanho e dimensão das coisas.
Esteve pelos vários dos ícones baianos, entre eles a Lagoa do Abaeté, Praia de Itapoã, Pelourinho e a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Caminhou botocudo pelas vielas, resistiu, a bordunadas, ao arrastão dos garçons e seus cúmplices angariadores de incautos fregueses. Turista experiente, vagou nômade, quase mimetizado aos alegres soteropolitanos. Nessas andanças regadas a dendê, percebeu, singelo, algumas importâncias que só agora me parecem óbvias. A cerveja ia descendo cada vez melhor, que a boca estava em dia bom para o ato líquido. E Charles seguia contando a viagem. leia mais…
4 de fevereiro de 2010
O Cineclube Sala Escura exibe hoje, a partir às 16h, na Cinemateca do MAM, “El baldío” (1952), um clássico do cinema político argentino. O filme de Carlos Rinaldi, baseado na peça de Raúl A. Mendé (sob o pseudônimo de Jorge Mar), que foi ministro de Assuntos Técnicos de Perón e criador e diretor da Escola Superior Peronista, é praticamente uma peça de propaganda do regime do ex-ditador argentino. O argumento parece até piada: um imigrante de um país europeu devastado pela Segunda Guerra Mundial encontra o melhor dos mundos na Argentina de Perón. Complemanta a sessão, que tem entrada franca, o curta cubano “Mas vale tarde… que nunca” (1986), de Enrique Colina.
4 de fevereiro de 2010
Por Luiz Henriques
Spock tem pais! Tudo bem, eles estão aqui para alavancar a trama, mas são personagens bem desenhados, não apenas um artifício de roteiro como o irmão de Kirk aparecendo em “Operação: Aniquilar” já morto e sem causar praticamente nenhuma reação em James T.
A galera que segue a série com mais empenho há de lembrar que o orelhudo já havia se referido aos progenitores em “Tempo de nudez”, quando, contaminado pelo vírus que embebeda, chorou suas mágoas com o capitão contando como devia ser dura a vida de sua inteligente e sentimental mãe terráquea no planeta dos vulcanos sem emoção. Por isto mesmo é estranho que, ao desembarcarem na Enterprise o embaixador Sarek e senhora, todos fiquem surpresos quando Spock revela que eles são seus pais. Vem cá, Kirk e seu imediato vivem se apregoando como amigos e o capitão nunca perguntou nada sobre a vida pregressa do oficial de ciências? Fascinante! leia mais…
3 de fevereiro de 2010
O Oi Futuro de Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 54) exibe logo mais, às 19h, “Nome próprio” (foto), de Murilo Salles, dentro da mostra Desvarios, com filmes que têm como tema a loucura. A mostra também vai apresentar, no mesmo horário, “A falecida”, de Leon Hirszman, que passa amanhã; “Azyllo muito louco”, de Nelson Pereira dos Santos, no dia 9; “A hora da estrela”, de Susana Amaral, no dia 10; e no dia 11, “Bicho de sete cabeças”, de Laís Bodansky. A entrada é franca.
3 de fevereiro de 2010
Por Dandara Palankof
Como nas últimas eleições eu ainda residia no Planalto Central, acho bem propício admitir publicamente que o bastardo também me enganou. Ora, há muito que eu já não compartilhava das idéias dos coleguinhas que votavam no PSTU e consideravam que se pode passar imaculado pelos joguinhos de poder. Pois bem, o cara teve acesso a uma lista sigilosa ― essas votações, a meu ver, nem deveriam sê-lo, mas isso é outra história; elas o são, foi antiético, mas se você precisasse se fortalecer no cenário político, ia contrariar o ACM? Assim, de graça? Pense bem antes de responder.
Era um delito menor. Ainda assim, um delito, que deveria ser punido. E o foi. Em termos, pelo menos. Pela retirada estratégica, que seja, mas foi, o Collor não fez praticamente a mesma coisa? Pois bem, então estamos em 2006, o velho coronel Joaquim Roriz tinha sido inocentado de mais algumas dezenas de acusações de uso da máquina pública porque haviam apenas “indícios, não provas”, e resolveu apoiar sua vice, Maria de Lurdes Abadia, para substituí-lo no GDF. Não me pergunte que briga de comadres levou o coronel a deixar seu pupilo Arruda seguir sozinho, mas ele foi lá e apresentou umas propostas de urbanização e segurança pública bem decentes; a deputada Arlete Sampaio, candidata do PT, não tinha a menor chance com o eleitorado das classes C e D, que sempre ganharam as eleições pro Roriz (vale-terra, vale-gás, vale-pão-e-leite, vale tudo no assistencialismo barato). leia mais…
2 de fevereiro de 2010
O Diabo só é esperto porque é velho; mas ele já nasce feito. Só que feitiços podem ser quebrados.
Eu já tinha botado a versão dessa música da Nina Simone aqui, mas a do impagável Screamin’ Jay Hawkins tem mais a ver agora.
2 de fevereiro de 2010
Por Henrique Koifman
No sábado da semana anterior, almoçamos na casa dos meus pais – é a mesa posta, a espera de pratos e comensais, que abre esta edição do Fotodiário. E, no final do dia, fomos ao Leme visitar uma querida amiga. Paramos o carro junto ao calçadão da praia, quase em frente a um belo edifício dos anos 1940/50 com fachada de ladrilhos grandes. De uma das janelas da casa de nossa amiga, registrei o final da tarde na praia. Pouco antes, fotografei seu gato sobre o tapete felpudo.
No domingo, de preguiça (início de duas semanas de férias) em casa, passei parte da manhã recostado em uma almofada xadrez, lendo o jornal. Já no final do dia, preparamos um lanche com salada e sanduíches com pão árabe. Mais cedo, passando pelo jardim do edifício, encontrei bolas coloridas presas às plantas, por conta do aniversário de uma pequena vizinha.
Na segunda, batendo pernas pelo bairro pela manhã, registrei uma luminária da pracinha da Pires de Almeida tardiamente (ou seria prematuramente?) acesa sob a copa das árvores. No final do dia, sob chuva, engarrafados na Mário Ribeiro, fotografei uma das entradas do Jóquei através da janela gotejada do carro. Já na terça pela manhã, passando de ônibus pela Praia de botafogo, gostei do contraste criado pelo sol, no contraluz, com a névoa branca e fiz uma foto de um ciclista que passava pelo canteiro. À tarde, fui jogar ping-pong com os meninos no clube.
No dia seguinte, novamente na Praia de Botafogo, desta vez a pé pela calçada junto aos edifícios, passei diante do busto em homenagem a Manoel Thomaz de Carvalho Britto. Como imagino que aconteça com a maioria de vocês, nem teria reparado na estátua – e muito menos na placa que a identifica – não fosse o saco de plástico que alguém havia colocado sobre a cabeça do jurista e legislador mineiro e que me causou um certo desconforto (impossível não associar esse tipo de coisa, saco sobre a cabeça, com tortura). Mas, graças a tal cena, fiquei sabendo que Manoel era possuidor de “raro descortínio, administrador enérgico e arguto reformador do ensino primário em Minas Gerais”, além de “entusiasta servidor da causa pública”. Mais tarde, numa parada para trocar o óleo do carro, encontrei um velho jipão militar, desses que hoje são usados para transportar turistas “em clima de aventura” pela cidade, estacionado junto ao posto e fotografei sua roda.
Na quinta pela manhã fomos para Guapi, onde encontramos a casa de meu irmão com novos portões de entrada de madeira. Peguei minha sunga oficial no secador e tratei de mergulhar logo no rio para espantar o calorão. Na sexta, passeando pelo quintal de manhã, apontei o celular para a copa das árvores e, enquanto disparava a câmera, girei o pulso. A imagem ficou parecendo com a da superfície da água onde se atirou uma pedrinha, não acham? À tarde, fotografei algumas tangerinas sobre a mesa da cozinha.
As espigas de milho dentro de sacos estava ao lado de uma banca de jornal na Laranjeiras, na segunda; o telefone celular – o primeiro aparelho que comprei, em 1999, e sei lá por que cargas d’água guardava até então – foi totalmente desmontado e fotografado antes de ser jogado fora em lugar apropriado; a salada com ovinhos de codorna nós comemos no restaurante do Alaiu, em Guapi, na sexta.
1 de fevereiro de 2010
Jabor não foi do The Who, mas gosta de falar – bem - da sua geração. O xará Arnaldo Branco dá um toque sobre o ridículo desses recorrentes autoelogios. Leia aqui.
30 de janeiro de 2010
Por Fernando Barreiros
O tempo estava acabando assim como minhas chances de continuar com o emprego. Dormir deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma opção pouco escolhida. Como em “Clube da Luta”, a falta de sono realmente causa pequenas alucinações e te arranca da realidade. Destemido, andei até o espelho do banheiro e pratiquei minha imitação de Tony Montana: “Show me you got cojones, maricón”, “Meet my little friend!” Bom, na verdade, estava apenas tentando imitar um mexicano puto da vida. “Tenho de parar de tentar se um mexicano puto da vida e voltar ao trabalho”, pensei. Sentei na cadeira e derreti de sono. As letras se embaralhavam assim como meus pensamentos, que obviamente ainda estavam focados em xingamentos em espanglês. leia mais…